Mundo ficciónIniciar sesiónBlade Vitale teve sua vida despedaçada por um mafioso implacável. Desde então, apenas um desejo mantém a sua alma de pé: a vingança. E ele encontrou o alvo perfeito para ferir seu inimigo onde mais dói — a sua linda e recatada esposa favorita. Abby nunca conheceu a liberdade de fato. Vendida pela própria família aos 18 anos, ela foi obrigada a se casar com um homem frio, desalmado e temido. Uma prisioneira de luxo, marcada pelos olhares possessivos e pela obsessão do seu marido. Quando ela descobre que está grávida, o horror se intensifica em sua vida: dividir a sua atenção com um filho nunca foi esteve nos planos do mafioso. Desesperada e prestes a dar à luz, Abby encontra forças para fugir. Mas as dores brutais do parto parecem anunciar o seu fim. Até que o destino a lança nos braços de um homem estranho. Blade Vitale — o inimigo número um do homem que a mantém em correntes. Entre sombras, segredos e um ódio antigo, nascerá algo que nenhum deles previu: uma paixão proibida, ardente e capaz de destruir tudo. Porque quando a vingança se mistura ao desejo… quem realmente sairá vencedor?
Leer másAbby
Dois anos antes…
— Você entende o porquê, não é, filha?
Mamãe pergunta com pesar, mas eu só consigo pensar que hoje deveria ser o dia mais feliz da minha vida. Porque exatamente hoje estou fazendo dezoito anos. Contudo, ao abrir os meus olhos nessa manhã lindamente ensolarada, empacotei todos os meus sonhos e os guardei cuidadosamente dentro de uma mochila.
Sim, eu estava pronta para seguir viagem. Eu só precisava fazer a última prova do meu último ano no colegial e ingressar em uma faculdade de administração. Entretanto, a voz cautelosa e sussurrada de minha mãe me diz que não. Que eu preciso me esquecer do meu futuro, largar todos os meus sonhos e salvar todos os membros da minha família.
— O seu pai está doente, Abby. — Ela diz com uma voz trêmula e um pouco embarga. — E ele já não pode mais colocar o alimento em nossa mesa.
Suspiro baixo, sentindo um nó sufocar a minha garganta.
— Você é a nossa única esperança, filha. Se você não for com Senhor Leone agora, todos morreremos de fome.
E é isso.
O meu destino já está traçado. E o meu sacrifício salvará meus quatro irmãos pequenos da fome e da miséria. E ainda, renderá um tratamento de saúde para o meu pai. Além disso, lhes dará uma vida digna. Mas como eu disse, para isso acontecer terei que me casar com o mais cruel, desprezível e poderoso homem dessa cidade. Pensar nisso, faz o nó sufocar ainda mais a minha garganta.
Entretanto, me pego fazendo um sim para ela.
— Eu entendo, mamãe. — Solto uma afirmação trêmula, enquanto tento secar as lágrimas dolorosas, que impiedosamente escorrem pelo seu rosto.
Eu queria poder estar forte por ela agora. Queria que ela soubesse que vai ficar tudo bem. E mesmo quando algumas lágrimas escapam dos seus olhos, ela sorri para mim.
— Acredite, Abby, você será tratada como uma rainha naquela casa luxuosa. E terá todo o conforto para o resto de sua vida.
Deus, eu espero que ela esteja certa. Que a minha felicidade esteja realmente escrita nesse novo caminho que preciso trilhar. Penso quando a porta da minha casa se abre e um homem imponente passa por ela. Entretanto, o seu olhar endurecido me encara. Avalia-me as minhas vestes simples. Sua feição sempre rígida demais se desenha diante dos meus olhos e eu penso que o meu mundo encantado acaba de desabar. Logo alguns homens invadem a casa humilde e um deles segura a pequena mala que está em um canto de parede, contendo as poucas roupas que tenho.
— Você precisa mesmo ir com ele? — Desperto quando Anne, minha irmã caçula pergunta aos sussurros e prontamente me agacho para ficar da sua altura.
Sorrio, porque não quero que ela tenha medo desse momento tão obscuro da minha vida. Portanto, começo a ajeitar algumas mechas loiras e desgrenhadas dos seus cabelos atrás da sua orelha.
— Sim, eu preciso ir, querida. — Forço mais um sorriso para que ela saiba que está tudo bem.
Que tudo vai ficar bem.
Eu não quero deixá-la preocupada comigo. Não quando eu sou sua irmã mais velha e não é justo que a minha pequenina tenha essa preocupação.
— Quando você vai voltar, Abby? — Eduard inquire, enquanto me abraça apertado.
— Talvez demore um pouco para isso acontecer. Mas quero que saiba que eu te amo muito, e que nunca irei te esquecer.
— Eu também te amo!
Beijo calidamente a sua bochecha.
— Eu quero pedir uma coisa muito especial para você — falo para o Lucke, meu irmão do meio.
— O que você quiser, irmãzinha.
— Preciso que você seja o homem dessa casa, enquanto o papai não melhora. Você consegue fazer isso?
— Eu consigo.
— Se em trinta dias ela não mostrar a eficiência que você precisa, eu mesma a demitirei. Mas se você a enxotar dessa empresa como fez com as outras. Eu juro, Vincenzo, que eu mesma me demito. — Ela rebate e sai da minha sala no mesmo instante.Eva passa pela porta, fechando-a logo em seguida e eu volto a ocupar a minha cadeira. No mesmo instante a porta se abre e uma loira passa por ela. Ela me abre um sorriso profissional e ergue um tablet protetoramente rente a seus peitos.— Bom dia, senhor Vincenzo! Meu nome é Lucile e serei a sua assistente por hoje. Podemos ver a sua agenda agora? — Sem emitir som, faço um gesto de mão e aponto uma cadeira para ela. — Ok, o senhor tem uma reunião importante…Me perco em meio a imagem dos seus beijos. Eram insanos e famintos. Algo tão carnal. Nada emocional. No fundo eu sabia que ela nunca seria minha. Um desencontro de almas. Um amor nada puro. E eu sempre me entregava aos seus caprichos. No fundo eu sempre soube; eu me tornaria a sua segunda op
Adeus Nella!Um ano após a nossa despedida, essas palavras ainda gritam dentro dos meus ouvidos. Reverberam por cada terminação nervosa do meu corpo, rasgando o meu peito, fazendo o meu coração sangrar.Deus sabe que eu quis correr ao encontro dela. Eu quis impedi-la de partir. Mas no fundo eu sabia; Nella precisava sair da minha vida. Eu precisava dá um fim a esse sentimento doentio que me sufocava por dentro. Me mantinha seu prisioneiro. Eu precisava me libertar da sombra da minha própria traição. Contudo, não me sinto limpo. Pelo contrário, eu sou a própria treva andando por caminhos gelados e sem vida. E por mais que meu irmão me diga: eu perdoei os seus pecados, não me sinto livre.— Que merda é essa? — O silêncio do amplo escritório é quebrado pelo meu rosnado implacável, direcionado a mulher em pé na frente da minha mesa. Contudo, não tiro os meus olhos dos papéis que ela me entregou há poucos minutos. — Chama essa porcaria de relatório?Dessa vez, encaro o seu olhar que tem um
AdelinaMe consideram uma força da natureza. A final, eu sobrevivi a perda do meu pai e do meu irmão em um trágico acidente de avião. Mas agora vivo sobre a linha tênue entre a vida e a morte de minha mãe. Penso, enquanto observo as dezenas de medicamentos espalhados em cima da minha mesa.O fato, é que não me considero uma força da natureza. Porque se eu fosse, não estaria com medo de perder a única pessoa que amo nesse mundo.— Ah, você está tão linda, filha!A voz fraca de mamãe me faz fitá-la. Ela força um sorriso para mim, mas no fundo, eu sei que as dores a consomem por dentro.— Ainda não sei se vou a essa festa, mamãe — retruco, separando um coquetel de comprimidos em um pequeno copo descartável.— Que bobagem, querida. É claro que você vai. E eu quero que se divirta muito essa noite.— Mamãe...Tento replicar, mas ela continua. Entrego-lhe os medicamentos e um copo com água.— Se não quer fazer isso por você, faça por sua mãe, Adelina.Suspiro quando a campainha começa a toca
Flora DeenUm ano depois…Querido Papai Noel,Meu nome é Flora Deen, mas o Senhor já sabe disso, certo? Antes de fazer o meu pedido especial para esse ano, quero te agradecer por atender o meu pedido no ano passado. Estou muito feliz de ter o meu papai de volta e estou mais feliz ainda por ganhar uma nova mamãe tão linda e tão carinhosa. É sério, eles são perfeitos juntos. Mas já está na hora de eu ganhar um irmãozinho, não acha? Ah, só para o Senhor saber eu fui uma boa garotinha o ano inteiro. Mas isso o Senhor também já sabe. Então, espero ansiosa pelo meu PRESENTE ESPECIAL DE NATAL.— Flora? — Escutar a voz de Mia me chamando me faz dobrar a minha cartinha imediatamente e logo a escondo debaixo do meu travesseiro. — Flora? — Ela volta a me chamar e no segundo seguinte a porta do meu quarto se abre. Seus lindos olhos me avaliam por alguns segundos. — O que você está fazendo aí, Bonequinha?Bonequinha. Esse foi o apelido novo que eu ganhei desde que eles começaram a levar o relacion
FranckAlgumas horas depois…— Espere, filho. — Mamãe pede com carinho assim que desço o último degrau da escadaria da sua casa. Logo ela começa a ajeitar a gola da minha camisa de botões, que está por baixo da camisa de caxemira e quando termina, ela sorri, olhando dentro dos meus olhos. — Eu esperei tanto por esse momento. — Apenas beijo calidamente a sua testa. — Senti sua falta, Franck. Senti falta desse seu sorriso e de ouvir o som da sua voz.— Também senti saudades, mãe — falo, segurando em cada lado do seu rosto. — Me desculpe por demorar tanto! — Seu sorriso se amplia.— O importante é que você veio e que está aqui conosco. — A abraço fortemente.— Temos que ir ou vamos nos atrasar — ralho quando nos afastamos.— Sim, sim. A Mia já deve estar nos esperando.E eu estou explodindo de ansiedade de vê-la novamente.— Onde está a Flora?— Provavelmente ela curtindo o seu mais novo brinquedo. — Papai responde adentrando o cômodo. No entanto, subo as escadas de volta e vou direto pa
Franck— Então, como se faz isso? — pergunto para a minha filha, encarando com diversão a branca neve que cobre o chão como se ela fosse um imenso tapete felpudo.— É bem simples, papai. Primeiro, você precisa se deitar na neve. Depois começa a abrir seus braços e pernas várias vezes.— Está me dizendo que isso dará forma a um anjo? — ralho, fitando a menina que me lança um olhar perspicaz.— Isso. Assim, papai. — Flora imediatamente se deita no chão gelado e começa a mexer seus braços e pernas, e aproveito para tirar algumas fotos suas com o meu celular.Contudo, eu só consigo pensar em quanto tempo eu perdi longe dela. Esse seu sorriso lindo, essa sua alegria infantil, as suas notas na escola, as novidades do seu dia a dia. Como eu fui tolo em pensar que estava sozinho nesse mundo. E eu sei que decepcionei a Lisa de todas as formas possíveis. Decepcionei a mãe da minha filha, porque eu bem sei que a última coisa que ela esperava de mim era o abandono.— Vem, papai! — Flora me chama





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