Lily Roux, uma jovem de família abastada, vê-se enredada em um destino cruel: casar-se com o herdeiro das Indústrias Park para salvar sua família da ruína financeira. No entanto, quando o peso desse fardo torna-se insuportável e ela anseia por escapar, uma reviravolta inesperada ocorre. Um misterioso segurança entra em cena, salvando-a no momento mais sombrio, apenas para ser contratado como seu guarda-costas. Envolvida em uma paixão ardente e proibida, Lily enfrenta o dilema entre a obrigação e o verdadeiro amor. Em meio às artimanhas de sua mãe manipuladora, ela se vê questionando se conseguirá alcançar a felicidade que tanto almeja. "Prometida para o CEO" promete uma história envolvente de romance, intriga e determinação, onde as forças do destino colidem com o poder do coração.
Leer másPara se transformar em um diamante, um carvão tem que passar por um longo e demorado processo. Essa transformação demora alguns milhões de anos, é necessário que a pedra passe por uma pressão inimaginável e, após tudo isso, ela ainda precisa ser lapidada até ficar absolutamente perfeita. Assim era a minha vida desde que meu pai faleceu há quatro anos. Desde que ele se foi, toda a fortuna dele vem sendo gasta levianamente pela minha mãe e irmã, contanto que eu obtenha um casamento vantajoso que nos salve da falência. Desde que meu pai se foi, minha mãe me obrigou a deixar meus sonhos de lado para me tornar uma futura esposa perfeita, pois assim, quando chegasse a hora, ela me venderia como uma propriedade e manteria o estilo de vida extremamente caro que quase faliu meu pai diversas vezes enquanto ele era vivo. Eu costumava ser uma menina feliz, nunca precisei de muito para me contentar. Desde pequena, apesar de sempre ter tido de tudo, eu nunca me importei com bens materiais. Minha mãe sempre me comprou milhares de bonecas, mas nunca brincou comigo ou sequer demonstrou qualquer tipo de afeto. Já o meu pai, que me conhecia bem, sabia que para me fazer feliz bastava deixar eu montar nas costas dele como se ele fosse um cavalinho.
Eu olho para os corredores da mansão milionária onde moro, me perguntando por que a única pessoa que verdadeiramente me entendia tinha que partir tão cedo. Ele tinha apenas quarenta e seis anos quando me deixou sozinha, e apesar de todos ao meu redor parecerem não sentir falta dele, eu sentia isso todos os dias de uma forma desesperadora. Eu ainda sinto o perfume exageradamente forte dele pela casa, ainda ouço as nossas risadas quando ele me fazia cócegas e ainda como waffles todos os domingos, pois era o único dia em que ele sempre estava em casa no café da manhã e fazia os mais deliciosos waffles para mim. Todos dizem que eu já deveria ter superado, mas eu sinto como se quando meu pai se foi, ele tivesse levado todas as chances de eu ser feliz junto com ele, pois agora eu estava nas mãos da minha mãe, que somente se importava em manter seu status social e suas contas bancárias cheias. Agora, estava com uma equipe de cabeleireiros, manicures e maquiadoras tentando criar um visual perfeito para que eu fosse exibida como uma boneca de porcelana, mas as lágrimas não deixavam meus olhos nem por um minuto, fazendo com que o trabalho da maquiadora fosse cada vez mais difícil.
"Srta. Roux, você precisa parar de chorar, pois não estou conseguindo fazer sua maquiagem", disse a maquiadora em um tom preocupado, enquanto eu tentava fechar os olhos na esperança de que tudo pudesse ser apenas um pesadelo e que a qualquer momento eu fosse acordar.
"Desculpe, eu... Eu vou tentar me controlar", respondi, sabendo que isso era algo praticamente impossível diante das atuais circunstâncias. Vi minha mãe na cadeira ao lado tingindo seus fios ruivos de loiro, pois ela sempre dizia que vermelho era uma cor vulgar. Eu esperava que ela não fizesse nada além de torcer o nariz, mas não foi isso que aconteceu, e logo seu tom de voz cheio de deboche se fez presente.
"Eu não sei que tantas lágrimas são essas, parece até que você está se preparando para um funeral e não para conhecer o seu noivo", disse ela, enquanto eu fechava os olhos, deixando mais uma lágrima rolar e meu tom de voz sair melancólico.
"Pois é assim que eu me sinto. Como se hoje fosse o funeral da minha dignidade, pois estou sendo vendida", respondi, deixando escapar minha angústia. Quando a última palavra saiu da minha boca, vi ela se aproximar bruscamente da cadeira onde eu estava sentada, gritando com todos que estavam ali.
"Saiam! Me deixem sozinha com a minha filha!", ela gritou, e eu me encolhi na cadeira por reflexo, mas não tinha mais medo dela, não havia mais nada que ela não pudesse me tirar. Esperei os gritos dela de cabeça abaixada, mas eles não vieram. Quando a encarei, ela estava com os olhos cheios d'água, mas seu rosto não tinha nenhuma expressão, então eu sabia que elas eram falsas.
"Você quer nos ver mendigando pelas ruas? Dormindo embaixo de pontes? Quer ver o futuro da pequena Margareth sendo arruinado pela ausência de uma boa educação?", disse ela, e eu ouvi sua voz agora trêmula.
"Eu juro que não te entendo. Eu consegui um bom casamento para você. Um noivo que te cobre de joias, bonito, educado, de boa família, que vai te dar um bom sobrenome!", continuou, enquanto eu tentava absorver suas palavras.
"Mas eu nunca o vi!", exclamei, demonstrando minha confusão.
"Exatamente, minha filha. Se você nunca viu ele e ele já te mandou lindos conjuntos de diamantes, imagine quando estiverem juntos? Lily, por cada país que ele passou, ele comprou uma joia e enviou para você. Ele já te adora e você pode não se lembrar dele, mas ele se lembra de você", explicou minha mãe, tentando me convencer.
"Mas eu não me importo com joias. Elas são pesadas e eu me sinto sufocada as usando, como se fosse uma coleira", disse, passando o dedo na gargantilha de diamantes azuis em meu pescoço. Minha mãe sorriu, limpando as lágrimas.
"Pois, seriam as coleiras mais caras do mundo", respondeu, com um sorriso satisfeito.
Encarei o homem desconhecido, desacreditada e percebi que ele estava tirando o paletó."O quê? Você está louco? A queda te mataria." exclamei, com incredulidade."Provavelmente, mas se isso não acontecer, eu só tenho que sobreviver às ondas com mais de cinco metros que quebram nas pedras." explicou ele, com uma calma que me surpreendeu."Cinco metros?" gaguejei, sentindo meu coração acelerar diante da perspectiva assustadora.Ele concordou com a cabeça, me fazendo hesitar."Olha, por que você não desce daí e me conta tudo que aconteceu? Eu juro que vou te ouvir, mas por favor desce daí!" pediu ele, com uma expressão de preocupação sincera.A voz dele tinha um tom de súplica e era tão doce que eu fechei os olhos por alguns instantes. Eu concordei com a cabeça e ele se aproximou bem devagar até chegar perto de mim pegando a minha mão me fazendo sentir novamente aquela eletricidade. Eu comecei a me virar e ele colocou a outra mão no meu quadril me segurando, mas ao virar o meu calcanhar
A voz da minha mãe ecoou pelo banheiro e eu não podia acreditar no que ela tinha dito. Eu sabia que ela era uma pessoa fria, mas não imaginava que ela não amasse meu pai. Nada nunca me doeu tanto quanto aquilo, pois o meu pai era a pessoa mais maravilhosa do mundo e mesmo assim ela nunca o amou."Seu pai era um tolo assim como você! Se deixava levar pelos sentimentos e fazia escolhas ruins. Quando estava infeliz bebia, assim como você bebeu essa noite e agora estou vendo a cena se repetindo. Tal pai, tal filha!" disse minha mãe com um tom de desdém, sua voz cortante ecoando pelo banheiro."Não fala assim do meu pai!" rebati, minhas palavras embargadas pelas lágrimas que começavam a surgir, minha voz trêmula de emoção."Eu falo sim, pois ele era um inútil assim como você!" retrucou ela, com sua habitual frieza."Meu pai era maravilhoso!" insisti, lutando contra a raiva que crescia dentro de mim."Ele era um bêbado!" disparou minha mãe, sem se abalar."Ele só bebia porque não aguentava
8 - Finja como eu FingiA residência dos Park ficava em uma colina. A mansão era maravilhosa, mas o fato de ela ficar à beira de um precipício, onde só se podia ver o mar, era um pouco melancólico. Quando chegamos, já havia diversos carros estacionados lá, e tivemos que esperar um pouco para que pudéssemos sair, já que a imprensa estava aqui, então alguns seguranças tiveram que nos escoltar. Um dos seguranças pegou minha mão para me ajudar a sair do carro e eu senti uma eletricidade percorrer todo o meu corpo, me causando um arrepio. Quando ficamos cara a cara, eu encarei diretamente seus olhos castanhos que eram levemente esverdeados, meu corpo estremeceu. Seu olhar era tão intenso que parecia que tudo ao redor tinha perdido o foco e ficado em câmera lenta. Um repórter quase caiu em cima de mim sem querer e ele me prometeu, me puxando para si enquanto colocava um de seus braços sobre o meu ombro, me levando para dentro enquanto outros seguranças ajudaram Jayden, minha mãe e Margare
Eu concordei com a cabeça e dessa vez quem forçou um sorriso foi ele antes de sair dali. Eu deixei meu corpo cair na cama tentando raciocinar que apesar de ter dezenove anos aquele era o meu primeiro beijo de verdade já que eu sempre estudei em escolas exclusivas para meninas e desde que o meu pai morreu eu ando triste demais para pensar em namoro. Eu passei mais essa noite em claro deitada na cama enorme da suíte encarando o teto e só sai do meu transe quando a Margareth veio pular na cama."Lilynha levanta ele está fazendo os Waffles do papai!" exclamou Margareth, empolgada."O quê?" perguntei, confusa."O Jayden. Ele é legal! Ele tinha feito panquecas, mas quando eu disse que domingo era dia de waffles ele começou a fazer e está uma delícia!" explicou Margareth, radiante com a novidade.Ela parecia super empolgada e isso me fez dar meu primeiro sorriso genuíno desde que cheguei aqui."É mesmo? Então eu vou só escovar os dentes e já desço pra conferir esses Waffles!" respondi, tenta
Depois do vôo, eu estava me sentindo muito cansada e sobrecarregada devido à mudança de fuso horário. Nós chegamos à casa que ele havia comprado e chamar aquela mansão de casa parecia um insulto, pois eu não podia negar que a casa era maravilhosa. Tinha um jardim enorme com um lindo chafariz perto da entrada principal, vários andares e tudo era bem iluminado pelas grandes janelas. Margareth saiu correndo pela casa e só sabia repetir o quanto ali parecia o Palácio de uma princesa. "Realmente a casa é linda, você tem muito bom gosto, Jaewon!" Minha mãe disse, observando cada móvel e detalhe da casa, maravilhada com tanta sofisticação, já que era mil vezes maior e com certeza mais cara do que a que vivíamos. "Obrigado, Sra. Roux... Mas e você, meu amor, você gostou?" Ele se dirigiu a mim, e eu me assustei brevemente com ele me chamando desse jeito. Logo senti os braços dele ao meu redor, então assenti concordando. "Sim! É realmente linda!" Disse, tentando parecer animada. "É a sua ca
Não! Isso era tudo que eu queria gritar, mas eu apenas assenti com a cabeça e ele colocou aquele anel de diamantes enorme e pesado no meu dedo. Ele se levantou e era nítida a alegria nos olhos dele. Erguendo-se, ele se aproximou e deu um beijo casto nos meus lábios, que me fez travar o maxilar sem perceber. Até mesmo meu corpo parecia recusar a presença dele, e se eu estava sentindo isso com um beijo, não queria nem imaginar o horror que seria quando eu tivesse que deixá-lo me tocar. Ele sorriu e distribuiu vários beijos pelo meu rosto enquanto acariciava o mesmo.Após algum tempo, ele me puxou para um abraço e de uma forma estranha, aquilo me parecia familiar. O perfume dele era suave, e eu agradeci mentalmente, pois perfumes muito fortes sempre me incomodaram um pouco. Ele me puxou para dançar com ele sob a luz da lua, enquanto o violinista parecia saber todas as músicas que eu gostava. Eu deixei ele me guiar pela noite afora e aproveitei que meu rosto estava no ombro dele para solt
Último capítulo