Toda interação deve ser pensada, pois nunca sabemos quanto impacto podemos ter na vida das pessoas, mesmo desconhecidos. Quando me segurou enquanto eu me pendurava em um penhasco, não creio que Jiwon tenha pensado nas consequências. Agora, bagunçando o lençol de algodão ao revirar meu corpo de um lado para o outro, não encontro sossego.
“Por que ele não me entregou?”
Com o som de um clique, o abajur ao lado da cama ilumina o quarto e levanto-me em um pulo, andando de um lado para o outro. Meus passos no assoalho de madeira são ocos e quase tropeço no tapete felpudo.
A cortina fechada traz segurança, mas espio pela fresta, confirmando minha suspeita. Jayden chegou, mas, diferente dos outros dias em que meu quarto parecia irresistível para ele, ainda não o vi.
Sua reação imediata foi me tirar da mansão Park com minha mãe, que, sabendo a verdade, se manteve calada durante a viagem. Ele ficou, alegando ter assuntos a tratar, e isso bastou para que a paranóia não me permitisse descansar.
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