Mundo ficciónIniciar sesiónIsabela achava que conhecia o seu próprio destino: o papel de esposa dedicada, a rotina previsível de dona de casa e a dolorosa calmaria de um casamento que ruiu em traição. Mas quando o chão sob seus pés desaparece, ela decide que é hora de quebrar as regras. Atrás da tela de um aplicativo exclusivo e protegida pelo codinome Vênus, ela descobre um universo onde seus desejos mais profundos e proibidos não são apenas aceitos — eles são venerados. O que ela não esperava era que o seu cliente mais obsessivo e misterioso, o homem que dita regras pecaminosas através de mensagens ardentes, fosse alguém do seu passado. Johnny. O primeiro amor. O homem perigoso, implacável e agora um bilionário poderoso que comanda a cidade do topo de sua cobertura de luxo. Quando as máscaras virtuais caem e o reencontro físico se torna inevitável, o passado e o presente colidem em uma noite avassaladora de luxúria e realeza. Isabela não é mais a mulher submissa que todos pisavam. Sob o toque possessivo de Johnny, ela vai descobrir que o prazer tem um preço, o desejo tem novas regras — e ela está pronta para quebrar cada uma delas. Uma história intensa sobre segredos, redescoberta sexual, traição e uma paixão avassaladora que vai queimar muito além das telas.
Leer másIsabela vivia no limite tênue entre o silêncio e a solidão mais profunda. Mãe de dois filhos .
Um menino enérgico de sete anos e uma bebê de dois que demandava cada segundo de sua atenção —, ela passava os dias inteiros confinada entre as paredes elegantemente decoradas de sua casa impecável. A rotina era um relógio implacável e cruel: recolher brinquedos espalhados, lavar montanhas de roupas que cheiravam a amaciante infantil, preparar refeições milimetricamente calculadas e esperar. Sempre esperar. O marido, Marcos, era um homem de negócios ambicioso e bem-sucedido que passava semanas inteiras viajando pelo país. Quando retornava para os braços da família, trazia consigo apenas o peso estressante do mundo exterior, mas nenhum espaço na agenda ou no coração para ela. Isabela entendia a pressão do mercado, justificava as ausências prolongadas e tentava ser a esposa perfeita, mas não conseguia mais sufocar o vazio sufocante que crescia em seu peito. Havia um abismo intransponível entre a vida confortável que ela construiu e a mulher vibrante que ela costumava ser antes do casamento. Nos raros momentos de quietude absoluta, quando as crianças finalmente dormiam e a casa mergulhava no breu, aquele vazio ecoava pelas paredes como um lembrete de sua própria invisibilidade. Fisicamente, Isabela era o tipo de mulher que parava o trânsito sem fazer o menor esforço. Alta, com um metro e setenta de pura elegância natural, ela possuía curvas sinuosas que o tempo e a maternidade só haviam deixado mais maduras, fartas e convidativas. Seus longos cabelos castanhos escuros, que desciam em ondas brilhantes até a altura da cintura, emolduravam um rosto de traços delicados, olhos expressivos e lábios carnosos que há muito tempo não sabiam o que era ser beijados com o calor de um desejo real. Ela era um monumento desperdiçado na escuridão daquela casa. Certa tarde, com as crianças finalmente distraídas brincando no quintal, Isabela desabou no sofá da sala com o celular colado ao ouvido. Do outro lado da linha estava Dani, sua amiga de infância e a única confidente que lhe restara. — Ai, amiga... às vezes eu me olho no espelho do banheiro e sinto tanto medo. Sinto tanta falta da Isabela de antes — desabou, a voz embargada e trêmula, enquanto os dedos livres traçavam o contorno do próprio colo coberto pela camiseta gasta. — Sinto falta de me arrumar de verdade, de sair à noite, de ser vista. De sentir aquela eletricidade na espinha que só a paquera dá, de saber que eu ainda causo desejo em algum homem. Parece que minha vida virou um looping eterno e eu virei um fantasma que só serve para limpar a casa. Dani suspirou longamente do outro lado da linha, o som pesado de quem também compartilhava dos mesmos fardos da vida conjugal. — Eu sei exatamente como é, Bebel. A gente assina o papel do casamento, tem filhos, e parece que o mundo apaga a nossa existência como mulher. Passamos a ser apenas 'a mãe de fulano' ou 'a esposa de ciclano'. Mas... escuta, você não precisa aceitar esse destino de braços cruzados. Eu fiquei sabendo de uma coisa bem interessante essa semana e lembrei de você. — O que? — Isabela mudou de posição no sofá, subitamente intrigada pelo tom misterioso e quase clandestino da amiga. — Um aplicativo. Mas calma, não é um aplicativo de namoro comum e brega, é algo muito mais privado, voltado para o público adulto. Você cria um perfil totalmente anônimo e ninguém vê o seu rosto se você não quiser. Muitas mulheres usam codinomes reais, criam personagens sedutoras, exploram fantasias picantes que nunca teriam coragem de realizar na vida real. E sabe qual é a melhor parte? Tem homens de alto nível lá dentro, caras ricos, que pagam uma fortuna em dólares através de assinaturas e gorjetas só para assistir, conversar no chat e acompanhar a rotina de uma mulher real e atraente. Isabela sentiu o coração dar um salto violento contra as costelas. Suas bochechas esquentaram instantaneamente só com a menção daquela possibilidade proibida. — Dani, pelo amor de Deus... isso é loucura completa. Eu sou uma mulher casada, o que as pessoas iam pensar se descobrissem? — Não é loucura, é poder, Isabela — disse Dani, do outro lado do telefone, a voz firme, decidida e carregada de incentivo. — Loucura é você murchar um pouco mais a cada dia por causa de um homem que só te enxerga como parte da mobília. É uma forma de você recuperar o controle sobre o seu próprio corpo, sua autoestima e ver que você ainda é uma máquina de pecado. Pensa nisso com carinho. É uma boa ideia para espairecer a mente, ganhar sua própria grana e ninguém nunca vai saber a sua verdadeira identidade. Isabela ficou em silêncio por longos segundos, ouvindo apenas o som da própria respiração que havia se tornado subitamente acelerada. A ideia parecia perigosa, proibida, ultrajante... e deliciosamente tentadora para uma alma que clamava por um pingo de atençãoO som das estocadas firmes de Johnny contra os meus quadris ecoava pelo espaço amplo da cobertura, misturando-se à nossa respiração ruidosa e descompassada. A sensação de tê-lo ali, preenchendo cada centímetro de vazio que a solidão havia deixado, era quase dolorosa de tão intensa, mas era uma dor que eu acolhia com um desespero faminto. Eu não queria delicadeza; eu queria aquela força bruta, aquela propriedade com que ele me reivindicava.Johnny segurou minha cintura com ainda mais força, os dedos afundando na minha pele, marcando o território dele em mim. A cada avanço profundo, meu corpo inteiro se projetava para a frente no sofá de veludo, e as minhas mãos buscavam desesperadamente qualquer apoio, cravando as unhas no tecido macio.— Olha para mim, Bel — ele ordenou, a voz desconfigurada pelo tesão, um rosnado baixo perto do meu ouvido.Virei o rosto parcialmente por cima do ombro, mal conseguindo focar a visão por conta das lágrimas de prazer que embaçavam meus olhos. Johnny esta
E sem mais delongas, todas as defesas que eu ainda tentava manter desmoronaram. Tudo o que conseguiu sair da minha boca foi um suspiro rouco, carregado de uma urgência que vinha do fundo da minha alma:— Eu quero... Eu quero você dentro de mim.Mas é óbvio que o Johnny não ia fazer isso tão rapidamente. Ele sempre soube como saborear cada milímetro do meu corpo, e aquela noite era uma celebração da nossa luxúria redescoberta. A mão dele deslizou pelas minhas costas com uma prática quase absurda, abrindo o zíper e retirando o meu vestido preto com uma facilidade desconcertante. Ao mesmo tempo, sua outra mão espalmou-se por trás do meu pescoço, entrelaçando os dedos nos meus cabelos cacheados para me puxar para um beijo quente, urgente e avassalador.A língua dele era faminta pela minha, reivindicando cada espaço, preenchendo cada vazio que os anos de solidão haviam cavado no meu peito. Nossos beijos eram quentes, úmidos e profundos. Com uma maestria digna de um maestro que conhece perf
Enquanto aqueles olhos azuis profundos me devoravam com uma fome insaciável, minha mente girava, tentando processar se tudo aquilo era real ou apenas um delírio provocado pelo álcool. Johnny acomodou-se na banqueta ao meu lado, a proximidade do seu corpo emanando um calor que há anos eu não sentia. O sorriso dele era o mesmo rapaz audacioso de antes, mas agora carregava a confiança de um homem feito.— Eu sabia, gatinha... Eu sabia que esse dia ia chegar — ele sussurrou, aproximando o rosto do meu. — Eu tô mais do que feliz em ter você ao meu lado de novo. Tu não sabe o quanto eu esperei por isso. Bel, você é maravilhosa, cara... E não mudou nada. Continua a mesma mulher gostosa desde o dia em que eu te conheci.O ar escapou completamente dos meus pulmões. Parecia que eu tinha desaprendido a falar, a articular qualquer frase coerente. Diante dele, a fachada imponente da Vênus Oculta desmoronou, e a Isabela real, despida de suas defesas, veio à tona. Meu corpo inteiro lembrava de tudo.
As crianças ficaram radiantes com a ideia de passar o fim de semana na casa da avó. Peguei as malas deles, os levei até lá e, assim que os dois correram para o quintal, chamei a minha mãe em um canto reservado da cozinha. Contei tudo o que havia acontecido nas últimas horas, sussurrando para garantir que meus filhos não escutassem uma única palavra, pois eu ainda não havia tido coragem de falar nada para eles. Eu precisava me preparar mentalmente primeiro, respirar e pensar muito bem no que dizer a duas mentes tão inocentes, já que o pai delas havia saído de casa sem fazer o menor esforço e nem sequer cumpriu a promessa de voltar para dar o beijo de despedida. Em vez de aparecer, Marcos apenas mandou uma mensagem rápida e fria no meu celular dizendo que passaria em outra hora porque estava "muito ocupado".É óbvio que ele estava ocupado. Estava ocupado com a vadia, desfrutando da nova vida com a noiva rica dele.Mas chega. Uma força raivosa e imponente tomou conta de mim e decretei na





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