Mundo ficciónIniciar sesiónSinopse Lara Colin nunca pertenceu completamente a lugar nenhum. Filha de um humano e de uma vampira puro-sangue, ela carrega em si um segredo perigoso,e uma existência dividida entre dois mundos que jamais deveriam se misturar. Mas tudo muda quando, à beira da morte, ela é salva por Luan, um agente especial da Polícia Federal do Rio de Janeiro. O que deveria ser apenas um encontro passageiro se transforma em algo proibido… e irresistível. Ao se apaixonar por um humano, Lara quebra a mais sagrada das leis de sua espécie,uma traição imperdoável aos olhos dos vampiros puro-sangue. Agora, caçada pelo próprio povo e presa entre dever e desejo, ela precisará decidir: seguir as tradições que sempre a mantiveram viva… ou se render ao amor que pode destruí-la. Porque, nesse jogo de sombras, amar pode ser mais perigoso do que morrer.
Leer másQuatro anos antes
Luan Salvatore Após efetuar algumas prisões de traficantes de drogas e vampiros que estão se bandeando para o mundo do crime, encerro mais um dia exaustivo de trabalho pontualmente às 17 horas da tarde. Pego a chave da minha moto, uma bros vermelha, faço um sinal para o meu companheiro de equipe e saio do prédio rumo ao meu apartamento na Barra de Tijuca. No caminho, penso em meus pais e na forma como foram assassinados. Eu era um garoto de 15 anos, ainda hoje tenho pesadelos com os cadáveres dos dois. Seus pescoços estavam rasgados. Os vampiros não foram, pois assinaram um contrato de paz com o governo e os poucos que ainda restam entre nós humanos, vivem em paz conosco. O que mais me choca nessa história toda e que os federais, que hoje são meus colegas, nem sequer investigaram na época. Volto à realidade a tempo suficiente para desviar a moto de um corpo estirado no asfalto. Paro a moto no acostamento, tiro meu capacete e salto dela indo em direção ao corpo, vendo que se trata de uma garota. Abaixo-me perto dela e abro a mochila tirando um par de luvas descartaveis. Coloco-as em minhas mãos e observo duas perfurações no peito esquerdo, mas não são de faca e sim de adaga. Olho para ela com uma dúvida em mente:" será que ela é humana ou vampira?" Relâmpagos cortam o céu. Toco seu pulso constatando que está muito fraco e a pego no colo. A palidez em sua pele denuncia que ela não é humana. Ela abre os olhos e se assusta. -- Quem é você?-- Seus olhos parecem dois cristais reluzentes. -- Fique calma, não vou lhe fazer mal.-- Sento-a no chão do acostamento ao lado da pista. A chuva não dá trégua. -- O que você vai fazer comigo?-- Pergunta desconfiada. -- Salvar você!-- Respondo decidido. Meus pensamentos viajam com as lembranças dos filmes cinematográficos produzidos sobre a raça e minha mente mais uma vez se questiona:"os vampiros recuperam suas forças bebendo sangue humano. Será que na vida real funciona?" Olho para o rosto da garota, ele está mais branco. Tomo uma decisão, tiro o canivete do bolso da calça do fardamento da PF e, sem pensar duas vezes, corto um pouco do meu pulso. Sinto uma dor horrível, mas no momento, meu instinto só me diz que tenho que salva-la. Aproximo-me um pouco mais dela e ordeno em seu ouvido. -- Beba! -- Não, nunca provei sangue humano. É contra o acordo que temos com o governo.-- A recusa dela me deixa atordoado por um instante. -- Beba, é uma ordem e ninguém vai prender você, pois eu sou a polícia. Mesmo receosa, ela crava os dentes em meu pulso e suga. Em poucos segundos, as feridas de seu peito saram e ela solta meu pulso. -- Obrigada, eu nunca vou esquecer o que fez por mim.-- Agradece. Vejo a curiosidade brilhar em seus olhos e sem demora, pergunta:-- Como é o seu nome? -- Luan Salvatore!-- Apresento-me também querendo saber:-- E o seu? -- Lara!-- Sem mais uma palavra, ela simplesmente some na escuridão da noite, igual um raio. Enfaixo meu pulso com um pedaço de gaze que tinha na mochila e um minuto depois, monto em minha moto, seguindo para o meu apartamento. Minha mente está a mil quando penso:" amanhã tenho que inventar uma boa desculpa para os federais sobre o meu pulso cortado." Um tempo depois, chego em meu apartamento todo molhado e tranco a porta. Com a arma em punho, especiono cada cômodo. No fim da revista, relaxo um pouco e decido tomar um banho.uma noite inesquecível Luan Não consigo acreditar no que vejo e muito menos no que acabo de ouvir, mas vindo de Fernandes, tudo é possível. Aquele infeliz me paga, ele não perde por esperar. Rafael se aproxima novamente, parando ao meu lado.— Caramba, a mulher está morta?— Sim, chame a equipe da perícia, preciso saber o que aconteceu aqui.— Vai para casa, eu cuido disso, Lara deve estar te esperando. Não se preocupe.— Você tem certeza que pode lidar com isso? — Olho para ele.— Claro que sim, vai tranquilo.— Ok, obrigado. Monto em minha moto, coloco o capacete e saio do estacionamento. O trânsito está parado enquanto minha mente não para de criar mil possibilidades para o que acaba de acontecer. Driblo os carros com habilidade, tudo que eu mais quero é chegar em casa e encontrar Lara me esperando, só ela pode acalmar os meus medos mais profundos, e um deles é perde-la. Amo-a com todas as minhas forças. Chego ao prédio e entro pela garagem. Subo pelo elevador, se
A Morte da milena Luan Dia seguinte Depois de deixar Lara na porta da faculdade, vou para o meu trabalho, o dia não será nada fácil. Sei que Fernandes têm seus comparsas dentro do departamento, entregando todos os meus passos a ele, mas não vou desistir de fazer justiça pelas vítimas do ódio dele. Eu e Rafael estamos trabalhando em sigilo total no fornecimento de provas dos crimes de Fernandes para a corregedoria, sem que a banda corrupta da polícia saiba. Rian tenta saber alguma coisa sobre o assunto, pensando que eu não desconfio que ele está infiltrado em minha equipe a mando de Fernandes. Às vezes, acho que o cara é muito inocente ou burro mesmo, para achar que o desgraçado do nosso chefe irá dar algum privilégio a ele só por estar ajudando em seus planos macabros. Chego ao prédio onde trabalho e estaciono a moto. Entro no edifício cumprimentando os colegas que encontro pelo caminho. Não posso dizer que o clima em meu trabalho está bom, mas o respeito entre nós
ódio FernandesQuinze dias depois Sinto-me como um leão enjaulado dentro do meu apartamento, sem poder fazer nada que levante suspeitas ao meu respeito. O desgraçado do Luan me denunciou na corregedoria, e agora, estou afastado do cargo enquanto a investigação está em andamento, mas ele me paga. Não é porque estou fora de combate que vou deixar as coisas por isso mesmo. Ainda tenho meus aliados dentro do departamento, principalmente Rian, que está na equipe do infeliz. Vou usá-lo para dar um fim definitivo em Luan, quero-o fora do meu caminho, não importa o método usado. Pego o celular e ligo para Rian, que atende no primeiro toque:— Alô, Fernandes!— Preciso falar com você pessoalmente, agora.— Não posso, estou no trabalho.— Não me importo, quero você no meu apartamento em 30 minutos. — Irrito-me com a recusa dele. — Fui eu que te coloquei aí. Posso te tirar também. Se eu for condenado, te arrasto junto comigo.— Tudo bem, estou saindo. Encerro a ligação, jogando o c
Denunciando os crimes de Fernandes Luan Depois de terminar meu trabalho no local do crime e pedir para que minha equipe leve os vampiros desmaiados para a detenção, vou para casa, deixando meu chefe e seus comparsas desmaiados no chão. Não posso o levar preso, junto com os outros. Que tipo de argumentos eu daria? Sem contar que ele certamente iria distorcer tudo. A moto corre pelas ruas, sem nenhum trânsito, enquanto minha mente processa o turbilhão de acontecimentos ocorrido durante esta noite. Eu não acredito até agora que Fernandes foi capaz de cometer outra chacina contra os vampiros. Ele perdeu totalmente o controle de si mesmo. Preciso fazer alguma coisa, antes que cometa mais alguma atrocidade, principalmente contra Lara. Ela é o meu ponto fraco, e aquele desgraçado sabe disso. Chego ao meu prédio, entrando pela garagem. Estaciono a moto em minha vaga, tiro o capacete e saio de cima dela. Enquanto ando até o elevador, tenho a impressão de que estou sendo observado.





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