As paredes blindadas do bunker dos Santos pareciam me esmagar, como se quisessem me lembrar que, lá fora, a guerra ainda queimava.
Olga estava sob custódia. Ferida, humilhada, mas viva. E, de repente, aquilo não parecia uma vitória.
Parecia uma sentença.
Eu olhava para a tela do celular, ainda com a mensagem anônima em letras maiúsculas:
“QUEM VAI TE SALVAR DE SUA PRÓPRIA FAMÍLIA?”
Meu pai. Carlos Ayra.
O homem que me deu a vida, mas que, desde o início, nunca me deu nada além de correntes invis