O burburinho dos jornalistas era um rugido do lado de fora. Flashes explodiam contra o vidro como tiros, mas ninguém dentro da sala ousava se mover.
Dois promotores caminhavam pelo salão como donos do terreno. Um deles, alto e de olhos severos, ergueu a voz:
— Todos os computadores, celulares e documentos físicos do Grupo Ayra estão sob apreensão. Qualquer tentativa de obstruir será tratada como crime.
Carlos não se levantou. Apenas girou o copo de água entre os dedos, como se tivesse todo o te