A sala de reuniões estava tomada por tensão.
O som abafado das vozes dos jornalistas lá fora vibrava contra as vidraças como uma tempestade prestes a arrebentar.
Mas ali dentro, o silêncio se partia apenas pela respiração irregular dos presentes — diretores, advogados, conselheiros.
E no centro, a encenação de um tribunal privado: Carlos Ayra no trono, Ana ao seu lado como uma sombra branca, e Lucas jogado ao chão como um animal ferido.
O rosto dele estava inchado, sangue seco nas bochechas, o