Aquela noite parecia não ter fim.
O vídeo ainda queimava na tela do celular, congelado no rosto inchado do segurança, a voz venenosa de Olga ecoando como uma maldição.
Rafael largou o aparelho sobre a mesa com tanta força que pensei que o vidro fosse estourar.
Ele caminhava de um lado para o outro, os punhos cerrados, os músculos tensos como se estivessem prestes a explodir.
— É uma declaração de guerra aberta — disse, a voz grave, contida, mas vibrando de fúria. — Ela não está mais jogando com