O ar parecia pesado demais para respirar.
Laura estava parada no centro da sala como se fosse dona do tabuleiro inteiro, observando todos os jogadores desmoronando um por um.
Ashiley estava nos braços de Gustavo, tentando permanecer de pé.
A revelação sobre a própria origem ainda queimava como fogo dentro dela.
Gustavo parecia um vulcão prestes a entrar em erupção — mas segurava a explosão só por causa dela.
— Fala — ele disse a Laura, cada palavra um aviso. — Termina logo com isso.
Ela sorriu devagar.
— Ah, Gustavo… você sempre tão impaciente quando está com medo.
Ele deu um passo à frente.
— Eu disse pra você falar.
Laura suspirou, caminhando como se estivesse em um palco.
— Muito bem.
Pausa.
— Vocês querem a verdade? Então escutem.
Ela olhou para Ashiley.
Direto.
Cruel.
Com prazer no olhar.
— A sua mãe não contou tudo pra você.
Ashiley sentiu o estômago afundar.
— O quê…?
Laura continuou:
— Você não é só filha do Jorge e do Eduardo.
Pausa.
— Você é fruto de um acordo.
O silêncio fo