Mundo de ficçãoIniciar sessãoGraziele sempre viveu à sombra da irmã. Quando os pais, afundados em dívidas, decidem vender a virgindade de uma das filhas a um bilionário temido e poderoso, a escolha seria Débora. Mas, temendo que ele apenas a use e a descarte, decide proteje-la... e oferece Graziele no lugar. Sem escolha, Graziele é entregue como um presente. Mas o que era para ser apenas uma noite se transforma em obsessão. Don Ruan, acostumado a controlar tudo e todos, se vê dominado por um desejo que nunca sentiu antes. E quando acorda depois daquela noite, percebe que foi enganado, que a virgem que o marcou para sempre desapareceu, ele jura que vai encontrá-la. Custe o que custar. Don Ruan não aceita ser enganado. E agora, ele não quer apenas o corpo de Graziele. Ele quer tudo.
Ler maisEram 7h09 da manhã quando Ruan começou a despertar. O sol atravessava as cortinas pesadas das grandes janelas, iluminando o quarto com uma luz dourada. Ele deslizou a mão pelos cabelos claros, ainda sonolento, e depois buscou instintivamente o lado do colchão. Mas não encontrou Graziele. Franziu o cenho, abriu os olhos de repente e suspendeu a cabeça. O espaço ao lado estava vazio. Apenas o lençol branco manchado de sangue denunciava o que havia acontecido. Um arrepio percorreu seu corpo: a prova de que ela era virgem. — Onde está ela... Por que foi embora tão cedo? — murmurou para si mesmo. — Cadê ela?...Sua voz estava carregada de frustração. Tentava buscar respostas no silêncio do quarto. Seus olhos se fixaram na mancha, e um sorriso breve, quase irônico, surgiu em seus lábios. — Ah... Débora, você é tão pura e inocente. Ele se virou para o lado e então viu algo na cabeceira da cama. Um pequeno brilho dourado chamou sua atenção. Era um colar com pingente. Ruan o pegou com c
O vestido caiu por completo, e Débora agora estava nua diante dele. Ele percorreu sua barriga com a língua, descendo cada vez mais, até que ela abriu as pernas em resposta. O sorriso dele se ampliou, e o som dos gemidos dela encheu o espaço fechado do carro. — Aiii!... Meu Deus! Hum... — ela se contorceu no banco, os dedos se agarrando ao estofado. — Tá gostando? — perguntou, com o sorriso safado estampado no rosto. — Tá muito bom, não para. — respondeu, arfando, o olhar perdido em puro desejo. Ele passou a língua pela orelha dela, sussurrando com voz rouca: — Posso ir devagar com você. Débora segurou firme no ombro dele, os olhos faiscando em urgência. — Não quero devagar. Quero que você entre em mim. Foi então que ele desabotoou a calça, e Débora, já tomada pelo desejo, ajudou a deslizar o tecido para baixo. Ela abriu mais as pernas, o corpo entregue completamente. Ele jogou a calça no banco da frente com descuido, pronto para continuar, mas antes de tirar a cueca,
Débora observou a irmã se afastar, e por um breve instante seus olhos perderam o brilho provocativo. Mas logo retomou a expressão quando o rapaz já estava se acomodando ao seu lado, sem esperar resposta.— Posso?... — perguntou, embora já tivesse se sentado. O olhar dele era firme, carregado de intenção. — Fiquei te observando de lá... vi que também não parava de me olhar.Débora ergueu uma sobrancelha, sorrindo de canto. — Pensei que não teria coragem de vir até mim...Ele sorriu, pegou a garrafa e serviu uma bebida para ela. O gesto foi lento, quase cerimonioso. Depois encheu o próprio copo e entregou o dela com um sorriso discreto. Os olhos dele se fixaram nos lábios bem definidos e vermelhos de Débora, demorando-se ali como se cada palavra fosse desnecessária. — Seus lábios são lindos... Eles me chamam atenção.Débora provocou com um sorriso mais aberto, colocou o copo na mesa e inclinou-se até o ouvido dele. O perfume doce invadiu o espaço entre os dois. — Você me chama ate
Graziele estava deitada na cama, abraçando uma almofada como se fosse um escudo contra o mundo. O olhar perdido denunciava o torpor que a dominava. Três batidas suaves ecoaram na porta. Ela ergueu a cabeça lentamente, os olhos verdes semicerrados, e viu a irmã entrar.Débora deslizou pelo quarto com passos calculados, o tecido branco e folgado da camisola acompanhando o movimento dos quadris. Os cabelos longos e pretos caíam sobre o braço, escorrendo como seda. Os olhos castanhos, brilhantes e provocativos, pousaram sobre Graziele. Linda, 23 anos, carregava no corpo e no sorriso a certeza de quem nunca foi fiel a um só homem.Ela se aproximou sem pressa, sentou-se na beirada da cama e cruzou as pernas, ajeitando os cabelos com um gesto ensaiado. Graziele, ainda abraçada à almofada, desviou o olhar, ignorando a presença da irmã.— Vou para uma festa amanhã... — murmurou Débora, arrumando a camisola curta sobre o corpo bem delineado. A voz saiu baixa, quase sedutora. — Minha amiga Nicol
O tempo pareceu parar. O clima ficou pesado naquele momento. — O senhor o quê?! — Graziele repetiu, recuou um passo, como se tivesse levado um tapa invisível. Os olhos se arregalaram, a respiração curta, o coração martelando no peito. As mãos tremiam ao se erguerem, em um gesto de incredulidade. — Como assim prometeu uma de nós? O senhor tá brincando?Gustavo não levantou os olhos. O olhar dele permanecia fixo em uma rachadura da parede, como se buscasse nela uma saída. A voz saiu baixa, quase arrastada:— Não, eu não estou brincando. Esse homem é muito rico. É a única forma de a gente quitar essa casa de uma vez por todas. O nome dele é Don Ruan. Um homem influente... poderoso.Graziele levou a mão à boca, os dedos pressionando os lábios como se quisessem segurar o nó que subia pela garganta. A pele formigava, o estômago se revirava em ondas de náusea. — Isso não importa! — gritou, a voz embargada, o corpo inteiro vibrando. — O senhor quer vender a gente? Como se fôssemos... merca
Graziele entrou em casa arrastando os pés, cada passo pesado como se carregasse o dia inteiro nas costas. O corpo curvado denunciava o cansaço, e o suspiro que escapou de seus lábios ao largar a bolsa no sofá parecia um desabafo contido há horas. Com um gesto brusco, tirou os sapatos, que caíram no chão com um som seco, e soltou os longos cabelos ruivos. As mechas deslizaram pelos ombros como uma cortina, escondendo por um instante o rosto marcado pela exaustão. Ela se afundou no estofado, fechou os olhos e deixou a cabeça pender para trás, desejando apenas o silêncio e o calor de um banho.Mas a paz foi interrompida.— Graziele… — A voz da mãe cortou o ar, suave mas firme, como uma lâmina que não sangra, mas fere. Ela estava parada no corredor, braços cruzados contra o peito, o semblante sério. O olhar fixo transmitia algo que não se revelava por completo. — Precisamos conversar. Eu e seu pai temos algo importante pra te dizer. Graziele ergueu o rosto devagar, visivelmente cansada





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