Chefe Irresistível: Uma virgem para Don Ruan

Chefe Irresistível: Uma virgem para Don Ruan PT

Romance
Última atualização: 2026-03-03
Lira   Em andamento
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Resumo
Índice

Graziele sempre viveu à sombra da irmã. Quando os pais, afundados em dívidas, decidem vender a virgindade de uma das filhas a um bilionário temido e poderoso, a escolha seria Débora. Mas, temendo que ele apenas a use e a descarte, decide proteje-la... e oferece Graziele no lugar. Sem escolha, Graziele é entregue como um presente. Mas o que era para ser apenas uma noite se transforma em obsessão. Don Ruan, acostumado a controlar tudo e todos, se vê dominado por um desejo que nunca sentiu antes. E quando acorda depois daquela noite, percebe que foi enganado, que a virgem que o marcou para sempre desapareceu, ele jura que vai encontrá-la. Custe o que custar. Don Ruan não aceita ser enganado. E agora, ele não quer apenas o corpo de Graziele. Ele quer tudo.

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Capítulo 1

Capítulo 1 — Capítulo 1— Depois de um dia de trabalho, uma surpresa.

Graziele entrou em casa arrastando os pés, cada passo pesado como se carregasse o dia inteiro nas costas. O corpo curvado denunciava o cansaço, e o suspiro que escapou de seus lábios ao largar a bolsa no sofá parecia um desabafo contido há horas. Com um gesto brusco, tirou os sapatos, que caíram no chão com um som seco, e soltou os longos cabelos ruivos. As mechas deslizaram pelos ombros como uma cortina, escondendo por um instante o rosto marcado pela exaustão. Ela se afundou no estofado, fechou os olhos e deixou a cabeça pender para trás, desejando apenas o silêncio e o calor de um banho.

Mas a paz foi interrompida.

— Graziele… — A voz da mãe cortou o ar, suave mas firme, como uma lâmina que não sangra, mas fere.

Ela estava parada no corredor, braços cruzados contra o peito, o semblante sério. O olhar fixo transmitia algo que não se revelava por completo.

— Precisamos conversar. Eu e seu pai temos algo importante pra te dizer.

Graziele ergueu o rosto devagar, visivelmente cansada. A testa se franziu, e os olhos pesados de cansaço encontraram os da mãe, que a fitava com uma expressão indecifrável. Ela se endireitou no sofá, contrariada, os dedos tamborilando no braço do estofado.

— Mãe, tem que ser agora? — A voz saiu áspera, mais do que ela pretendia. — Tô exausta. Meu chefe tava impossível hoje. Só queria um banho e cama.

A mãe ajeitou a saia justa com um gesto automático, como se buscasse manter a compostura diante da tensão.

— Tem que ser agora, sim — respondeu, firme. — Vamos! Se converta nesse sofá, menina...

Nesse instante, Gustavo, o pai de Graziele, surgiu na sala. Os passos eram lentos, mas carregavam uma decisão silenciosa. O rosto trazia uma gravidade que fez o coração de Graziele acelerar. Ele passou a mão pelo queixo, hesitante, antes de falar.

— Como você e sua irmã já sabem… — começou, a voz baixa, pausada. O olhar buscou Débora, que vinha da cozinha com um copo d’água. Ela parou ao lado da mãe, ergueu uma sobrancelha e bebeu um gole, como se quisesse ganhar tempo.

— Sabemos o quê, pai? — perguntou Graziele, impaciente, os braços cruzados com força. — Só se a Débora souber. Até porque eu sempre sou a última a saber das coisas aqui nessa casa.

Gustavo suspirou, o som pesado preenchendo a sala.

— Ainda temos metade da casa pra pagar.

Graziele se levantou de súbito, o rosto corado de indignação. Ela sabia disso, por isso trabalhava duro todos os dias.

— Eu sei disso! É por isso que eu tô me matando de trabalhar! — A voz dela ecoou, vibrante. — Saio antes do sol nascer e chego agora, quase oito da noite!

O pai desviou o olhar, encarando o chão como se buscasse coragem nas linhas do piso. A mãe apertou as mãos uma contra a outra, nervosa. Débora mexeu nos cabelos, inquieta, o copo d’água tremendo levemente em sua mão.

— O problema não é só esse, filha… — Gustavo ergueu os olhos, finalmente encarando Graziele. — O que você ganha não é suficiente. Não dá pra pagar a casa e sustentar tudo aqui dentro. Eu e a sua mãe também não ganhamos muito... Mesmo juntando tudo, não é o suficiente.

Graziele avançou um passo, os punhos cerrados.

— Eu entendo, pai. Mas e a Débora? Ela trabalha só três horas por dia naquele escritóriozinho! Por que eu tenho que carregar tudo nas costas?

Débora bufou, largando o copo sobre a mesa com força. Cruzou os braços, o olhar estreito e cortante.

— Isso não é da sua conta! Eu faço a minha parte, sim!

— Ah, faz? — Graziele riu, amarga, inclinando o corpo para frente. — E que parte seria essa, hein? Ficar no celular o dia inteiro? Vocês tratam essa menina como se fosse de porcelana!

A mãe explodiu. A voz dela atravessou a sala como um trovão.

— Já chega! — Os olhos marejados brilhavam sob a luz fraca da sala, mas o tom era firme. — Chega dessa palhaçada! Vocês duas! — Ela respirou fundo, apertando o braço da filha mais nova como se quisesse contê-la. — Deixem o pai de vocês terminar de falar.

O silêncio caiu como uma cortina pesada. Graziele e Débora se entreolharam, os rostos tensos, os corações acelerados.

Gustavo se colocou entre as filhas, o rosto fechado, duro. Samara, no canto da sala, cruzava os braços e evitava encarar qualquer um deles. O silêncio pesava, como se todos esperassem por um golpe inevitável.

Ele respirou fundo, a voz firme, mas carregada de tensão:

— Eu... prometi uma de vocês a um homem.

Graziele arregalou os olhos, o choque estampado no rosto. Débora deixou o copo cair, a água se espalhando pelo chão. Samara fechou os olhos, uma lágrima escorrendo.

— Pai... — murmurou Débora, os olhos arregalados, a voz trêmula como se buscasse piedade. As mãos se ergueram até o peito, dedos crispados, num gesto teatral. — Está louco... Eu tenho noivo. O que vão pensar de mim?

Graziele estreitou os olhos, o sangue fervendo. Avançou um passo brusco, afastando a irmã. O toque foi firme, quase ríspido, denunciando a raiva contida.

— Chega de fingimento, Débora! — cortou o drama da irmã — Eu sei muito bem que você não é santa. Para de fingir na frente dos nossos pais!

Ela então girou o corpo, agora encarando o pai com intensidade. O peito arfava, os punhos cerrados ao lado do corpo, como se lutasse contra o impulso de bater na mesa.

— Eu não entendi direito... o senhor o quê?! — exclamou, avançando mais um passo, o rosto em chamas. — Você não pode estar falando sério!

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Juliene Batista
Estava ansiosa para ler. Comecei mesmo tendo tão poucos capítulos por causa que já li livros dessa autora. Mas ela simplesmente abandonou a estória sem dar nem mesmo uma explicação. A plataforma deveria só postar livros com pelo menos 50 capítulos. Porque é de uma falta de respeito com o leitor.
2026-03-28 03:19:39
4
8 chapters
Capítulo 1 — Capítulo 1— Depois de um dia de trabalho, uma surpresa.
Capítulo 2 — Entregue pela própria família
Capítulo 3 — Uma última noite antes de encontrar com ele
Capítulo 4 — Uma noite quente e inesquecível com Dante
Capítulo 5 — Entregue nas mãos dele
Capítulo 6 — A virgem que o deixou marcado
Capítulo 7 — Te encontrei novamente
Capítulo 8 — Me entreguei para o Don
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