Mundo ficciónIniciar sesiónGraziele sempre viveu à sombra da irmã. Quando os pais, afundados em dívidas, decidem vender a virgindade de uma das filhas a um bilionário temido e poderoso, a escolha seria Débora. Mas, temendo que ele apenas a use e a descarte, decide proteje-la... e oferece Graziele no lugar. Sem escolha, Graziele é entregue como um presente. Mas o que era para ser apenas uma noite se transforma em obsessão. Don Ruan, acostumado a controlar tudo e todos, se vê dominado por um desejo que nunca sentiu antes. E quando acorda depois daquela noite, percebe que foi enganado, que a virgem que o marcou para sempre desapareceu, ele jura que vai encontrá-la. Custe o que custar. Don Ruan não aceita ser enganado. E agora, ele não quer apenas o corpo de Graziele. Ele quer tudo.
Leer más— Eu... Eu não... — tentou falar Graziele, mas foi interrompida por Ruan. Ele tocou suavemente seus lábios com a ponta dos dedos, enquanto seus olhos azuis a encaravam com uma intensidade que a fez perder o fôlego. O gesto foi tão firme e dominador que ela nem insistiu em continuar falando. — Venha comigo, Graziele!... — disse, a voz grave e carregada de autoridade. — Venha comigo. Ela recuou meio passo, nervosa, o coração acelerado. — Como assim? Eu não posso ir com você... Eu nem lhe conheço direito. A minha família apenas... — hesitou, desviando o olhar para a mãe. — Apenas me entregou para você no lugar da minha irmã. — completou, visivelmente nervosa. Mas Ruan não disse mais nada. O silêncio dele era mais forte que qualquer palavra. Apenas segurou o braço dela com delicadeza, mas firmeza suficiente para não permitir resistência, e caminhou em direção à porta. Não deu a mínima para Samara nem para Débora. Graziele, sem reação, apenas o seguiu, sem conseguir pronunciar mais
Samara encarou Don Ruan com um sorriso sem graça, quase forçado. A voz saiu baixa, trêmula, como se cada palavra pesasse: — Eu... Aconteceu alguma coisa para o senhor estar aqui?... Ruan estreitou os olhos, o olhar frio e penetrante fixo nela. O silêncio que se seguiu foi sufocante. Ele deu um passo à frente, a postura firme, imponente. — Aconteceu... — disse com firmeza, cada sílaba carregada de ameaça silenciosa. Samara mexia as mãos entrelaçadas, nervosa, os dedos se apertando como se buscassem força. O coração acelerado denunciava que ela já sabia do que se tratava. Mas a pergunta que martelava em sua mente era: como Ruan havia descoberto? Ele não lhe deu tempo para pensar. — Aconteceu! Onde está a Graziele? Por que me trouxe a moça errada? — perguntou, exigindo explicação, embora sua voz permanecesse calma, quase controlada. Samara arregalou os olhos, fingindo surpresa: — O quê?! Como assim?... Ruan avançou mais um passo, a sombra dele cobrindo parte do rosto de
Ruan Martel chegou à sua empresa às oito da manhã em ponto. O som firme de seus passos ecoava pelos corredores de mármore polido, e cada funcionário que cruzava seu caminho o cumprimentava com respeito. Ele retribuía com acenos discretos, mantendo a postura impecável. — Bom dia, Sr. Martel! — disse Daniele, segurando alguns documentos amarelos com cuidado, como se fossem preciosos. Ruan parou diante dela, ajustou o paletó com um gesto elegante e respondeu: — Bom dia, Daniele. — Os documentos de transferência já estão prontos. O senhor quer que eu encaminhe para a sala principal? Ou prefere arquivar? Ele ergueu uma sobrancelha, pensativo, e sorriu de leve. — Bom saber, Daniele. Tenho algo importante para fazer hoje... Vou precisar sair cedo. Ela o olhou com curiosidade, inclinando a cabeça. — Aconteceu alguma coisa? Problemas na empresa de novo? Ruan negou com calma, o sorriso discreto permanecendo nos lábios. — Não, dessa vez não. — afirmou, enquanto Daniele também
Eram 7h09 da manhã quando Ruan começou a despertar. O sol atravessava as cortinas pesadas das grandes janelas, iluminando o quarto com uma luz dourada. Ele deslizou a mão pelos cabelos claros, ainda sonolento, e depois buscou instintivamente o lado do colchão. Mas não encontrou Graziele. Franziu o cenho, abriu os olhos de repente e suspendeu a cabeça. O espaço ao lado estava vazio. Apenas o lençol branco manchado de sangue denunciava o que havia acontecido. Um arrepio percorreu seu corpo: a prova de que ela era virgem. — Onde está ela... Por que foi embora tão cedo? — murmurou para si mesmo. — Cadê ela?... Sua voz estava carregada de frustração. Tentava buscar respostas no silêncio do quarto. Seus olhos se fixaram na mancha, e um sorriso breve, quase irônico, surgiu em seus lábios. — Ah... Débora, você é tão pura e inocente. Ele se virou para o lado e então viu algo na cabeceira da cama. Um pequeno brilho dourado chamou sua atenção. Era um colar com pingente. Ruan o pegou com





Último capítulo