A sala estava devastada.
Como se cada segredo revelado tivesse arrancado um pedaço da estrutura, deixando o ar pesado demais para passar pelos pulmões.
Gustavo segurava Ashiley como se temesse que ela se desfizesse entre os dedos.
Ela tremia, respirando com dificuldade, o rosto ainda marcado pela enxurrada de verdades que Laura despejara.
Foi então que passos apressados ecoaram pelo corredor.
A mãe de Ashiley entrou.
Pálida.
Trêmula.
Mas com os olhos firmes de quem carregou um segredo grande demais por tempo demais.
— Chega — ela disse, parada no centro da sala. — CHEGA de mentiras.
Laura virou devagar, com o sorriso frio de sempre.
— Ora… finalmente resolveu participar da história que tentou enterrar?
A mãe ignorou o veneno.
Foi até Ashiley, tocou seu rosto com cuidado, e quase desabou ao ver o estado da filha.
— Meu amor… me perdoa.
Os olhos dela encheram de lágrimas.
— Eu devia ter contado antes. Eu devia ter te poupado disso.
Ashiley segurou a mão dela, a voz trêmula.
— Mãe… eu pr