Mundo de ficçãoIniciar sessão(A HERDEIRA REJEITADA DO CEO)Por Emma Walker Aurora acreditou no amor. Acreditou quando Lorenzo Moretti a escolheu entre todas. Acreditou quando ele prometeu que o mundo deles não seria definido pelo dinheiro, pelo sobrenome poderoso ou pela ambição da família dele. Mas ela estava errada. Frio. Calculista. Ambicioso. Lorenzo escolheu o império da família… e rejeitou Aurora sem olhar para trás. Grávida. Sozinha. Humilhada. Ela desapareceu da vida dele levando consigo o maior segredo de todos: a verdadeira herdeira do CEO. Anos depois, o destino os coloca frente a frente novamente. Agora Aurora não é mais a jovem ingênua do passado ela é uma mãe determinada a proteger a filha de qualquer dor. Principalmente da família Moretti. Quando Lorenzo descobre que tem uma filha… o mundo dele desmorona. Mas o império que ele escolheu acima do amor não aceitará facilmente essa criança como herdeira. Sua própria família fará de tudo para afastar Aurora. E como se não bastasse, Valentina obcecada e perigosa retorna das sombras, disposta a destruir o que restou. Entre sequestros, segredos, manipulações e uma proposta de casamento impulsiva que pode mudar tudo… Aurora precisará decidir: Vale a pena confiar novamente no homem que a rejeitou? Ou o preço de amar um CEO é alto demais? Quando o amor e o poder colidem, apenas uma coisa é certa: A herdeira foi rejeitada uma vez… Mas agora ela pode ser a única capaz de transformar o império inteiro.
Ler maisO elevador subia devagar demais.Aurora segurava a pasta contra o peito enquanto o número dos andares piscava acima da porta espelhada. Helena havia ficado na escola. Tudo sob controle. Tudo organizado.Ela repetia isso mentalmente como um mantra.Quando as portas se abriram no último andar, o logotipo dourado do Grupo Moretti brilhava na parede principal.O sobrenome dele.Ainda doía.Aurora respirou fundo e caminhou pelo corredor de mármore. Saltos firmes. Coluna ereta. Nenhuma hesitação visível.Por dentro?Tempestade.A recepcionista levantou-se imediatamente.— A senhora tem horário com o diretor financeiro. Reunião sobre a parceria logística.Aurora assentiu.Profissional. Objetiva. Blindada.Ela não estava ali por ele.Estava ali porque precisava daquele contrato.Porque agora cada decisão envolvia uma criança de três anos que adorava desenhar estrelas e perguntava por que não tinha pai como os colegas.O destino, cruel como sempre, não precisou de convite.A porta da sala de r
Aurora caminhou pelas ruas iluminadas da cidade, mas cada luz parecia pesar sobre seus ombros. A noite ainda pulsava com o brilho do evento, mas para ela tudo parecia cinza, silencioso. Cada passo ecoava o vazio que Lorenzo deixara para trás, e mesmo enquanto a multidão desaparecia, Aurora sentia os olhares invisíveis da elite empresarial que julgava seu lugar, ou a falta dele, naquele mundo.Ela entrou em um táxi sem destino certo. O motorista não perguntou nada não era o tipo de cidade em que as histórias de corações partidos importavam para estranhos. Aurora sentiu o aperto na barriga, lembrando-se da pequena vida que crescia ali dentro. Helena. Uma vida que ninguém mais sabia que existia, e que poderia mudar tudo quando finalmente fosse revelada.No apartamento, silencioso e simples, Aurora fechou a porta atrás de si e respirou fundo. Cada centímetro daquele espaço era conquistado. Nenhum luxo, nenhuma ostentação, mas havia algo que não podia ser comprado: segurança. Um refúgio. U
O amanhecer tingia o céu de tons laranja e rosa, espalhando uma luz suave pelo apartamento modesto de Aurora. O som distante do trânsito da cidade lembrava-a de que a vida não esperava por ninguém, e ela precisava enfrentar cada dia com coragem renovada. Helena ainda dormia, enrolada em cobertores finos, seu rosto angelical escondido entre cachos castanhos que refletiam a luz da manhã. Cada respiração da filha era um lembrete silencioso de que o mundo precisava ser enfrentado com força e determinação.Aurora suspirou, ajeitando a cozinha pequena para preparar o café da manhã. Cada utensílio tinha seu lugar, cada detalhe era pensado para otimizar o espaço limitado. As contas acumulavam-se sobre a mesa, somando valores que quase a faziam desanimar. Mas ela não podia ceder à fraqueza; Helena precisava dela, e a mãe, doente e frágil, dependia de seu cuidado constante.A saúde da mãe se deteriorava lentamente. Dias bons eram raros, e cada mal-estar exigia atenção imediata. Aurora aprendeu
O sol surgia lentamente por entre as cortinas do pequeno apartamento, espalhando luz tênue sobre a cozinha modesta onde Aurora já se encontrava de pé, preparando o café da manhã para Helena. Três anos haviam se passado desde que ela deixou Lorenzo, desde que seu mundo havia se despedaçado diante da decisão fria dele. Três anos desde que descobrira que carregava uma vida que ele jamais soubera.Aurora suspirou, observando a filha ainda adormecida no quarto. Helena havia crescido. Seus cabelos castanhos cacheados agora caíam até os ombros, sempre bagunçados e cheios de vida, e os olhos grandes e curiosos carregavam um brilho que lembrava a própria mãe quando mais jovem. Cada pequena conquista da menina era uma vitória silenciosa, uma forma de resistência contra o mundo cruel que a mãe conhecia tão bem.O apartamento não era grande. Não havia luxo, nem espaço para extravagâncias. Cada centímetro era utilizado de forma prática: uma cama para Helena, uma pequena escrivaninha com livros e c
O mundo de Aurora havia mudado. Não havia mais o brilho da promessa de um amor que podia vencer tudo. Não havia mais Lorenzo segurando sua mão, olhando nos olhos e fazendo promessas que agora pareciam ecos distantes. Havia apenas a vida que ela precisava construir sozinha, passo a passo, com a pequena Helena como sua prioridade absoluta.Aurora acordava cedo, antes do sol surgir, com o coração pesado e os olhos cansados, mas determinada. O apartamento simples que agora chamava de lar não tinha luxo, nem espaço amplo, nem paredes que contassem histórias de poder. Mas tinha o suficiente para ela e para a filha. Cada detalhe importava, cada pequeno gesto de cuidado se tornava uma forma de reafirmar que, mesmo sozinha, ainda podia oferecer amor.Helena dormia no quarto ao lado, seu pequeno corpo se movendo suavemente entre os lençóis. Aurora observava a filha enquanto preparava o café, cada movimento dela despertando um misto de ternura e responsabilidade. O medo era constante, mas não pa
O relógio marcava quase meia-noite, mas Lorenzo Moretti permanecia sozinho no escritório da cobertura da família. A cidade abaixo dele brilhava como um tapete de luzes, cada lâmpada refletindo o poder que ele conquistara com esforço, disciplina e ambição. Era tudo dele ou ao menos deveria ser. Cada centímetro daquele império lembrava-lhe da responsabilidade que carregava desde os quinze anos, cada decisão moldada pela família, cada passo calculado para nunca falhar.E, no entanto, por um momento, o vazio foi mais profundo do que qualquer sucesso poderia preencher.Aurora. Seu nome ecoava em sua mente como uma melodia proibida, doce demais para ser esquecida, mas dolorosa demais para ser admitida. Ele podia reviver cada detalhe: o riso leve, a forma como ela inclinava a cabeça quando estava concentrada, a delicadeza das mãos que um dia tocaram as suas sem medo, confiantes, entregues.Ele fechou os olhos e respirou fundo, tentando afogar o sentimento. Mas não conseguia.Aurora não estav





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