A tarde estava calma demais para um incômodo tão sutil, e talvez fosse por isso que Ashiley demorou a perceber. Não era raiva. Não era insegurança. Era algo mais silencioso, quase invisível, que se instalou enquanto ela observava Gustavo ao telefone pela terceira vez naquele dia.
Ele falava baixo, concentrado, andando de um lado para o outro da sala. Negócios. Decisões. Responsabilidades que nunca desligavam completamente.
Ashiley estava sentada no sofá, lendo, mas as palavras começaram a perde