Os dias na segunda Casa Raízes corriam num compasso suave, quase ritualístico. Não havia pressa; cada manhã parecia alongar-se como se o tempo quisesse ser saboreado. Clara chegava cedo, trazida por Miguel, e ficava sentada na varanda, envolta em mantas, observando. Via o portão abrir e fechar inúmeras vezes, recebendo mulheres com sacolas pequenas, meninos agarrados às saias das mães, adolescentes de olhos desconfiados. Cada entrada era um sopro novo que fazia a Casa respirar mais fundo.
Júlia