Mundo de ficçãoIniciar sessãoÀ beira da morte, Yágilla toma uma decisão inesperada: escolhe sua babá como esposa substituta. O viúvo, desde o primeiro instante, rejeita essa ideia absurda, tentando ignorar a jovem encantadora que desafia seus sentimentos mais profundos e desperta desejos que ele há muito tenta sufocar. Valentino é um homem frio, de coração despedaçado, incapaz de saber se ainda pode amar.
Ler maisNa manhã seguinte, ainda com aquela pressão, ela decidiu fazer um teste, mais por desencargo do que por real expectativa, mas quando o resultado apareceu diante dos olhos, o mundo pareceu desacelerar ao redor dela. Sentada no chão do banheiro, com as mãos tremendo e os olhos marejados, Kassandra ficou olhando para o pequeno objeto como se estivesse tentando confirmar que aquilo era real, que depois de tudo que tinham vivido, depois de todas as decisões difíceis, a vida estava novamente se expandindo dentro dela.Valentino entrou alguns minutos depois, encontrou ela naquele estado confuso entre riso e choro, e antes mesmo que ela falasse qualquer coisa, ele percebeu que algo tinha mudado. Quando ela entregou o teste em silêncio, ele demorou alguns segundos para compreender, passando da surpresa para a emoção de forma tão intensa que os dois acabaram rindo e chorando juntos, abraçados no banheiro, sem precisar de palavras para entender o tamanho daquele momento.Contaram primeiro para A
Ele a encarou com aquele olhar penetrante.— Te amo, admiro, respeito. Você está sendo uma ótima mãe, para minha filha, cuida de mim e da casa. Temos uma família que eu amo muito. Não vou cortar suas asas, nunca, não precisa temer por isso. Sei que a idade, pode bagunçar as coisas, um pouco.Valentino respirou fundo antes de continuar.— Aqui dentro as coisas são como são, só nós sabemos de tudo. Mas daqui pra fora, eu não fico falando nada a ninguém e me comporto como o homem casado que devo ser. Sei que pesa muito, nosso passado. Eu mudei.Ele passou a mão pelos cabelos dela, olhando para Kassandra fixamente.— Você sabe toda a minha rotina. Eu não vou a lugar nenhum sozinho. Se qualquer dia eu vier a fazer algo que te cause insegurança, por favor me fale, e eu irei parar. Não quero que se precipite.A voz dele suavizou.— Sou muito apaixonado por cada detalhe seu. Sonho com você em meus braços quase todas as noites.Ele sorriu de leve.— Acho que tem um ímã em você que me atrai. Ac
Andreyna os chamou do banheiro, Kassandra foi ajudá-la, a colocou para dormir com eles. Quando Valentino contou a filha, que iria viajar, ela quis dormir com eles. Os dois nem puderam conversar mais.Valentino fez as malas e viajou no dia seguinte. Não foi uma viagem curta, nem longa demais, foram alguns dias suficientes para o silêncio pesar e para tudo que estava suspenso começar a se organizar dentro de Kassandra. Ele não ligava o tempo todo, não cobrava, não perguntava nada diretamente. Mas todos os dias, sem falhar, chegavam rosas.Sempre rosas vermelhas. No primeiro dia, um buquê simples, com um bilhete curto, falando sobre o quanto ele tinha demorado para entender que amar não era possuir, era cuidar mesmo quando podia perder. No segundo dia, mais rosas, com outra mensagem, falando sobre os erros, sobre o quanto ele tinha vivido no automático antes de Kassandra, sem enxergar nada além de responsabilidades vazias.No terceiro, outra entrega, outro bilhete, como se fosse uma cont
A festa aconteceu de forma linda, genuína. Todos ali tinham algum motivo para talvez não ir, alguns tinham raiva, mágoas, motivos para não perdoar, mas todos estavam olhando e se esforçando pelo centro de tudo, Andreyna e Yágilla. Valentino se manteve forte, foi educado, cordial, se isolou o pouco que pôde, ficou mais perto da própria família, deixandoKassandra, Ticiano e Andreyna à vontade, mais próximos da família de Rubian e de Yágilla.O quintal estava tomado por risadas, conversas cuidadosas, abraços que demoravam um pouco mais do que o normal, como se cada pessoa ali estivesse fazendo um acordo silencioso consigo mesma: aquele não era o dia para feridas, era o dia para a criança no centro da festa. Andreyna corria de um lado para o outro com o vestido lilás rodando, o cachorrinho Paçoca no colo ou no chão, sendo seguido por ela como uma sombra. Ticiano observava tudo passando de colo em colo, rindo fácil, alheio à complexidade emocional que envolvia cada familiar presente.Vale










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