As manhãs na Casa Raízes seguiam lentas, mas cheias de vida. O portão abria cedo, e logo o pátio se enchia de passos, de vozes, de crianças correndo atrás de bolas improvisadas. Clara gostava de observar tudo da varanda, o xale nos ombros, a xícara de chá entre as mãos. O frio ainda rondava, mas havia calor suficiente nos sorrisos para aquecer o ambiente.
Júlia, com sua energia incansável, corria de um lado para o outro. Ora organizava as oficinas, ora discutia com voluntárias sobre novas parce