O tempo, quando amadurece, não passa — repousa. E era assim que a Casa Raízes existia agora: repousando sobre tudo o que fora sem jamais deixar de crescer.
O portão azul e verde já não era apenas entrada, mas símbolo. Gente de todos os cantos do país vinha vê-lo, tocá-lo, fotografá-lo. Algumas deixavam bilhetes com histórias, outras apenas choravam em silêncio diante da placa onde se lia o nome de Clara Monteiro.
Era um domingo de sol quando Júlia chegou mais cedo. Gostava de vir sozinha antes