Minha dose obcessão : a babá e o mafioso

Minha dose obcessão : a babá e o mafioso PT

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Última actualización: 2026-02-23
Emma Wilde   Recién actualizado
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Resumen
Índice

Sinopse: Leyla só queria um emprego para ajudar a irmã e fugir de uma vida apertada. O que ela não esperava era testemunhar um assassinato… nem ser poupada pelo homem mais perigoso de Milão. Dante Moretti é frio, calculista e implacável. Ele não deixa pontas soltas — exceto ela. Quando Leyla aceita um trabalho como babá em uma mansão isolada, descobre tarde demais que entrou na casa do próprio homem que jurou nunca mais ver. Presa entre o medo, o silêncio e uma criança que precisa dela, Leyla terá que escolher: fugir… ou sobreviver ao jogo psicológico de um mafioso que não aceita perder o controle. Porque, nesta casa, ninguém entra por acaso. E sair… pode ser muito mais difícil

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Capítulo 1

Capítulo 1

Ponto de Vista: Leyla

— É sério, eu não quero ir — repeti pela quarta vez, sentindo o tecido desconfortável do vestido pinicar minha pele.

Minha irmã mais velha, Bianca, nem se deu ao trabalho de me olhar pelo espelho enquanto terminava de passar um batom vermelho vibrante que gritava "problema".

— Vamos, Ley! Você vai amar. Música boa, gente bonita e, quem sabe, um cara que te faça esquecer esses livros mofados por uma noite — ela disse, com aquele otimismo irritante que só uma advogada de sucesso que ganha todas as causas consegue ter.

— Você sabe que eu não gosto desse tipo de lugar, Bia. O som é alto, o cheiro de cigarro me dá enxaqueca e eu prefiro mil vezes a companhia do meu Kindle.

— Você precisa viver um pouco, maninha. Ter vinte anos não significa agir como se tivesse oitenta e morasse em um convento.

— Eu não sei qual é a sua definição de "viver", mas com certeza não é a mesma que a minha — retruquei, cruzando os braços e bufando.

Desde que me entendo por gente, somos apenas nós duas. Bianca, aos vinte e cinco, é a força da natureza; eu, aos vinte, sou a calmaria (ou a "chata", segundo ela). Ela passa o dia em tribunais e as noites em festas. Eu ainda estou tentando entender como ela consegue equilibrar o Direito Penal com o salto agulha e o gim-tônica.

Não sei como ela me convenceu, mas meia hora depois, lá estava eu. O som grave da boate Obsidian batia no meu peito como um soco. Eu puxava a barra do vestido justo para baixo a cada dois passos, sentindo-me exposta sob as luzes neon.

— Acho que esse vestido é curto demais — reclamei, tentando me esconder atrás dela enquanto atravessávamos a pista lotada.

— Relaxa um pouco, você está linda! — Bianca gritou para ser ouvida acima da música eletrônica. Ela pegou um copo de uma bandeja que passava e estendeu para mim. — Beba isso, vai te ajudar a relaxar.

O cheiro do álcool forte me embrulhou o estômago.

— Não. Eu preciso de ar. Vou lá fora um pouco.

— Mas nós acabamos de chegar! — Ela revirou os olhos ao ver meu rosto pálido. — Haf, tá bom. A saída dos fundos é por ali, dá num pátio mais reservado. Não demore, ou eu vou atrás de você!

Assenti, quase correndo na direção que ela apontou. Cruzei uma porta pesada de metal e, finalmente, o silêncio — ou quase ele. O ar da noite estava frio, o que ajudou a dissipar o calor sufocante da boate. O beco era iluminado apenas por uma lâmpada amarelada que piscava, mas o frescor era um alívio.

Eu estava prestes a encostar na parede para respirar quando um som vindo de trás das caçambas de lixo me travou. Vozes. Baixas, mas carregadas de um veneno que fez os pelos do meu braço se arrepiarem.

Curiosa — e Deus sabe como me arrependo disso —, me aproximei cautelosamente.

Escondida atrás de um pilar de concreto, a cena que vi parecia saída de um pesadelo. Três homens. Um estava de joelhos, o rosto inchado de choro e sangue, implorando por uma piedade que claramente não existia naquele lugar. O segundo homem, encostado na parede com uma elegância assustadora, fumava um cigarro calmamente. O terceiro... o terceiro era o próprio diabo.

Ele segurava uma arma com uma naturalidade que indicava que aquele objeto era uma extensão de seu corpo.

— Por favor, senhor... me dê um pouco mais de tempo. Eu pagarei, eu juro pela minha vida! — o homem no chão soluçava.

O homem da arma soltou uma risada seca, sem um pingo de humor.

— Eu vou te dizer exatamente o que vai acontecer — a voz dele era um barítono frio, que parecia cortar o ar. — Eu vou matar você agora. E sua filha... bem, ela vai trabalhar em um dos meus bordéis pelos próximos vinte anos para quitar o que você me deve. Isso, claro, se ela tiver sorte e sobreviver ao primeiro mês.

Meu coração parou. O ar sumiu dos meus pulmões.

— Por favor, não! — o homem gritou, desesperado. — Ela só tem onze anos!

Onze anos. Senti uma náusea violenta subir pela minha garganta. Eu queria gritar, queria correr, mas meus pés pareciam feitos de chumbo.

— Você já não está em condições de decidir nada — sentenciou o carrasco.

O som do disparo não foi como nos filmes. Foi um estalo seco, abafado pelo silenciador, mas o impacto foi devastador. O corpo do homem caiu para o lado como um boneco de pano descartado. O sangue começou a se espalhar pelo asfalto, escuro sob a luz fraca.

O horror me atingiu como uma onda física. Meu corpo deu um solavanco para trás, meu salto falhou no chão úmido e eu caí. O barulho da minha queda e o meu arquejo de susto ecoaram no silêncio mortal do beco.

No mesmo instante, os dois homens se viraram. Os olhos do assassino — profundos, escuros e sem alma — encontraram os meus.

Eu não era mais apenas uma espectadora. Eu era a próxima.

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