Mundo de ficçãoIniciar sessãoClarice é uma "joia bruta" lapidada pela dureza da vida. Sozinha no mundo após a perda dos pais, ela sobrevive à rotina exaustiva do interior com uma integridade inabalável e a beleza de uma boneca de porcelana. Mas o seu mundo desmorona quando o ódio e a inveja cruzam o seu caminho, destruindo as poucas lembranças que lhe restavam. No momento de maior fragilidade, surge Oliver: um homem de poder absoluto, olhar frio e uma proteção que parece não ter limites. Entre diagnósticos fatais e perdas irreparáveis, Clarice é atraída para o centro de um império perigoso. Enquanto luta pela vida, ela terá de decidir se o amor de Oliver é o seu porto seguro ou se o "mundo dele" — um submundo de facções e regras próprias — é um preço alto demais para se pagar pela sobrevivência.
Ler maisO dia começou como qualquer outro, uma rotina frenética, correria, cansaço desde o acordar até o ir dormir. Era assim que Clarice levava a vida, no interior, uma jóia bruta a ser lapidada, ela era extremamente linda, seu corpo parecia um violão, cintura fina, quadril largo, rosto angelical, olhos verdes, cabelo preto, da pele bem branquinha, parecia uma boneca de porcelana desenhada a mão, mas o que ela tinha de beleza ela tinha de batalhadora.
Era uma segunda-feira , Clarice estava preparando suas coisas para ir à luta diária, ela era vendedora em uma loja de classe média do interior, na cidade de M. Seu turno era das 10h da manhã às 20hr da noite, de segunda a sábado. Ela ia caminhando todos numa distância de 40 minutos contando por tempo de caminhada, morava sozinha aos seus 26 anos, ela não tinha mais ninguém, seus pais haviam falecido num acidente de carro quando ela tinha 19 anos, deixando para ela uma casa, pequena mais acolhedora, onde ela podia sentir a presença de seus pais, ela era filha única e seus familiares nunca foram tão próximos, quando seus pais faleceram no dia do velório poucos aparecerem, acolheram ela naquele momento mas quando o velório acabou todos seguiram seus caminhos. Apesar de ser filha única, seus pais ensinaram ela os valores da vida, o preço que se paga por não ser justa, mas o peso maior ainda por abaixar a cabeça para quem não deveria. Ela pega suas coisas, tranca sua casa e põe-se a caminhar, alguns vizinhos a cumprimentar, outros a olhavam com inveja pela sua resiliência e brilho que poucos ali tinham, saindo do bairro que morava ela passava por uma ponte arcada, tinha flores ao redor, sua mãe que tinha plantado para deixar a saída e entrada da vila mais bonita, era impossível ela não passar ali e sentir o cheiro da sua mãe, aos domingos ela ia lá cuidar de todas flores para que as pragas não tomassem conta, e toda manhã quando acordava ela ia lá regar, era mais uma forma de manter a memória da sua mãe viva. Depois de andar bastante com uma garrafa d'água e um fone de ouvido com a sua melhor playlist para animar o caminho que praticamente ela se desliga como um ritual de deixar a casa e a vida pessoal para trás e dar espaço para a profissional tomar liderança ela chega até a loja (Vilela Modas) que é a mais destacada da cidade, apesar de ser de classe média é a melhor que tem na cidade M, por ser uma cidade do interior e o custo de vida não ser tão favorável para uma loja mais sofisticada. Clarice chega e cumprimenta sua melhor amiga, Emilly Sampaio que trabalha com ela há dois anos naquela loja, sua amiga chega perto eufórica. - Amiga hoje o dia vai ser diferenciado. - Porque Emilly? - Tem um Homem lá no escritório com o Renato. - O que isso tem demais? - Você sabe que o Renato já estava para fechar as portas da loja né, não estava aguentando mais manter a loja aberta aqui na cidade M - Sim, estávamos até com medo de perder o emprego, mas o que tem a ver esse homem Emily, fala logo. - Pelo o que eu pude perceber ele veio comprar a loja. - Será? - Amiga quase certeza.- Por que estão trabalhando para Olegário, não parecem estar satisfeitos?O rapaz que havia reconhecido disse:- Senhor, esse é o meu primo, começamos trabalhar juntos para Olegário, sabíamos que de certa forma você e Olegário tinham conexão, era mais fácil para nós termos acesso a primeira do que em você, e o resto era só questão de tempo, e aqui estamos, frente a frente.- Como posso confiar em vocês?- Senhor não estamos traindo Olegário, se não quiser que façamos parte da sua equipe vamos entender, se o final dessa missão for morrer nas suas mãos que assim seja.- Então me passa tudo o que sabe de Olegário.- Não posso.- Como quer trabalhar para mim desse jeito?- Senhor me desculpe, Olegário me estendeu as mãos, e eu ainda trabalho para ele, não vou trair.- Então iremos te torturar até você dizer tudo que sabe- Faça como achar melhor, te admiro, mas não vou contar o que sei.Oliver analisou a postura fiel daquele homem, ele poderia ter contado tudo achando que iria ganhar pont
- Nossa amiga, aqui é muito alto o padrão ,muito chique, não tenho condições de pagar por um almoço aqui.- Não se preocupe eu pago, Oliver me deu um cartão sem limite, e não vou hesitar em gastar.- Nossa que tudo.As duas sorriram, olharam o cardápio, fizeram os pedidos e finalmente colocaram os assuntos em dia, tanto sobre a loja quanto a vida pessoal.Lá na capital Oliver e Santiago estavam em comboio com seus homens aguardando a chegada dos homens de Olegário. Quando começou o movimento do horário de almoço muitos dos parlamentares começou a sair do palácio ficando assim praticamente vazio, os homens chegaram discretamente, se apresentou como os homens de Oliver, a secretária liberou a entrada, e minutos depois eles saíram levando o dublê do presidente para um furgão preto, assim que começaram a andar, Oliver e Santiago seguiu mantendo uma determinada distância sem levantar suspeita, até chegarem a um barraco no subúrbio. O furgão parou e a longa distância, Oliver e Santiago para
Naquela noite Clarice mal dormiu, ficou em alerta caso Esmeralda fizesse algo, o sono vinha, o corpo estava cansado por causa da viagem, mas a mente estava em vigilância. O dia parecia não querer amanhecer, as pálpebras pesavam, os olhos insistiam em fechar, até que ela resolveu levantar e ir tomar um café, na cozinha estava tudo escuro ainda era 4:30 da manhã, a mansão que geralmente estava sempre cheia de funcionários, andando de um lado para o outro agora estava em silêncio e parecendo maior do que já era, ela tomou um pouco de café, lavou a xícara para voltar ao quarto depressa, mas antes que pudesse subir as escadas ouviu um barulho de passos perto da porta do lado de fora, quando ela se virou e olhou para a vidraça da janela da sala viu a silhueta que aparentemente era masculina, seu corpo arrepiou-se, não dando espaço para o medo ela tentou se convencer que era algum funcionário.O dia começava a clarear, o corpo de Clarice não aguentava mais lutar contra o sono, automaticamen
Ele sabia que ela se referia sobre a ameaça da Esmeralda, mas não podia dizer para ela que havia escutado atrás da porta, então preferiu deixar as palavras assim, no ar.Clarice não questionou, mas era evidente o desconforto dela com a ideia de ter que estar na mansão somente com Esmeralda e os empregados, mas por outro lado ela precisava enfrentar o inimigo e saber o que Esmeralda queria de fato.No méxico…Santiago estava na Safe House que eles tinham no México sem Olegário saber a localização. Nos últimos dias Santiago observava cada passo de Olegário em secreto, e o infiltrado de Oliver que estava na máfia de Olegário trazia as informações.Depois de 5 horas Oliver chegou a Safe House, ele usava um terno preto, sapato social e um sobretudo preto também, de uma postura impecável mas assustadora, afinal o lado amoroso era exclusivo apenas para Clarice.Quando ele chegou, Santiago e os homens que estavam sentados à mesa se levantaram, Santiago o cumprimentou com um tapinha nas costas
Último capítulo