**Ponto de Vista: Dante**
O helicóptero cortava o céu noturno de Roma como uma lâmina de aço negro. Lá embaixo, Civitavecchia ainda ardia. O clarão alaranjado da refinaria explodindo era o funeral que eu havia prometido aos portugueses. Meus punhos estavam manchados de sangue que não era meu, e minhas roupas cheiravam a fumaça, pólvora e vitória. Eu sentia uma adrenalina selvagem percorrendo minhas veias, uma satisfação primitiva de ter esmagado cada crânio que ousou conspirar contra o que é me