Mundo de ficçãoIniciar sessãoMassimo Capone não ama. Ele possui. Frio, dominante e implacável, ele é a face do poder na Itália — um Don que governa através do silêncio e da brutalidade calculada. Para Massimo, o mundo é um tabuleiro, pessoas são peças e sentimentos são falhas fatais que ele não se permite ter. Ele nunca erra. Ele nunca perde. E agora, ele decidiu que precisa de uma esposa. Não por desejo, mas para consolidar seu império. Chiara Rossi era apenas uma secretária dedicada. Dona de uma língua afiada e uma força silenciosa, sua única prioridade é manter o pai vivo, custe o que custar. Ela nunca pertenceu ao mundo de sombras da máfia, até atrair o olhar predador de Massimo. Ele a observou. Ele a estudou. Ele a manipulou. Quando o destino do pai de Chiara fica por um fio, Massimo surge com a solução, mas o preço é devastador. Não é apenas um contrato de casamento; é uma troca de uma vida pela outra. Ele será o salvador do pai dela, e em troca, ele exige a sua alma. Chiara está presa a um homem que não pede, mas toma; que não quer apenas o seu corpo, mas quer que ela precise dele, que o seu mundo comece e termine nele. Entre olhares que queimam e toques que dominam, a linha entre o ódio e o desejo começa a desaparecer. Chiara aprenderá rápido que fugir não é uma opção, pois Massimo não perde o que considera seu. A pergunta que resta é: até onde ela irá para salvar quem ama? E será que ela sobreviverá ao assinar um pacto com o próprio diabo?
Ler maisPOV: Massimo
Eu não era um bom homem. Nunca pretendi ser. Não pelos padrões hipócritas da sociedade e, certamente, não pelo mínimo necessário para garantir a salvação de uma alma. No meu mundo, a bondade é uma doença terminal que ataca os descuidados. Quando as pessoas ouviam meu nome — Massimo Capone — o som das sílabas não evocava simpatia. Evocava o peso do metal, o cheiro de pólvora e o frio do mármore. O medo e o respeito caminham de mãos dadas pelas ruas de Milão sob o meu comando. Fiz e continuo fazendo coisas horríveis. A violência é a minha linguagem nativa, tudo em nome do poder, tudo porque sou o Chefe da Família Capone e o Representante da Tríade Negra na Europa Ocidental. Sou o silêncio que precede a tempestade, o cálculo antes do golpe. Vejo o mundo como um tabuleiro de xadrez onde a maioria das pessoas não passa de peões descartáveis. E sentimentos? Sentimentos são fissuras na armadura. E eu não permito rachaduras na minha pele. No entanto, o status traz fardos que nem mesmo o meu desdém pode ignorar completamente. O próximo passo esperado era o manual clássico da máfia: conseguir uma esposa e produzir herdeiros. Era o que os homens do meu círculo faziam para garantir a longevidade do nome, para cimentar alianças e parecerem mais fortes diante dos rivais. Mas eu nunca senti a necessidade de seguir roteiros escritos por outros. Ouvir os outros nunca foi quem eu era. Foi justamente por ignorar as expectativas alheias que me tornei o homem mais poderoso desta porra de país. — Você precisa de uma mulher em sua vida, Massimo. E filhos. Muitos herdeiros — as palavras do meu pai, Vittorio, soavam como um disco riscado, repetindo-se em todas as reuniões de família na nossa villa em Lago di Como. — Eu? — estendi a mão sobre a mesa de mogno pesado e peguei a garrafa de cristal. Servi-me de uma quantidade generosa de whisky, o líquido âmbar descendo com uma promessa de queimação. Inclinei-me para trás na cadeira de couro e encarei o homem que um dia carregou a coroa que agora era minha. — Eu concordo, Massimo. Já passou da hora — Sofia, minha irmã, soltou com aquela petulância que só ela ousava ter. Meu pai mantinha o olhar fixo no meu, uma batalha silenciosa de vontades que ele já deveria saber que não ganharia. — Talvez eu devesse arrumar um casamento para você, Sofia — retruquei, minha voz saindo baixa, porém carregada de uma promessa perigosa. — Pelo visto, você está precisando de alguém que controle a sua língua. Tomei um gole generoso do whisky, sentindo o calor se espalhar pelo peito. Meu pai soltou um som de escárnio, balançando o copo. — Como chefe, você precisa de uma esposa e de um herdeiro. Você sabe disso — ele disse, tomando um longo gole. — Massimo, tenho que concordar com seu pai. Você já está com trinta e seis anos. Está na hora de colocar as coisas em ordem — minha mãe, Aurora, interveio com aquela calma que só ela possuía. Ela era a única pessoa na face da terra que ousava falar comigo naquele tom de correção sem que eu sentisse o instinto de revidar. Meu nome tinha poder suficiente para fazer homens feitos urinarem nas calças. A maioria tinha pavor de que eu cortasse suas gargantas enquanto dormiam. Eles estavam errados, é claro. Eu não sou covarde. Eu cortaria suas gargantas enquanto estivessem bem acordados, apenas para ter o prazer de olhar nos olhos deles enquanto a vida se esvaía. — Além disso, sua irmã é muito nova — minha mãe acrescentou, tentando aliviar a tensão. — É, querido irmão. Tenho apenas vinte aninhos — Sofia sorriu, provocativa. — Você herdou o nome, Massimo... mas ainda não provou que merece o império se não consegue assegurar o futuro dele — meu pai falou, a voz firme, quase um desafio. — Acredito que o senhor esteja esquecendo quem é o chefe aqui, pai — respondi, e o silêncio que se seguiu foi cortante. — Então aja como um. — Filho, você sabe que é necessário — minha mãe disse, num tom doce, tentando apelar para o meu lado racional. — Faz parte da responsabilidade com a família. Sofia, incapaz de ficar quieta, decidiu jogar mais gasolina no fogo. — Meu irmão acha que ele, o Matteo e o Adrian podem continuar levando essa vida promíscua para sempre. Os três mosqueteiros da devassidão. Virei o rosto lentamente para ela. Meus olhos deviam estar emitindo um brilho letal. — Sofia, acho bom você se controlar. Se continuar a me desrespeitar, não terei pena em punir você. — Você não faria isso. Sou sua irmã — ela desafiou, embora tenha engolido em seco. — Não faria? Continue para ver. — Vamos parar, vocês dois! — minha mãe interrompeu, autoritária. — Sofia, pare de provocar seu irmão. Não esqueça quem ele é. — Mas antes de ser o chefe, esse babaca é meu irmão! — Sofia exclamou, levantando-se da mesa. Puta merda. A audácia dela me dava vontade de trancá-la em um quarto escuro por um mês, mas eu sabia que minha mãe interviria. A paciência era uma virtude que eu não cultivava com frequência. — Sofia, minha filha, pelo amor de Deus... — minha mãe lamentou, massageando as têmporas. — Uma aliança formal, Massimo — meu pai interrompeu, ignorando o drama da filha. — Une famílias. Fecha portas para traições. Abre outras... muito mais interessantes. Fiquei em silêncio por alguns segundos. Por fora, eu era uma estátua de gelo. Por dentro, meu cérebro trabalhava como uma máquina de alta precisão. Calculando rotas, pesando riscos, antecipando movimentos. — Massimo, casamento não é sobre amor. Nunca foi — meu pai continuou, a voz agora mais baixa, quase professoral. — Você precisa lembrar que é só sobre poder. Controle. Domínio. — Quem? — perguntei finalmente. Um sorriso de canto surgiu no rosto de Vittorio Capone. — Já existe um acordo sendo costurado. — Ele fez uma pausa dramática que eu detestei. — A filha de um dos homens mais influentes do sul. Minha mandíbula travou. — E desde quando o senhor está fazendo acordos sem me consultar?POV: Massimo O inverno havia chegado com força total à Itália, cobrindo as paisagens com uma névoa fria, mas dentro dos muros da nossa mansão, o clima não poderia ser mais quente e acolhedor. Era noite de Natal. As luzes da grande árvore instalada no centro do salão principal piscavam em tons dourados, refletindo nas taças de cristal e na prataria disposta sobre a longa mesa de jantar. Para esta noite, decidimos deixar de lado as grandes festas formais da organização; queríamos apenas a presença daqueles que realmente importavam. Estávamos reunidos para comemorar o Natal em um ambiente íntimo, onde apenas a nossa família e os amigos mais próximos vieram celebrar conosco, compartilhando risadas, boa comida e uma paz que, em outros tempos, eu julgaria impossível de existir no meu mundo. No entanto, por mais bonito que o salão estivesse decorado, nada chamava mais a minha atenção do que a mulher que se movia graciosamente entre os convidados. Chiara estava absolutamente linda, vestin
— Estou falando seríssimo — ela garantiu, aproximando as mãos das próprias coxas e afastando-as ainda mais, oferecendo-se por completo ao meu olhar. — Vem aqui... chupa a minha boceta bem devagar e com carinho. Vai aliviar a ardência, eu prometo.Eu não era homem de recusar um convite daqueles, muito menos vindo da minha mulher naquela posição de total entrega. Não perdi tempo. Ajoelhei-me entre as pernas dela no colchão, segurando os seus joelhos abertos com as minhas mãos pesadas, e me posicionei bem em frente à sua intimidade. Desci o meu rosto devagar e comecei a chupar a sua boceta de forma extremamente lenta, depositando beijos suaves na parte interna das suas coxas e usando a ponta da minha língua para fazer carinhos circulares, úmidos e macios na sua carne sensível.Chiara soltou um suspiro longo, relaxando os quadris no colchão e cravando os dedos nos lençóis. O toque suave e molhado da minha língua parecia realmente acalmar a ardência da pele castigada, t
POV: Massimo Os meses haviam corrido e, embora a rotina com os meninos no jardim trouxesse uma paz que eu nunca imaginei conhecer, a dinâmica entre mim e Chiara dentro das quatro paredes da nossa suíte continuava tão visceral e implacável quanto no primeiro dia. Naquela noite, o quarto parecia pequeno demais para a quantidade de desejo que nos consumia. Eu já a havia possuído de várias formas diferentes, mas não estava nem perto de estar satisfeito. A pele dela estava quente, emanando aquele perfume que me enlouquecia. Sentindo a iminência do nosso ápice naquela posição de lado sobre os lençóis bagunçados, decidi mudar drasticamente o ângulo para aumentar o nível daquela foda e retomar o controle absoluto da situação.Segurei Chiara pela cintura com força total, sentindo os meus dedos se cravarem na sua pele macia, e puxei o corpo dela para cima com um único movimento bruto, forçando-a a ficar de pé no colchão por um breve segundo. Sem dar tempo para ela respirar
POV: Chiara O sol suave do final da tarde caía sobre o jardim da mansão, cobrindo o gramado verde com uma luz dourada e acolhedora. O clima estava perfeito, com uma brisa leve que balançava as folhas das árvores e trazia o perfume das flores para perto de nós. Sentada em uma grande esteira acolchoada que Bellina havia estendido no chão, eu desfrutava de um dos momentos mais pacíficos da minha rotina. Ao meu lado, acomodado em uma confortável cadeira de vime, meu pai observava a cena com um sorriso terno que me trazia uma sensação profunda de lar. Nós dois estávamos em silêncio, apenas ouvindo as risadinhas gostosas e agudas dos meus bebês. Gabriele e Valentino estavam completando quase dez meses, e a energia deles parecia se multiplicar a cada dia. Eles eram simplesmente impossíveis juntos. Já faz um tempo que começaram a demonstrar uma dinâmica que me deixava fascinada: os dois “conversavam” entre si o tempo todo através de resmungos, balbucios e grit










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