Mundo ficciónIniciar sesiónAngeline Conti sempre foi a “ovelha negra” da alta sociedade de Verona. Alegre, ousada e incapaz de se calar quando deveria, é tudo o que a madrasta Veronica despreza e, ironicamente, tudo o que seu pai, Rubens Conti, precisa para se aproximar da máfia: uma filha para vender em casamento. O pretendente? Marco Mancini, herdeiro do império mais temido de Verona. Cruel, arrogante e acostumado a ter tudo o que quer, inclusive Angeline. Forçada pelo pai e sufocada pelas investidas do noivo, ela nunca correspondeu aos sentimentos de Marco. E quando o vê aos beijos com sua prima Judite, entende que o destino acaba de lhe abrir a porta perfeita para escapar. Fugindo dos homens de seu pai e de Marco, Angeline embarca em um trem rumo a Milão. É lá que cruza o caminho de Dante Laporte, um forasteiro de passado sombrio, olhar frio e sorriso atrevido, que carrega nas mãos o peso da própria vingança. Cercado por homens armados e agentes, após ajustar contas com um inimigo antigo, Dante invade a cabine onde Angeline se esconde e, sem pensar, a beija, simulando um encontro romântico para despistar os agentes. A encenação funciona. Mas o que começa como um disfarce se transforma em uma perigosa atração. Um criminoso com feridas no passado. Uma mulher cansada de ser manipulada. Entre perseguições, alianças improváveis e beijos que queimam mais do que balas, Angeline vai descobrir que estar nas mãos do inimigo pode ser o mais provocante e irresistível risco de sua vida.
Leer másOton hesitou por um instante quase imperceptível.— Conheci seu pai. Disse por fim. — Quando fui trabalhar para Luca.— É mesmo? Dante inclinou levemente a cabeça. — Você nunca me contou isso. Sempre achei que tivesse me conhecido apenas depois do acidente.— Você, sim. Respondeu Oton. — Assim como Luca. Eu só soube que você era filho do seu pai depois de alguns anos conosco.— Como isso é possível. Perguntou Dante, com calma controlada, se você e Luca conheciam meu pai?— Eles estudaram juntos na faculdade. Explicou Oton. — Dario também. Foi assim que seu pai e Dario montaram a empresa. Luca se afastou dos dois pouco depois.Dante manteve o olhar fixo.— Parece que não se afastou tanto assim.Oton arqueou a sobrancelha.— Não?— Você sabe. Disse Dante. — Dario teve ajuda de Luca para roubar meu pai.Oton assentiu lentamente.— Sim. Mas Luca não lidou diretamente com seu pai depois do rompimento. Seu pai se casou com sua mãe. Luca se casou algum tempo depois e herdou o clã.Houve um
Era madrugada quando o telefone de Dante vibrou insistentemente sobre a mesa de cabeceira.Ele franziu a testa. O braço repousava sobre a cintura nua de Angeline. Com cuidado, afastou-se, pegou o roupão ao lado da cama e a cobriu antes de se levantar.Atendeu à ligação sem dizer nada e saiu do quarto, trancando a porta atrás de si.— Fale. Disse, a voz rouca de sono.— Dante? Sou eu. Luigi.— Eu sei. Respondeu, passando a mão pelos cabelos.— Nada do que está naquela pasta tem importância.— Como assim? Dante despertou de vez com a notícia.— Dados banais. Não provam nem comprovam nada. Luca está apenas ganhando tempo.— O que você quer dizer?— Ele sempre esteve com Mancini. E ainda está. Encontrei uma foto. Vou enviá-la. Acho que ela é a chave…Dante permanecia parado no topo da escada, o celular apertado na mão. Os olhos atentos percorriam a penumbra do corredor da mansão.Desceu lentamente, caminhou até a adega, serviu-se de uma taça de vinho. Só depois de um gole longo, que desc
Dante achou conveniente permanecer em Liège por alguns dias. Era mais inteligente ficar perto do “inimigo” enquanto aguardava os resultados das investigações.Ele e Angeline aproveitaram a cidade, embora Sofi tivesse se sentido confortável em forçar sua presença sempre que surgia uma oportunidade.Dante evitava os jantares na mansão Barcello.Angeline se continha na presença de Sofi, não fazia cenas, mas, sempre que podia, a irritava deliberadamente, deixando claro que Dante não estava disponível.Ao passar pelo corredor em direção ao escritório de Dante, Angeline percebeu que ele estava ali havia horas. Ouviu a voz dele alterada, depois silêncio, depois novamente palavras firmes. Do outro lado da linha estava Luigi. O nome dele a deixou inquieta.Entediada, Angeline fez biscoitos, levou-os até o escritório e depois lendo um livro acabou dormindo. Mais tarde, quando acordou, arriscou um jantar sozinha e, quando subia para avisá-lo, ouviu e viu Dante ao telefone, sentado na cadeira, um
Angeline segurou o braço de Dante e esboçou o sorriso mais bonito que conseguiu. À porta estavam Sofi e Luca.— Dante? Sofi reagiu, surpresa. — Não sabia que Angeline estava em Liège.— Como vai, Sofi? Angeline perguntou, estendendo a mão com naturalidade.— Vou bem. Respondeu ela, mas seus olhos buscaram imediatamente Dante, que cumprimentava Luca com um aperto de mão firme.— Cheguei ontem. Completou Angeline.— Seja bem-vinda. Disse Sofi, forçando um sorriso que não alcançou os olhos.— Obrigada. Respondeu Angeline, devolvendo o sorriso e, por um breve instante, encontrando o olhar de Dante.Durante o almoço, tudo pareceu cordial. Conversas superficiais, comentários neutros, nenhum assunto que pudesse tocar em interesses sensíveis. Ainda assim, sob a aparência educada, os olhares e os pensamentos seguiam caminhos bem diferentes.Logo após a refeição, as mulheres se acomodaram no jardim para o chá. O ambiente era agradável demais para o que se passava por dentro de cada uma.No escr
Pela manhã, Dante saiu com Angeline para tomar café no centro da cidade. Queria levá-la para conhecer Liège com calma, da outra vez em que estiveram ali, não houvera espaço para nada.O céu estava claro, o trânsito ainda tranquilo. Angeline observava tudo pela janela, curiosa, enquanto Dante dirigia com uma atenção que não era apenas à estrada.Foi então que ele identificou o carro de Oton no retrovisor.Reduziu ligeiramente a velocidade, apenas o suficiente para confirmar. Não havia dúvida. Poucos segundos depois, os dois veículos parearam na estrada.Oton baixou o vidro primeiro.— Está voltando para Milão? Perguntou, lançando um olhar rápido para Angeline, controlando com esforço a surpresa que lhe atravessou o rosto.Ela não deveria estar ali. Não daquela forma. Não depois de tudo.— Não. Respondeu Dante, com naturalidade calculada. — Vou levar Angeline para tomar café.O tom era casual, tranquilo.Oton manteve o olhar por um instante a mais do que o necessário, avaliando a cena:
Dante deixou os lábios dela com uma fome quase insana. Beijava cada centímetro da pele delicadamente perfumada de seu pescoço. Suas mãos, apressadas, mas ainda gentis, embora quase febris, deslizaram pelas alças do sutiã enquanto a acariciava. Logo se livrou da delicada peça de renda.A toalha dele já se perdera sobre a cama. A saia de Angeline estava levemente embolada nos quadris, as pernas à mostra. Dante ergueu uma delas e, de joelhos, beijou-a da virilha até o tornozelo. Retirou o sapato com cuidado, tomou a outra perna e repetiu o gesto, voltando a beijá-la lentamente.A proximidade, o calor e a umidade de sua respiração tão perto de sua intimidade fizeram os músculos de Angeline se retesarem e a pele se arrepiar. Instintivamente, ela arqueou o corpo, pedindo em silêncio que ele retirasse as peças que ainda restavam e atrapalhavam o que desejava havia tanto tempo.O corpo dela era um braseiro. Dante agia consciente, calculado, provocativo em cada toque. Sabia exatamente onde, co
Último capítulo