Mundo de ficçãoIniciar sessãoAngeline Conti sempre foi a “ovelha negra” da alta sociedade de Verona. Alegre, ousada e incapaz de se calar quando deveria, é tudo o que a madrasta Veronica despreza e, ironicamente, tudo o que seu pai, Rubens Conti, precisa para se aproximar da máfia: uma filha para vender em casamento. O pretendente? Marco Mancini, herdeiro do império mais temido de Verona. Cruel, arrogante e acostumado a ter tudo o que quer, inclusive Angeline. Forçada pelo pai e sufocada pelas investidas do noivo, ela nunca correspondeu aos sentimentos de Marco. E quando o vê aos beijos com sua prima Judite, entende que o destino acaba de lhe abrir a porta perfeita para escapar. Fugindo dos homens de seu pai e de Marco, Angeline embarca em um trem rumo a Milão. É lá que cruza o caminho de Dante Laporte, um forasteiro de passado sombrio, olhar frio e sorriso atrevido, que carrega nas mãos o peso da própria vingança. Cercado por homens armados e agentes, após ajustar contas com um inimigo antigo, Dante invade a cabine onde Angeline se esconde e, sem pensar, a beija, simulando um encontro romântico para despistar os agentes. A encenação funciona. Mas o que começa como um disfarce se transforma em uma perigosa atração. Um criminoso com feridas no passado. Uma mulher cansada de ser manipulada. Entre perseguições, alianças improváveis e beijos que queimam mais do que balas, Angeline vai descobrir que estar nas mãos do inimigo pode ser o mais provocante e irresistível risco de sua vida.
Ler maisO silêncio no corredor era pesado, e o cheiro excessivo de produtos de limpeza tornava o ar quase sufocante.Sergey parou de andar.A porta finalmente se abriu.O médico surgiu com uma expressão neutra, treinada, mas, aos olhos atentos de Sergey, percebeu que havia algo ali.— Senhor Volkov…Ele não respondeu. Apenas encarou.— Sua esposa está bem.O ar voltou aos pulmões dele.Devagar.Controlado.— O que ela tem? A voz saiu baixa.O médico hesitou por um breve segundo.Então, um leve sorriso surgiu.— Na verdade… não é uma doença.Sergey franziu o cenho.— Ela está grávida.O tempo parou.Por um instante raro…Sergey não reagiu.— Tem certeza? A voz saiu mais baixa, quase perigosa.— Absoluta.Um segundo.Dois.Então ele passou a mão pelo rosto, soltando o ar preso.Um riso curto, desacreditado.Quase imperceptível.— Posso vê-la?— Claro.Sofi estava sentada na cama.Mais pálida que o normal.Mas desperta.Quando ele entrou, os olhos dela se voltaram imediatamente para ele.Ansioso
Angeline ainda conversava com Olivia, enquanto Dante falava com Luca, quando percebeu a aproximação de Sergey.O olhar de Dante cruzou com o de Sofi.Frio.Indiferente.Não havia rancor… mas também não havia qualquer traço de afeição.Nada.Os olhos de Sofi então deslizaram até Henrique.— É a sua cópia. Disse ela, observando o menino.— Não é? Respondeu Olivia, satisfeita.No início, Olivia havia se ressentido com Dante por permitir que Luca unisse Sofi a Sergey. Mas, com o tempo, percebeu… fora a melhor decisão possível.— Dante. Disse Sergey, estendendo a mão.— Bom revê-lo. Respondeu Dante, apertando-a, havia um reconhecimento entre os dois.Sergey passou os olhos por Angeline… pelas crianças… avaliando.— Lindas famílias. Parabéns.Dante e Luigi assentiram, em concordância silenciosa, mas orgulhosos.Em seguida, Sergey cumprimentou Luigi com um aperto firme.Angeline saudou Sofi com cordialidade.Agnes… precisou se esforçar.Luigi tocou de leve sua mão, um aviso silencioso.Contr
Seis meses se passaram.Dante recebeu um envelope elegante em seu escritório. Assim que o pegou da mesa para examiná-lo, Luigi entrou pela porta — também com um envelope idêntico nas mãos.— Você sabe do que se trata? — perguntou Dante, pegando o abridor de cartas.— Foi um dos homens de Luca que entregou.Dante soltou um leve “hum”, indiferente.— Eu sei que ele mantém os olhos sobre mim.Luigi apoiou o envelope na mesa.— Mesmo que você não aceite… ainda é filho dele. Ele quer saber como estão você e o neto. Imagino como deve ser difícil para ele.— Por isso eu finjo não ver.Dante abriu o envelope e puxou o papel fino de dentro.Seus olhos correram rapidamente pelas linhas… e então um leve sorriso surgiu.— Parece que Luca vai ter a chance de ter mais netos… Lian vai se casar, em Liège.— Você vai? — Luigi perguntou.— Claro. Por que não iria? Lian é como um irmão para mim. Ele não deve pagar pelos erros de Luca… nem pelos da Sofi.— Certo.Os dias seguintes foram movimentados.Agn
Sergey não se apressava.Deslizava o nariz lentamente pela pele exposta de Sofi, inspirando como se quisesse memorizar cada detalhe dela. Seus lábios seguiam o mesmo caminho, demorados, quentes, provocadores.Sofi soltou uma risada baixa, o corpo reagindo em pequenos arrepios.— Sergey…Ele respondeu com um beijo, não suave, não contido. Um beijo profundo, exigente, que roubava o fôlego e desfazia qualquer tentativa de controle.Ela correspondeu, mas havia algo diferente no olhar dela quando se afastou.Lentamente, Sofi deslizou para baixo, ficando de joelhos à frente dele.Os dedos delicados encontraram o cinto, começando a abri-lo com calma, quase provocando cada segundo.Sergey fechou os olhos por um instante.A antecipação o atravessava, densa, elétrica.Mas ele não era homem de esperar até o fim.Antes que ela terminasse, ele segurou seu braço, puxando-a de volta com firmeza. Em um movimento rápido, a levantou no colo e a jogou sobre a cama.O colchão afundou sob o corpo dela, e





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