Mundo de ficçãoIniciar sessãoPara quem estava esperando a continuação das histórias de Grávida do CEO mafioso. Acaba de chegar. Serão duas histórias para finalizar os livros dos Rodrigues. Na primeira parte vamos conhecer o primeiro legado dos Rodrigues, Vitor. Ele já nasceu com o título mais poderoso dentro da família, porém seu interesse nunca foi seguir os passos quando se trata de assassinatos. O rapaz quer mesmo é aproveitar a vida e, quem sabe, trabalhar em uma filial da boate. Esse é motivo pelo qual ele escolhe estudar em Nova Iorque, onde pretende criar raízes. O que ele não sabia era que um banho de refrigerante mudaria sua vida para sempre. A culpada, uma baixinha assustada, passa a fazer parte dos seus desejos mais intensos. E ele vai fazer tudo para conseguir tê-la em sua cama, inclusive uma aposta. Surpresas aguardam esse Rodrigues, pois a baixinha Robin não é só uma garota assustada, ela esconde um passado doloroso e um marido cruel que a quer de volta. Na segunda parte vamos conhecer a futura líder dos Rodrigues que tem seu coração divido por dois homens... E ela não deseja escolher. Maria Rodrigues quer os dois. Basta saber se o certinho Ângelo e o atrevido Bernardo vão conseguir dividir a amada. Entre inimigos e paixões, Maria vai se aventurar em um amor condenado por muitos. Te convido a se aventurar com o legado dos Rodrigues. Espere muita sedução e confusão com esses mafiosos que conquistaram corações.
Ler mais“Ainda estava viva quando escapei do inferno.
Só não achei que teria tantas quedas até alcançar o céu e suas estrelas...”
Não acredito. Grávida. Sozinha e sem dinheiro. Nunca deveria ter deixado Vitor Rodrigues me ludibriar com palavras doces e caricias.
Ele me deixou. Depois de dizer que me amaria para sempre e que nunca me deixaria, ele simplesmente não quis acreditar no meu amor e me deixou.
Se existe mesmo um Deus, ele não vai deixar que eu volte para aquele homem. Richard não pode ser meu único caminho. Não posso voltar para aquele inferno de onde escapei por um tris, ainda mais com o filho de outro homem.
Tem que ter outra saída.
Antes...
Robin
Ele ainda dormia quando me levantei, às cinco da manhã.
Fiz o café e cuidei da casa enquanto esperava ele acordar. Ele saia da cama às sete da manhã todos os dias, faça chuva ou faça sol, e sempre esperava a casa brilhando e o café na mesa.
― Bom dia, esposa! ― diz se sentando.
― Bom dia! ― respondo o servindo.
Tenho quase certeza que ele me chama assim para me lembrar da minha terrível condição, do lugar que ocupo com pavor desde os meus treze anos. Eu tenho pavor desse homem, sinto que ele pode me matar a qualquer momento por qualquer motivo bobo. É o mesmo pavor que tinha tenho do meu pai e dos meus irmãos mais velhos, no meu mundo os homens mandam e as mulheres obedecem, ou sofrem as consequências.
Coloco na sua frente café com adoçante e pão. Açúcar não entra nessa casa, ele não pode, então eu não posso.
O dia passa normalmente.
Depois do almoço, ele sempre tomava uma taça de vinho. Essa era minha chance de colocar meu plano em ação.
Coloquei o vinho na taça que ele dizia ser herança de sua mãe e, pouco antes de entregar em suas mãos, deixei cair espalhando vidro e vinho para todo lado.
Nem tive tempo de pensar. O soco foi certeiro em meu olho direito. Cambaleei, mas não cheguei a cair.
Como isso dói. Nunca me acostumo com seus surtos de violência.
― O que pensa que está fazendo, sua vagabunda? ― grita.
― Sinto muito. Escorregou da minha mão, senhor ― respondo de cabeça baixa. Engulo o choro e a dor. Isso aprendi cedo a fazer.
Ele me j**a no chão com um empurrão. Me corto um pouco com o vidro da taça. Esse homem não pensa em consequências quando está com raiva. Também, nem sei se haveria consequências se ele simplesmente me matasse.
Depois de meia hora de insultos e safanões, ele me tira do chão e me abraça.
― Eu não queria te machucar assim, sabe disso. Mas sou seu marido e tenho obrigação de te colocar no caminho certo. Não faça mais nenhuma estupidez como essa.
― Está bem. Sinto muito. Vou me comportar, prometo. ― Me deixo ser abraçada e levada até o sofá.
Como se quebrar uma taça por acidente seja sinônimo de mal caráter ou rebeldia. Nesse caso é, mas ele não precisa saber.
Ele analisa meus machucados. E balança a cabeça negativamente diante do que vê no meu rosto. Com certeza meu olho deve estar horrível.
― Você não pode ir à igreja assim, e hoje tenho que fazer o sermão.
― Posso usar um véu, se o senhor quiser.
“Por favor, diz que não.” Imploro.
― Não. Alguém pode ver seu rosto e não quero ninguém se intrometendo em nossa vida. Fique em casa e cuide desses machucados. Falarei que ficou indisposta, todos vão entender.
― Como o senhor quiser.
Ele se levanta e fica parado na minha frente até eu levantar a cabeça e o olhar.
― Me espere acordada. Vamos tentar de novo colocar um filho nessa barriga.
― Sim senhor ― digo sem emoção, e ele sai da sala.
Não estarei aqui quando voltar, seu porco.
Nem perco muito tempo olhando os estragos em mim. Já esperava por algo assim.
Com o rosto e o resto do corpo doloridos, arrumei a bagunça e cuidei dos meus afazeres enquanto ele lia em nosso quarto.
Na mesma hora de todos os dias, ele saiu depois de me dar um beijo terno na testa.
Esperei passar dez minutos para ter certeza que não voltaria e comecei a colocar o plano em prática.
Fui até o armário e peguei uma de suas mochilas para levar suprimentos para a igreja. Coloquei algumas poucas roupas, coloquei um casaco pesado por cima da minha roupa, peguei a carta da faculdade que escondi em um piso falso do quarto, abri o cofre onde ele guardava as coisas de valor e peguei tudo. Ele usava sua data de nascimento como senha, confiante de que nunca seria roubado. Sorte minha. No cofre ele também guardava meus documentos e a certidão de casamento. Eu não tinha permissão para usar meus documentos, tive que pedir quando precisava.
Quanto a certidão, até pensei em deixar para trás, mas pensei melhor e pode me ser útil no futuro.
Passei na cozinha e peguei água e comida para o caso de ficar muito tempo na estrada.
O próximo passo era ir sem ser vista até o armazém da comunidade. É hoje que o caminhão vem buscar a colheita para vender na cidade de Nova Iorque.
Me esgueirei com a mochila pesada e o casaco preto e consegui entrar no caminhão e me esconder atrás das caixas. Agora é só esperar.
Meu coração disparado fica mais leve ao ouvir o motor do caminhão e o sentir em movimento.
*******
Vamos chamar a primeira parte desse livro de Grávida do herdeiro. Vai contar a parte do Vitor. A segunda parte será A virgem entre dois mafiosos.
Lembrando que o tema máfia/crime foi desenvolvido baseado apenas na imaginação da autora, sem considerar acontecimentos reais e sem inspiração em outras ficções ou realidades.
O tema “noiva criança” dessa primeira parte, apesar de ser um tema real, foi baseado na imaginação dessa autora que fica enojada só de pensar que existem crianças que passam por isso.
Pode conter gatilhos. Contém certos trechos de linguagem adulta e violência.
O livro é uma sequência da série Irmãos Rodrigues.
Espero que gostem.
Ótima leitura!
RobinDias depois...― Robin, o cara vai sentir seu olhar de ódio. Pega leve! ― Jean me traz de volta a realidade.Aff nem me dei conta que estava encarando a personificação do que acho mais errado em um homem. Aliás todos os homens devem ser assim, errados. Meu pai era, aquele monstro era, meus irmãos eram, e esse idiota que queria me fazer pagar com sexo por um acidente também era. Naquele dia em que esbarrei nele, fiquei escondida no meu quarto, temia que cobrasse. Na verdade, meio que me escondi por dias, até entender que não estava mais naquela vida, que esse homem não podia me afetar. Estou segura agora. Só falta mesmo sumir com os sintomas que sua presença me causa.Dou de ombros e volto a atenção ao meu sanduiche.― É muito ódio. Tem certeza que ele não te deu um fora? ― Jean insisti. Nesses poucos dias aprendi muita coisa com ela. Ela me ensinou que “dar um fora” significa que eu quis uma relação com ele e ele disse não. Jean é uma pessoa incrível, sinto como se a conhecesse
Vitor― O que foi isso, primo? ― Maristela me pergunta olhando a garota que nos atendeu sair apressadamente.É impossível conter um sorriso de canto. ― Lembra daquele dia que cheguei todo doce no quarto de vocês? ― olhei dela para sua amiga. ― Pois é, foi aquela baixinha que derrubou os refrigerantes em mim.― Ela parece não gostar muito de você. ― Hanna comenta.Maristela balança a cabeça negativamente e diz:― Pois para mim acho que ela tem é medo de você. Parece um bichinho assustado.― E você já está interessada? Aff! ― Hanna revira os olhos. É ciúme puro. Não sei por que essas duas ainda não estão namorando.― Eu não. Gosto de mulheres fortes e decididas. ― Maristela diz, não parece notar o ciúme da amiga.― Ninguém quer saber a minha opinião? ― Nick pergunta.― Não! ― respondemos ao mesmo tempo.― Pois direi assim mesmo. O nosso poderoso Vitor não tem chance com a moreninha. Ela com medo ou não gostando dele. Apostaria minha guitarra.― Opa! Vejo nascer um clichê de aposta. ― P
RobinAs aulas começaram. E nem precisei me esforçar para saber quem era aquele homem em quem esbarrei. No campus inteiro se fala nele. Se chama Vitor Rodrigues. Acabou de iniciar o último ano, dizem que sua família é muito poderosa, ele dá aula também, ajudando o professor de química, sendo que nem faz curso na área de biológicas, já pegou metade das mulheres da escola. Pegar é ter relações. Aprendi com Jean. E pelo que falam eles não parecem ter o mesmo nojo que eu quando o assunto é sexo.No mais, ouvi tanto falar desse tal de Vitor que tomei raiva dele.Sim, é por isso. Tenho raiva dele porque é um exibido e grosso. Não tem nada a ver com o fato de que ele me deixa desconfortável, com sintomas estranhos.Até pesquisei na internet. Respiração ofegante, irritabilidade, inquietude, uma pressão estranha nas minhas partes intimas. Não achei nenhuma doença que justificasse. Só apareceu muito sobre tensão sexual. E isso com certeza não é. Nunca vou sentir desejo por homem algum.Toda vez
Robin― Miss Alienígena, que tal buscar fritas para nós lá no seu novo trabalho? ― Jean diz deitada na minha cama. Estamos aproveitando os últimos momentos porque ao que tudo indica minha colega de quarto chega entre hoje e amanhã, e amanhã começa as aulas e meu primeiro dia de trabalho. Ansiedade me define.― Posso.― Como você vai, eu pago.― Não precisa pagar.― Precisa sim. Você vai andar uns vinte minutos. Lei da justiça. ― Se levanta da cama e me entrega o cartão e o seu celular com fones de ouvido, o mesmo que estávamos ouvindo música há minutos. ― A senha é o ano em que estamos e pode ir ouvindo música, assim nem vai sentir o caminho.― E você?― Estou de boa. Vou tirar um mini cochilo na sua cama.E eu fui.Gente, música é a melhor coisa. Até melhor que chocolate. Eu amo música. Até mesmo quando morava com Richard às vezes ele me permitia ouvir quando não estava em casa. Eram meus melhores momentos. Ouvir música me permitia sonhar. Eu podia ir para um mundo em que ele não est





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