Narrado por Zalea Baranov
O silêncio veio depois do grito.
Um silêncio espesso, quase sólido, que se arrastava pelas paredes de concreto como um véu de luto.
Eu sentia a garganta queimar, mas não era pela dor física — era pelo que ficou preso entre os dentes. As palavras. Aquelas palavras. As que joguei contra ele como punhais, com sangue nos olhos e fogo no peito.
Zaiden havia saído. A porta fechada atrás dele era como o túmulo onde eu estava viva.
Meus braços ainda tremiam presos nas tiras, m