Mundo de ficçãoIniciar sessãoApós pegar o marido na cama com sua meia-irmã, Luísa Rossini saiu pelas ruas de Bari quando, de repente, um mafioso misterioso entrou em seu caminho. “Assine o contrato e vou te ajudar a recuperar tudo o que perdeu”, ele falou num tom imperativo. “A partir de hoje, você tocará piano só para mim”, Don Paolo Morano ressaltou com possessividade. Após anos procurando pelo grande amor de sua vida, o mafioso a encontrou, mas Luisa parecia não se lembrar dele. Talvez fosse por isso que ela seguiu em frente e construiu uma família com outro homem. Contudo, Paolo Morano se recusava a deixá-la sair de sua vida outra vez. Será que Luísa aceitará a proposta do mafioso e se envolverá numa sinfonia de amor perigosa?
Ler mais— Não se cansa de se intrometer na minha vida, tio? — Paolo andou até parar na frente dele. — Estou te protegendo. — Não sou mais um garoto bobo. — Mas está parecendo um idiota que se apaixona pela primeira boceta que come… Contraindo o olhar, Paolo examinou as feições do homem com o rosto marcado pelo tempo. Estava claro que Estéfano sabia quem era a pianista. — Queira ou não, o garoto é meu filho! — Encarando o tio, ele salientou. — Mandei fazer o teste de paternidade e o resultado deu positivo. — Estúpido! — Enraivecido, o velho ergueu a voz. Pondo-se de pé, Estéfano fulminava o sobrinho com o olhar. — Por que não usou preservativo? — Não! — Claramente aborrecido, Paolo redarguiu. — O senhor não vai me dar lição de moral. — Vai mesmo assumir essa mulher e essa criança? — Amanhã, vou me reunir com os membros do conselho e falarei sobre o meu filho e o casamento com Luísa. — Está louco. Você sabe que sua avó materna não vai gostar disso… Tocando a veia saltada no pescoç
Luísa ouviu a porta bater com força assim que saiu, e apressou o passo pelo corredor espaçoso do segundo andar. Foi direto para o quarto, onde costumava dormir com o filho, girou a chave na fechadura e verificou se Enzo ainda dormia serenamente. Deitou-se ao lado da criança, esticando o corpo cansado sobre a cama, enquanto lutava contra o sono que ameaçava vencê-la. Fitava a porta, à espera de qualquer movimentação, mas Paolo não apareceu. A exaustão começou a dominar seus sentidos; as pálpebras se tornaram pesadas, descendo lenta e involuntariamente. Ainda era madrugada quando, num sobressalto, notou uma figura sentada na poltrona, envolta pela penumbra do quarto. O vulto observava-a em silêncio. Acreditando que era apenas um fruto de sua imaginação, ela deixou ser vencida pelo cansaço outra vez. Pela manhã, despertou com a claridade atravessando as cortinas e aquecendo-lhe o rosto. Instintivamente, virou-se para a poltrona, que estava vazia. “Foi apenas um sonho” tentou se conve
O ambiente estava saturado pela inquietação de Paolo. O silêncio preenchia o espaço com a expectativa sufocante. — Estou com dor de cabeça. — Ela murmurou, desviando o olhar. — Por quê? — Olhou-a enquanto sentava na cama. Após retirar os sapatos, Paolo começou a desabotoar a camisa. — Venha deitar na cama — ordenou, tirando as calças sem parar de encará-la. Ela se sentia desconfortável, como se tivesse sido colocada numa armadilha invisível da qual não poderia escapar sem causar ainda mais confusão. Se tentasse sair dali aos gritos, não haveria quem lhe estendesse a mão. Estava completamente perdida. Com passos indecisos, começou a caminhar de um lado para o outro do quarto, como se cada movimento pudesse mostrar uma saída. — Vim aqui apenas para conversar sobre essa aproximação repentina com o Charlie — falou ao se virar para ele. — Deite-se! — O comando soou como um estalo seco no ar. — Isso não vai acontecer de novo — afirmou, com os olhos arregalados e os lábios trêmulo
Ajoelhou-se ao lado da cadeira do menino e sorriu de leve, estendendo a mão para tocar no cabelo dele. A expressão endurecida de instantes atrás havia se dissipado, ao menos parcialmente. O gesto denunciava um homem dividido entre o ressentimento que nutria por Luísa e a afeição que começava a cultivar pelo seu filho. Luisa permaneceu em silêncio, observando a cena. Por mais que desejasse manter-se firme, observar o homem ajoelhado ao lado do filho sorridente a desarmou. — Mamãe, o senhor Morano pode ser meu amigo? — perguntou Enzo, voltando-se para ela com entusiasmo. Luisa hesitou, mas depois assentiu com suavidade. — Sim, ele é. — A resposta soou como uma concessão. Contar a verdade era um dilema que exigiria mais do que meras palavras. Paolo ergueu-se com lentidão e afastou-se, sem pronunciar mais nenhuma palavra. Desapareceu pela porta da cozinha, deixando para trás o urso de pelúcia e um silêncio denso, quase solene. Luísa voltou a preparar os sanduíches enquanto os pens





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