Narrado por Zalea Baranov
O céu escurecia com lentidão cruel, como se a noite hesitasse em cair sobre esta casa feita de prisões silenciosas. Eu observava pela janela as nuvens se fecharem como feridas mal cicatrizadas, e por um instante desejei que o mundo lá fora me engolisse — me dissolvesse na escuridão com a mesma suavidade com que a luz desaparecia no horizonte.
Dentro destas paredes, o tempo não passava. Ele se arrastava como um animal ferido, respirando com dificuldade, deixando rastro