Narrado por Zalea Baranov
Pensei que o ar me faltaria, que o silêncio me tragaria inteira — mas então, a porta rangeu.
E era ela.
Dione.
Surgia como um presságio, não mais envolta na névoa da indecisão, mas nua de mentiras.
— Eu preciso te contar a verdade — disse, e sua voz era um sopro seco entre os escombros daquilo que um dia fui. — Eu pensei em me calar. Mas já não há mais tempo.
Fitei seus olhos, e neles vi o desespero oculto que a maquiagem não conseguiu sufocar.
— Você não tem mais esco