Narrado por Dione Baranov
Ela me olhou com os olhos apertados, como quem tenta decifrar uma ameaça disfarçada de salvação. O nome Leonid Raskolnikov pairou no ar como uma lâmina suspensa, afiada pelo tempo, pelo sangue e pelo silêncio das promessas não ditas. Eu vi o temor nos olhos de Zalea — um temor legítimo, pois Leonid não era homem de mitos; era lenda viva, feita de aço e sombras. E lendas, quando tocam a carne, deixam marcas.
— Por mim, — eu disse, minha voz um sussurro antigo, carregado