Narrado por Zalea Baranov
Eu ainda estava no chão, do mesmo jeito que meu pai me deixou. O gosto metálico de sangue ainda impregnava minha boca, enquanto o ódio latejava em cada célula do meu corpo. Meus cabelos caíam sobre o rosto, colando-se à pele úmida pelo suor e pelas lágrimas que eu me recusava a deixar cair.
As palavras dele ecoavam na minha mente como uma sentença — frias, cortantes, destruidoras. Eu fui criada como uma peça de xadrez. Nada mais que um jogo para Ivan Baranov. Eu não er