O silêncio que pairava entre nós era espesso, quase sufocante. A mansão de Baran, sempre tão viva com sons de passos, vozes e o leve tilintar de taças, agora parecia oco. Eu caminhava pelos corredores como uma sombra, tentando entender em que momento tudo escapou do nosso controle. Depois da noite no hospital e da decisão que tomei de voltar para a casa dele, tudo parecia ter mudado. E não no bom sentido.
Baran estava cada vez mais distante. Trocávamos poucas palavras, olhares carregados de seg