Acordei antes do sol nascer. O céu ainda estava pintado com tons de azul profundo, e a brisa suave da madrugada entrava pelas janelas abertas do quarto. Baran dormia ao meu lado, o braço envolto ao meu corpo, a mão pousada em minha barriga — como se instintivamente já protegesse nosso bebê mesmo dormindo.
Fiquei ali por alguns minutos, apenas observando. O homem que por tanto tempo viveu entre sombras agora dormia como se tivesse encontrado seu próprio paraíso. E ele tinha — em nós, em nossa pe