Acordei com a luz suave do sol atravessando as persianas do quarto hospitalar. Meu corpo ainda estava rígido de tensão, como se cada músculo meu se recusasse a relaxar. Mas então, senti o calor da mão dele entrelaçada à minha. Virei o rosto devagar.
Baran estava ali, deitado, olhos entreabertos, me observando com um sorriso cansado. Sua pele ainda estava pálida, os curativos cobriam os cortes e hematomas, mas ele estava vivo. Respirando. Me olhando.
— Ainda é real? — ele murmurou, com a voz rou