Vendida para o Don 2

Vendida para o Don 2PT

Máfia
Última actualización: 2026-03-21
Edi Beckert  Completo
goodnovel18goodnovel
10
75 Reseñas
269Capítulos
69.1Kleídos
Leer
Añadido
Resumen
Índice

Vinícius Strondda está a um passo de assumir o lugar mais poderoso da máfia. Mas tudo desmorona quando ele descobre a traição da noiva — a mulher que deveria garantir sua ascensão. Consumido pela raiva, ele não perdoa. Ele a mata. Mas isso cria um novo obstáculo: sem uma esposa, ele não pode assumir o poder. Preso entre a coroa que sempre foi sua e a regra que o impede de conquistá-la, Vinícius está à beira de perder tudo… até que ela aparece... Lucia Bianchi— e basta um único olhar para que algo nele se desfaça. Sem pensar duas vezes, decide: ela será sua esposa. Mas Lucia não é a solução perfeita. Ela não é pura como deveria ser, e já é casada. Agora, entre poder, obsessão e um segredo capaz de destruir tudo, Vinícius terá que decidir até onde vai para tomar para si uma mulher que já pertence a outro homem. — “Eu perdi o controle no momento em que te vi, Lucia… e agora não importa quem você seja ou a quem pertença. Você vai ser minha.”

Leer más

Capítulo 1

Quem é ela?

Capítulo 1

Vinícius Strondda

A notificação vibrou no celular em cima da mesa de vidro.

Peguei o aparelho sem pressa, com a taça de vinho na outra mão, os olhos ainda voltados para o jardim do palazzo.

Abri o vídeo.

Demorei alguns segundos para entender. Minha noiva — a mesma que o conselho tinha me prometido desde moleque — estava deitada na cama, gemendo. Mas não era meu nome que ela chamava.

Era o de um maledetto capo.

Trinquei o maxilar. O cristal da taça quase estourou nos meus dedos.

O vídeo acabou, mas a imagem dela continuava queimando dentro da minha cabeça. Essa puttana jurava que seria a esposa perfeita para o herdeiro Strondda, enquanto se abria para qualquer um que tivesse coragem de desafiar meu sobrenome.

No mesmo instante, a porta do reduto abriu sem ninguém bater.

Maicon, meu tio e consigliere do meu pai, entrou como se a sala fosse dele.

— O conselho decidiu que chegou a hora, Vinícius. — Falou direto, cruzando os braços. — Assim que seu pai voltar da viagem, quer a resposta: você vai assumir o posto de Don ou vai continuar agindo como se não fosse o herdeiro da família Strondda?

Soltei um riso curto, sem humor.

— “Assumir” não é o problema, tio. O problema é a condição ridícula que eles colocaram pra isso.

— Casamento? — Ele assentiu, como quem repete uma sentença. — A tradição é clara. Precisa estar casado antes de ser nomeado Don, oficialmente.

Mostrei a tela do celular para ele. O vídeo ainda estava parado na imagem mais nojenta possível. A feição dele mudou imediatamente.

— Essa é a tradição que querem pra mim? Eu nunca vou casar com essa vadia. Meu pai derrubou um aliado por tentar mandar nele, e agora querem me forçar a usar uma aliança de uma puttana?

— Não estamos falando de qualquer casamento. — Maicon se aproximou, apoiando as mãos na mesa. — É estratégico, algo político. Eu me casei por uma ordem do seu pai. Olha só pra mim hoje... Estou ótimo assim.

Olhei para ele e bebi mais um gole.

— Estratégico pra eles, bom pra você, talvez. Pra mim, é só uma armadilha.

Maicon desviou o olhar, engolindo seco.

— Ela está no jardim, esperando para colocar a aliança oficial no dedo porque sabe que seu pai está pra chegar.

Deixei a taça sobre a mesa e fechei o casaco preto.

— Então vamos acabar logo com isso.

---

O sol da manhã iluminava as rosas vermelhas alinhadas quando atravessei o corredor e cheguei ao jardim.

Uma mesa comprida, meia dúzia de homens de terno, e— minha “noiva” — levantou-se com o sorriso ensaiado e o brilho de quem achava que me enganava.

Um dos acionistas mais velhos e tio da maledetta, se ergueu antes mesmo que eu chegasse.

— Finalmente, o princeso herdeiro resolveu aparecer. Achei que fosse deixar os negócios da famiglia para homens de verdade.

O jardim inteiro pareceu prender a respiração.

Parei a menos de um metro dele.

— O que você disse?

— Disse que, se não tem coragem de seguir as regras, não merece a cadeira que seu pai vai deixar. Fica enrolando pra casar. Imagino o resto.

Sorri de canto. A mão já estava na 357.

Meu disparo ecoou seco. O corpo dele tombou para trás, derrubando a cadeira.

Ninguém gritou. Todos sabiam: aqui era território do Don. Se meu pai não estava, eu mandava.

Guardei a pistola, limpei a mão na lapela do terno.

— Que sirva de exemplo pra qualquer maledetto. Principalmente os traidores. Não é, figlia de puttana?

Passei por cima do cadáver e caminhei até minha noiva.

— Pensou que eu nunca descobriria?

Ela ainda sorria nervosa, tentando disfarçar o pânico.

— Vinícius… eu posso explicar…

Encostei a arma no peito dela e curvei o rosto bem perto, o suficiente para que apenas os mais próximos ouvissem.

— Explicar o quê? Como o perfume do capo rival ficou grudado na sua pele? Ou como você gemeu o nome dele enquanto deveria guardar o meu?

O sorriso dela morreu na hora, a cor esvaiu do rosto.

Os acionistas se entreolharam em silêncio, entendendo o que eu já sabia.

— Não… não é o que você pensa… — gaguejou, os olhos marejados. — Eu posso explicar?!

— Pode, no inferno. De preferência para o diavolo.

Atirei.

O vestido branco ficou manchado de vermelho. O corpo caiu sobre as rosas.

O silêncio foi total. Até o vento parou. É claro que eu não deixaria pra depois. Aprendi desde criança... Lugar de traidor é queimando no inferno com o diavolo.

---

Foi então que percebi o movimento no canto do jardim.

Uma mulher corria pelo gramado lateral, contornando a fonte. Calça justa preta, blusa simples, coque bagunçado com mechas escuras e bem vermelhas escapando.

Não era do conselho. Não era convidada.

— Quem é aquela? — perguntei baixo a Maicon, sem tirar os olhos dela.

— Não faço ideia. Com tanto monitoramento, já deveria estar morta.

Ele puxou a arma, mas segurei seu braço.

— Não. Ainda — ele ficou me olhando.

A intrusa parou um instante para respirar, apoiando as mãos nos joelhos, sem perceber que era observada.

— Tragam ela pra mim. — Ordenei.

Dois soldados se afastaram da mesa e cruzaram o gramado. A mulher percebeu tarde demais e tentou fugir, mas foi agarrada pelo braço. Se debateu, chutou, xingou, mas foi arrastada até mim.

— ME SOLTEM! EU NÃO FIZ NADA! — gritou.

Quando parou diante de mim, seus olhos verdes me acertaram em cheio. Estava com raiva, não medo.

— Soltem. — Falei baixo, tirando a 357 do bolso e lustrando no tecido da roupa.

— O que acha que está fazendo? — ela cuspiu as palavras, ofegante.

Dei um passo à frente, estudando o rosto delicado.

— Garantindo que ninguém entra no meu território e sai vivo. — Ela olhou para todos os lados.

— Eu só estava correndo. — A voz dela tremia de fúria, não de pavor.

Inclinei a cabeça, meio sorriso surgindo.

— Odeio mentirosos. — Empurrei-a contra uma árvore, prendendo seu braço. — Tem um minuto pra me convencer a te deixar viver.

— Está louco? Eu só fugi de um cara!

— Perdeu alguns segundos. Seja mais eficiente.

Ela respirou fundo, os olhos faiscando.

— Pulei seu muro porque é o mais alto. Achei que ninguém notaria. Só isso. É só fingir que não viu e me deixar ir embora.

Passei a mão pelo corpo dela, firme, verificando se não carregava arma.

— Que ragazza... — sussurrei.

Alisei desde os braços até a bunda, cintura, coxas. Mamamia. Uma mulher dessas não passa despercebida em lugar nenhum.

— Me solta! Me solta! — ela gritava, mas nem ouvi o que dizia.

Eu só estava verificando se estava armada, mas essa puttana me deixou excitado.

— Mamamia.

Ela tinha a bunda farta, cheguei até as coxas grossas.

— Qual seu nome? Idade? Estado civil? — disparei as perguntas.

— É... Eu...

— VAMOS PORRA! DIGA!

— Lucia Bianchi. Vinte e quatro. Italiana.

— É solteira? — ela pareceu pensar.

— Sim.

Sorri de canto.

— Agora não é mais.

Arrastei-a pelo braço e a entreguei para meu tio.

— Prendam ela. Se querem casamento, vai ser assim. A noiva vai ficar presa. E eu escolho as regras.

Ela começou a espernear.

— Não! Eu não posso! Não vou casar!

Virei as costas sem olhar.

O conselho estava em choque, o jardim coberto de sangue, e eu já tinha decidido.

Meu tio se aproximou e perguntou:

— Não perguntou se é virgem?

— Não. Tanto faz. Não sei se vou esperar até a cerimônia.

— Merda! Seu pai vai nos matar.

— Foda-se. Se o preço para ser Don era uma esposa, que fosse a intrusa de olhos verdes que teve a ousadia de invadir meu território.

Um Strondda não pede permissão. Ele toma.

— Me dêem licença... Vou verificar minha noiva de perto...

Desplegar
Siguiente Capítulo
Descargar

Último capítulo

Más Capítulos

También te gustarán

Nuevas novelas de lanzamiento

Último capítulo

10
100%(75)
9
0%(0)
8
0%(0)
7
0%(0)
6
0%(0)
5
0%(0)
4
0%(0)
3
0%(0)
2
0%(0)
1
0%(0)
10 / 10.0
75 Reseñas · 75 bookdes.reviews
Escribir una reseña
user avatar
Josiele Simões
vai ter continuação do livro
2026-04-12 07:50:08
0
user avatar
Fabiana Prass Fernandes
Então, mais um livro maravilhoso nega ao fim! Parabéns Edi! As histórias de Vinícius e Manuela foram incríveis! Sou grata por você ter dado o meu nome para a personagem inicial da família Stronda e dar continuidade com o nome dos meus filhos!!! Foi lindo!!!
2026-03-27 08:06:36
3
user avatar
Simone Santos
Livro maravilhoso. Recomendo a leitura ...️
2026-03-27 02:10:16
2
user avatar
Neia Moura
Mais uma história incrível chega no final... Só agradecer pelo carinho que você sempre escreve os seus livros cada um mais incrível que o outro essa duas histórias maravilhosas a do Vinícius e da Manuela... Parabéns pelo sucesso e ansiosa pela próxima história ...️...️
2026-03-23 09:24:08
2
user avatar
Elisangela Pereira
parabéns autora meu Deus que livro maravilhoso todos livros da família ystronda são maravilhosos estou ansiosa por mais uma nova história adorei parabéns minha escritora favorita
2026-03-22 03:21:26
3
user avatar
Maria Lima
Edi querida quero te parabenizar por esse trabalho maravilhoso ... histórias lindas confesso que amei a Manuela gosto de mulheres fortes e decididas sem perder a essência ...️ já estou ansiosa para o próximo. enquanto isso vou ler o marson ...️ parabéns querida amo seu trabalho ...️......
2026-03-21 11:19:34
2
user avatar
Elaine Marinho
Esse livro é maravilhoso!! Como já sabemos a Edi Beckert não deixou nada a desejar! a história é ótima e prende a gente do início ao fim, sempre querendo mais! Parabéns !!
2026-03-21 07:00:40
1
user avatar
luciana keila anjos bernardes
EDI...AMEI TUDO... GRATIDÃO PELA SUA OBRA... ESTOU MARAVILHOSA COM SUA EXCELENTE NARRAÇÃO DOS FATOS.... IREI AGUARDAR OS PRÓXIMOS LIVROS.. POIS TENHO CERTEZA DE QUE SERÃO UM SUCESSO ABSOLUTO... GRATIDÃO... SAÚDE AMOR SABEDORIA MUITA LUZ EM SUA VIDA E EM SEU DOM ....
2026-03-21 06:19:07
3
user avatar
Isaura Lavina Cardoso
só observei um erro nesse romance, os filhos da Malu e do Alexei deveriam ser mais velhos, quando eles casaram Sophia já havia nascido e Maria Eduarda e Maicon não haviam casado, nesse romance as crianças aparecem no chá revelação pequenos
2026-03-21 02:12:41
1
user avatar
Erika Amano
Parabéns, Edi, por mais um sucesso! Amei cada capítulo e cada personagem! Até breve!
2026-03-21 01:48:55
2
user avatar
Vanessa Repele
Parabéns Edi como sempre perfeito seus livros, amei assim como todos os outros. Bio até o próximo livro.
2026-03-21 01:32:14
1
user avatar
Neia Moura
Como será que é a filha da Manu e do Hugo acho que aí ser linda
2026-03-21 01:14:48
1
user avatar
Neia Moura
Acabou essa história linda de amor
2026-03-21 01:14:00
1
user avatar
Maria Lima
já acabou ...
2026-03-21 01:09:50
1
user avatar
Monica Santanna
Estou amando essa estória!!!! Parabéns pela excelência escrita!............
2026-03-18 07:18:38
3
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
269 chapters
Quem é ela?
Quem foi?
Piccola
Me diz a verdade
Era uma ordem
A fuga dela
Cazzo
Na minha cama! Agora!
No meu quarto
Bambino
Explora y lee buenas novelas sin costo
Miles de novelas gratis en BueNovela. ¡Descarga y lee en cualquier momento!
Lee libros gratis en la app
Escanea el código para leer en la APP