O silêncio do quarto parecia pesar mais que o ar. Eu sentia o peito apertado, como se algo invisível estivesse me sufocando. Baran estava sentado à beira da cama, as mãos unidas entre os joelhos, olhando fixamente para o chão. Era como se estivéssemos os dois presos numa redoma onde só o tempo passava — cruel, arrastado, implacável.
A noite anterior ainda queimava na minha pele. O gosto da sua boca, o toque desesperado, os gemidos abafados por beijos intensos. Estávamos tentando curar feridas u