A chuva martelava os vidros do quarto como se o céu também carregasse o peso do que havia acontecido entre nós. O som das gotas era constante, firme, quase agressivo – e ainda assim, não conseguia abafar o barulho do meu próprio coração. Baran dormia profundamente ao meu lado, o peito subindo e descendo com tranquilidade, alheio ao caos que se desenrolava dentro de mim.
Eu estava ali, deitada, mas tão longe dele que parecia um continente nos separando. A cada toque, a cada beijo, sentia-me mais