A madrugada havia despencado sobre Istambul com um manto úmido de silêncio e tensão. A chuva que caía fina escorria pelas janelas do quarto, dançando contra o vidro como se buscasse ecoar o que meu coração sentia — confusão, medo e um desejo que se recusava a morrer.
Baran estava em silêncio, sentado à beira da cama com os cotovelos apoiados nos joelhos, as mãos entrelaçadas e o olhar perdido em algum ponto no chão de madeira. O quarto carregava o cheiro dele, da sua colônia amadeirada, do ciga