Lex
Eu devia ter me controlado.
Era pra ser só um boa-noite. Um beijo leve, um gesto inofensivo. Só que o problema é que nada em relação à Ana é inofensivo. Nem o jeito que ela ri, nem o jeito que franze o nariz quando está nervosa, e muito menos o jeito que ela me olha — como se estivesse tentando disfarçar o que sente, mas o corpo dela entrega tudo.
Quando fechei a porta do meu quarto fiquei sozinho na frente da porta, parado alguns segundos. O coração parecia uma bateria de escola de samba