A Mãe…

Ana

Acordei com alguém me chamando. Não aquele “chamando” fofo, tipo toque de despertador baixinho. Era voz mesmo. Voz de gente. Voz insistente. Voz que parecia estar ali há mais tempo do que eu queria admitir.

— Ana… Ana… — alguém falava.

Demorei uns bons segundos pra entender onde eu estava, por que eu estava ali, por que minha cabeça parecia recheada de algodão e, principalmente, por que eu tinha sonhado com o Lex daquele jeito ridículo que me deixou com a cara enfiada no travesseiro depois.
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