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Capítulo 5 — Entregue nas mãos dele

O vestido caiu por completo, e Débora agora estava nua diante dele. Ele percorreu sua barriga com a língua, descendo cada vez mais, até que ela abriu as pernas em resposta. O sorriso dele se ampliou, e o som dos gemidos dela encheu o espaço fechado do carro.

— Aiii!... Meu Deus! Hum... — ela se contorceu no banco, os dedos se agarrando ao estofado.

— Tá gostando? — perguntou, com o sorriso safado estampado no rosto.

— Tá muito bom, não para. — respondeu, arfando, o olhar perdido em puro desejo.

Ele passou a língua pela orelha dela, sussurrando com voz rouca:

— Posso ir devagar com você.

Débora segurou firme no ombro dele, os olhos faiscando em urgência.

— Não quero devagar. Quero que você entre em mim.

Foi então que ele desabotoou a calça, e Débora, já tomada pelo desejo, ajudou a deslizar o tecido para baixo. Ela abriu mais as pernas, o corpo entregue completamente.

Ele jogou a calça no banco da frente com descuido, pronto para continuar, mas antes de tirar a cueca, o toque inesperado do celular quebrou o ritmo.

O som estridente fez o rapaz levar a mão à cabeça, irritado. O olhar dele se fechou em frustração.

— Desculpa... Tenho que atender, é muito importante.

Débora jogou os cabelos para trás, o rosto marcado pela incredulidade.

— O quê!?... Agora? — disse, encarando-o com raiva. — A gente tava quase transando e você vai atender celular?

Ele não respondeu. Apenas pegou o aparelho e atendeu, desviando o olhar dela.

— Oi, pai. O que foi agora? Lhe disse que iria chegar tarde hoje. Problemas na empresa de novo?

Enquanto falava, Débora o observava com olhos faiscantes, o corpo ainda nu, respirando pesado. O rapaz, por sua vez, vestia a roupa com gestos apressados: primeiro a calça, depois a camisa, fechando os botões com pressa.

— Tenho que ir agora... — disse, a voz carregada de seriedade.

— Idiota... — retrucou Débora, mordendo os lábios em frustração.

Ele escutou, mas não se afastou. Aproximou-se dela, que ainda estava nua, e segurou seu rosto com firmeza. O beijo foi lento, profundo, a língua dele encontrando a dela em um movimento intenso. Débora retribuiu, puxando-o mais para perto, como se quisesse prolongar aquele instante.

— Podemos nos ver de novo?... Posso te dar uma carona.

Débora respirou fundo, ainda irritada, mas cedeu ao olhar dele.

— Claro... Vou me vestir e chamar a minha irmã. Depois podemos ir.

Enquanto se vestia, Débora percebeu algo diferente nele. Apesar da ousadia, havia um traço de responsabilidade, um rapaz de família, alguém que parecia carregar peso nos ombros. Isso a fez pensar que podia confiar nele.

Depois que chamou a irmã, os dois foram juntos para casa. Débora se despediu com um sorriso breve, mas ao fechar a porta, percebeu que havia esquecido de perguntar o nome dele... e também de pedir seu contato. O mistério permanecia, deixando no ar a sensação de que aquela noite ainda não tinha terminado.

Já eram quase nove da noite. O relógio parecia acelerar junto com o coração de Graziele. Os pais estavam prestes a chegar, e ela correu para o banheiro, deixando a água escorrer sobre a pele como se pudesse lavar o medo. Vestiu-se com cuidado: um vestido elegante, de alças finas que realçavam seu corpo delicado. A maquiagem era suave, apenas o suficiente para destacar os olhos verdes. O perfume discreto deixava no ar uma nota doce. Os cabelos ruivos foram presos em um coque firme, revelando o pescoço alongado.

Uma jovem de 21 anos, linda, com um sorriso cativante que, naquela noite, escondia a angústia.

Débora, sentada no sofá, mastigava um chiclete para disfarçar o cheiro da bebida. O olhar dela estava distante, perdido em lembranças do rapaz da festa.

A porta se abriu. Samara entrou acompanhada do marido. Os olhos dos dois se fixaram em Graziele, e por um instante o silêncio foi quebrado apenas pelo brilho de admiração.

— Filha, você está pronta? — perguntou a mãe, com um sorriso orgulhoso.

— Estou sim. Podemos ir. — respondeu Graziele, tentando manter firmeza na voz.

Os pais trocaram olhares e sorriram, encantados com a beleza da filha. Débora apenas observava, sem dizer nada, os pensamentos vagando longe.

— Então vamos. Ruan está em um apartamento aqui próximo.

— Ok... — disse Graziele, respirando fundo.

Poucos minutos depois, já estavam a caminho. Débora acenou com a mão, um adeus breve, quase indiferente.

O prédio de Don Ruan era imponente, de alta classe. O hall amplo refletia luxo e poder. Subiram até o décimo andar, onde o silêncio pesava mais que qualquer palavra.

Na sala, Don Ruan estava sentado em uma poltrona de couro. Ao erguer a cabeça, seus olhos escuros revelaram que já esperava por ela.

— Senhor Ruan!... — disse Samara, com voz firme. — Essa é a Débora... a minha filha mais velha, como prometido. — Afirmou mentindo.

Ele se levantou devagar, o olhar fixo em Graziele.

— Boa noite... Senhora Samara. — respondeu, hesitando por um instante.

Os pais apenas assentiram e se retiraram, deixando Graziele sozinha. O som da porta se fechando ecoou como uma sentença.

Graziele abaixou a cabeça, envergonhada, os dedos se entrelaçando nervosos.

Don Ruan se aproximou lentamente. O cheiro de seu perfume forte invadiu o espaço. Ele ergueu a mão e, com delicadeza, segurou o queixo da moça, levantando sua cabeça.

— Olhe para mim! — ordenou, a voz grave e firme.

Os olhos verdes dela encontraram os dele, e naquele instante o mundo pareceu parar. O coração de Graziele disparou, e o silêncio entre os dois se tornou mais intenso que qualquer palavra.

Dom Ruan era um homem alto, de beleza quase exagerada. Os cabelos claros caíam suavemente sobre a testa, os olhos azuis brilhavam com intensidade, e o tom de pele claro contrastava com a blusa de marfim que vestia. O óculos elegante lhe dava um ar sofisticado, apesar da pouca idade, apenas 23 anos.

Muitas mulheres o desejavam, mas ele tinha sua preferência: mulheres puras, intocadas.

Ele se aproximou de Graziele, tocando os longos cabelos ruivos que caíam sobre os ombros dela. Seus dedos deslizaram até os lábios, percorrendo devagar a ponta do queixo. A mão seguiu pelo corpo da moça, explorando suas curvas. Graziele fechou os olhos, sentindo cada toque, mas o nervosismo era evidente.

Ruan percebeu. Recuou um passo, o olhar firme.

— Você não quer. Pegue o dinheiro e pode ir! — exclamou, seco. — Não me faça perder meu tempo.

— Não! Eu... — a voz dela falhou.

— Não escutei...

— Eu...

— Hum!?... — ele voltou a se aproximar, tocando novamente seus lábios e aspirando o perfume suave do pescoço dela.

— Eu quero... — respondeu Graziele, os olhos fechados, tomada pelo desejo e pelo medo.

Ruan sorriu discretamente. Deslizou a mão pela alça do vestido, deixando o ombro dela nu. Em seguida, a ergueu nos braços com firmeza, levando-a até o quarto. A deitou sobre a cama, o olhar intenso fixo nela.

Graziele um pouco nervosa disse:

— Você pode ir devagar?... Eu nunca fiz isso antes. — murmurou Graziele, a voz trêmula.

Ele retirou a camisa com calma, revelando o corpo rígido e bem definido. Aproximou-se ainda mais, os olhos azuis faiscando.

— Posso... Mas quando eu começar, não me peça para parar. — disse em tom grave, olhando-a de cima. — Porque eu não vou parar.

Graziele engoliu em seco, o coração acelerado. O medo e o desejo se misturavam, fazendo seu corpo vibrar. Diante daquele homem belo e dominante, ela sentia que estava prestes a atravessar um limite do qual não poderia voltar.

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