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Capítulo 7 — Te encontrei novamente

Ruan Martel chegou à sua empresa às oito da manhã em ponto. O som firme de seus passos ecoava pelos corredores de mármore polido, e cada funcionário que cruzava seu caminho o cumprimentava com respeito. Ele retribuía com acenos discretos, mantendo a postura impecável.

— Bom dia, Sr. Martel! — disse Daniele, segurando alguns documentos amarelos com cuidado, como se fossem preciosos.

Ruan parou diante dela, ajustou o paletó com um gesto elegante e respondeu:

— Bom dia, Daniele.

— Os documentos de transferência já estão prontos. O senhor quer que eu encaminhe para a sala principal? Ou prefere arquivar?

Ele ergueu uma sobrancelha, pensativo, e sorriu de leve.

— Bom saber, Daniele. Tenho algo importante para fazer hoje... Vou precisar sair cedo.

Ela o olhou com curiosidade, inclinando a cabeça.

— Aconteceu alguma coisa? Problemas na empresa de novo?

Ruan negou com calma, o sorriso discreto permanecendo nos lábios.

— Não, dessa vez não. — afirmou, enquanto Daniele também sorria, aliviada.

— Normalmente quando o senhor fica assim é porque teve algum problema. — comentou, observando-o com atenção.

Ele colocou a mão no bolso, ajeitou o paletó e respondeu com firmeza:

— Voltando ao assunto... Pode arquivar e enviar para a empresa. Qualquer coisa me encontre na minha sala. Estarei lá até às nove.

Virou-se para seguir até sua sala, mas Daniele o chamou novamente, hesitando.

— Ah!... Sr. Martel. — disse, quase nervosa. — Recebi uma ligação do Sr. Dante Martel hoje pela manhã... Ele disse que viria participar da reunião dos investidores semana que vem. Desculpe a demora para lhe informar.

Ruan parou, respirou fundo e olhou para o chão por um instante, como se refletisse.

— Claro. O Dante vive tão ocupado fora do país que pensei que não viria mais aqui. — murmurou, com um tom entre ironia e cansaço. — Meu irmão mais novo sempre com mais problemas que eu...

Ele suspirou, ajeitou os óculos e concluiu:

— Antes de sair, ligarei para ele.

— Ok Sr. Martel. Tenha um ótimo dia!

— Obrigada, Daniele.

Ruan entrou em sua sala cedo, tentando se concentrar nos documentos espalhados sobre a mesa. Mas cada linha que lia se desfazia em sua mente, substituída pela lembrança de Graziele. A imagem dela o perseguia, e a sensação de ter sido enganado queimava em seu peito. Quando terminou o que precisava, decidiu sair mais cedo. Precisava encontrá-la.

Às dez em ponto, deixou o prédio. O motorista já o aguardava do lado de fora. Ruan entrou rapidamente, colocou a mala ao lado e prendeu o cinto com um clique firme.

— Vamos logo, quero encontrar essa moça o mais rápido possível!

— Claro, senhor! — respondeu o motorista, dando partida no carro.

O trajeto até a casa de Samara foi rápido. Ao chegar, o motorista estacionou diante de uma rua simples, estreita, com casas modestas alinhadas lado a lado.

Nada ali lembrava o luxo dos ambientes em que Ruan estava acostumado. As paredes da casa de Graziele eram pintadas em um tom claro já desgastado pelo tempo, com pequenas rachaduras discretas. Uma varanda pequena, com vasos de plantas malcuidados, mostrava a simplicidade do lar.

Ruan ajeitou o paletó com elegância antes de sair do carro. Seus olhos azuis percorreram o ambiente, mas não se detiveram nos detalhes da casa. Seu foco era outro. Atrás dele, o motorista cruzava os braços, aguardando com paciência.

Com passos firmes, Ruan aproximou-se da porta e bateu três vezes, ajustando os óculos em seguida. Para sua surpresa, quem abriu não foi Samara, mas Débora.

Ela arregalou os olhos ao vê-lo. O homem diante dela exalava riqueza e poder. O relógio dourado em seu pulso, os anéis discretos, o paletó impecável... e nenhum sinal de aliança. Débora sentiu o coração acelerar. Seus olhos se cruzaram com os dele, e por um instante ela perdeu o fôlego.

Ruan estreitou os olhos, analisando-a com atenção. O olhar dele era penetrante, deixando-a desconcertada. Débora desviou o olhar, sem jeito, mas não conseguiu evitar de pensar:

— Nossa... Ele é muito lindo. Quem ele é?...

Por um momento, a imagem dele trouxe lembranças. Débora se recordou do rapaz da festa, aquele com quem tivera uma breve aventura. O porte, a intensidade do olhar... havia algo em Don Ruan que a fazia lembrar daquele encontro. Mas por que seria?

Ela tentou se recompor, gaguejando:

— É... Quem... Quem é o senhor? — disse, tropeçando nas palavras. — Posso ajudar em alguma coisa?

Ruan manteve o olhar firme.

— Claro! Cadê a sua mãe?

— Minha mãe? — repetiu, surpresa.

— Sim! — respondeu, entrando sem esperar convite.

Poucos instantes depois, Samara apareceu no corredor. Ao vê-lo, ficou boquiaberta.

— Se... Don Ruan!?... — disse, incrédula. — O que está fazendo aqui?

Ele deu um passo à frente, aproximando-se dela. Os olhos azuis fixaram-se nos dela com firmeza.

— Eu vim atrás da moça... — disse, a voz grave e carregada de determinação. — Cadê a Graziele?... Onde ela está?

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