Débora observou a irmã se afastar, e por um breve instante seus olhos perderam o brilho provocativo. Mas logo retomou a expressão quando o rapaz já estava se acomodando ao seu lado, sem esperar resposta.
— Posso?... — perguntou, embora já tivesse se sentado. O olhar dele era firme, carregado de intenção. — Fiquei te observando de lá... vi que também não parava de me olhar.
Débora ergueu uma sobrancelha, sorrindo de canto.
— Pensei que não teria coragem de vir até mim...
Ele sorriu, pegou a garrafa e serviu uma bebida para ela. O gesto foi lento, quase cerimonioso. Depois encheu o próprio copo e entregou o dela com um sorriso discreto. Os olhos dele se fixaram nos lábios bem definidos e vermelhos de Débora, demorando-se ali como se cada palavra fosse desnecessária.
— Seus lábios são lindos... Eles me chamam atenção.
Débora provocou com um sorriso mais aberto, colocou o copo na mesa e inclinou-se até o ouvido dele. O perfume doce invadiu o espaço entre os dois.
— Você me chama atenção... — sussurrou, a voz baixa e carregada de malícia.
Ele sorriu, mordendo os próprios lábios, como se quisesse conter o desejo.
— Você é atrevida, mulher...
Débora inclinou o corpo ainda mais, os olhos semicerrados.
— Mas você só acha meus lábios atraentes?... — perguntou, deslizando a mão pelo corpo dele, do pescoço até o peito, descendo devagar. — Não acha o meu corpo bonito?... Não me acha bonita?
Ele respirou fundo, o olhar descendo até a alça do vestido dela, que escorregava pelo ombro e deixava parte dos seios à mostra.
— Você é um espetáculo de mulher. — respondeu, a voz rouca. — Posso saber o seu nome?
— Débora. — disse, firme, mantendo o olhar preso ao dele.
— Que mulher sexy você é, Débora. — murmurou. — Não vai perguntar o meu?
Ela ergueu o queixo, seca:
— Sua idade apenas.
— Tenho 21. — respondeu, erguendo o copo. — Parece que você já tem alguém...
O olhar dele se fixou na aliança no dedo dela. A expressão mudou: surpresa misturada com provocação.
— Isso é uma pena... uma bela mulher como você já ter alguém.
Débora riu com desdém, puxando-o pela gola da camisa branca, aproximando os rostos.
— Isso fica pra depois. Essa noite eu quero você... Vai me dizer que não me quer? Ele é apenas um idiota que faço de trouxa.
Ele segurou o olhar dela, firme, mas com um traço de advertência.
— Querer... eu te quero muito. Mas cuidado. Um dia você pode pagar caro e ficar louca por um homem que não vai aceitar ser traído. Vai se arrepender.
Débora estreitou os olhos, irritada. Pegou o copo e deu um último gole rápido, pousando-o sobre a mesa com força. O som seco ecoou entre eles. Em seguida, agarrou a bolsa sobre o assento, o gesto brusco denunciando a raiva.
— Já que vai ficar falando merda... vou atrás de outro pra me divertir essa noite. Eu não insisto em homem.
Ela se levantou com passos firmes, o vestido balançando junto ao corpo.
Antes que Débora pudesse se afastar, o rapaz segurou levemente seu braço. O toque foi suave, mas suficiente para fazê-la se virar surpresa.
— Espera!... Quem disse que eu não quero? — disse ele, sorrindo. O sorriso dela surgiu em resposta, cúmplice. — Vamos para o meu carro. Alguém pode nos ver aqui.
Débora inclinou a cabeça, os olhos semicerrados em provocação.
— Vamos sim... Você gosta de aventuras?
Ele não respondeu. Apenas manteve o toque firme e a conduziu para fora do estabelecimento, onde a música alta e as risadas ainda ecoavam. O contraste do silêncio da rua aumentava a tensão entre eles.
Ao chegarem ao carro, o rapaz abriu a porta traseira com um gesto rápido e convidou-a a entrar primeiro. Débora deslizou para dentro, jogando a bolsa no banco da frente com descuido. Ele entrou logo em seguida, fechando a porta e isolando-os do mundo.
Débora se aproximou, os olhos fixos nos dele, e começou a desfazer os botões da camisa com mãos ágeis.
— Calma, leoa... — provocou, o tom carregado de desejo e desafio. — Tá com pressa? Nem quer saber meu nome?
— Cala a boca. — respondeu ela, seca, mas com um sorriso malicioso nos lábios.
Ele segurou o queixo dela, aproximando o rosto. O olhar percorreu cada detalhe: os olhos intensos, os lábios vermelhos, a pele quente. A mão deslizou pelo rosto, descendo pelo pescoço até repousar na coxa dela.
— Nossa... Que delícia... — murmurou, os olhos meio fechados de prazer. — É só isso que consegue fazer?
Débora respirou fundo, estremecendo. O rapaz inclinou-se e roçou os lábios no pescoço dela, alternando entre beijos e mordidas suaves. Ela fechou os olhos, deixando escapar um suspiro.
Débora retribuiu, aproximando-se ainda mais, e o toque dela no pescoço dele fez o rapaz estremecer, como se cada gesto fosse uma provocação calculada. O carro se tornou um espaço carregado de tensão, onde cada olhar e cada toque eram mais intensos que qualquer palavra.
O rapaz já sem camisa inclinou-se sobre Débora, o olhar escuro percorrendo cada curva dela com desejo evidente. Com movimentos lentos, começou a deslizar o vestido para baixo, saboreando cada segundo até deixá-la apenas de sutiã.
A mão dele percorreu a coxa dela, subindo devagar, explorando cada detalhe da pele quente. Quando retirou a calcinha, fez questão de segurá-la por um instante, observando a renda preta com um sorriso safado. Débora mordia os lábios, provocando, os olhos semicerrados em pura malícia.
Dentro do carro, o mundo parecia esquecido. A música da festa era apenas um eco distante; ali dentro, só existia o calor dos dois. Ele retirou o sutiã dela e o jogou no chão do carro, aproximando-se para segurar seu pescoço com delicadeza, aspirando o perfume doce que vinha da pele.
— Você cheira bem... — murmurou no ouvido dela, deixando o hálito quente percorrer sua nuca, antes de deslizar a língua lentamente.
Débora arqueou o corpo, respirando fundo, entregue ao momento.
— Então continua... — respondeu quase sem forças, a voz trêmula de prazer.
Ele sorriu, provocador, e manteve os beijos, descendo pelo corpo dela sem pressa.
— Claro... Vou fazer você gemer alto, sentir tanto prazer que vai pedir pra repetir quando amanhecer.