Mundo de ficçãoIniciar sessãoSinopse Lara Oliveira estava a um passo de ter o final feliz que sempre sonhou. No dia do noivado, flagra o homem que amava há cinco anos em uma cena íntima com a própria irmã. Traída e destruída, ela foge para um bar, decidida a apagar aquela noite da memória. O que começa como uma noite de pura rebeldia e prazer se transforma em algo muito mais perigoso quando ela descobre que os dois homens maduros, dominantes e irresistíveis que a fizeram se sentir viva novamente são os tios de André. Entre desejo proibido, paixão avassaladora e segredos que podem destruir tudo, Lara se vê presa no meio de um triângulo proibido com dois irmãos que a querem por inteiro, corpo, alma e sem limites. O que era para ser apenas uma vingança se torna uma obsessão. E quanto mais ela se entrega, mais percebe que não quer escapar. Em um jogo de desejo, poder e sentimentos proibidos, até onde você iria por um amor que desafia todas as regras?
Ler maisCapítulo 69 – Cuidado Pietro Farias Eu observava tudo da porta da suíte de hóspedes. Violeta e Julieta moviam-se com a precisão de quem tinha feito aquilo centenas de vezes no hospital. A banheira estava cheia de água morna, espuma alta e o cheiro suave de sais minerais e lavanda se espalhava pelo banheiro. A vó Clara, embrulhada em um roupão macio que as meninas tinham comprado especialmente para ela, olhava a banheira com uma mistura de desconfiança e curiosidade. — Vocês vão me afogar nessa espuma toda — ela resmungou, mas a voz não tinha força de verdade. — Não vamos — Julieta respondeu, já testando a temperatura com o pulso. — A senhora vai só sentar, relaxar e deixar a gente cuidar. Eu me aproximei por trás das duas e pousei uma mão em cada cintura. — Eu fico por perto se precisarem de alguma coisa. Violeta virou o rosto e me deu um sorriso cansado, mas grato. — A gente resolve. Vai organizar os papéis do hospital para amanhã. Obedeci. Saí do quarto, mas deix
Capítulo 68 – Estrada de Volta Julieta Matos O sol ainda estava baixo quando o motorista começou a organizar o porta-malas. Eu observava de braços cruzados, o roupão leve por cima da roupa de viagem, a barriga já um pouco mais presente sob o tecido. Duas grelhas grandes de mangas e maçãs, presentes teimosos da vó, foram acomodadas com cuidado no fundo. Depois vieram as nossas malas, a de Pietro e, por último, as duas malas antigas da vó Clara. Ela tinha empacotado com aquele jeito de quem não sabe se vai voltar tão cedo. A vó estava parada na varanda, as mãos apertando a alça da bolsa de mão. Os ombros tensos. O olhar ia da casa para a estrada de terra e voltava de novo. Eu conhecia aquele nervosismo. Era o mesmo que ela tinha quando a gente era criança e precisava ir ao médico na cidade. Pietro terminou de dar as últimas instruções ao motorista e veio até mim. A mão grande pousou na minha nuca, o polegar fazendo um círculo lento. — Tudo certo? — perguntou baixo. — Ela
Capítulo 67 – Última Tarde Violeta Matos O sol já inclinava quando eu fechei a última mala. O quarto estava mais vazio. As roupas que tínhamos trazido voltavam para as bolsas, os roupões dobrados, os sapatos alinhados perto da porta. O cheiro de sabonete de glicerina e de madeira antiga da casa ainda impregnava tudo. Eu passei a mão pela colcha de retalhos que a vó tinha colocado na cama e senti um aperto no peito. Julieta estava do outro lado do quarto, dobrando uma camiseta com mais força do que o necessário. Pietro entrava e saía, resolvendo tudo: falava com o motorista, confirmava o horário da saída, organizava a cesta de frutas que a vó insistia em mandar conosco. A cada vez que ele passava por mim, a mão dele encontrava minha cintura ou a barriga, um toque rápido e firme, como se quisesse me lembrar que estava ali. Eu respirei fundo e saí para a varanda. A vó Clara estava sentada na cadeira de balanço, descascando laranjas com a mesma faca velha de sempre. O avental flori
Capítulo 66 – Exames Julieta Matos Saímos do banheiro com o cabelo ainda úmido e o corpo leve de um jeito que só o sexo intenso conseguia deixar. Pietro ia no meio, uma mão na minha cintura e a outra na de Violeta, como se ainda precisasse nos ancorar depois de tudo. O cheiro de sabonete e pele quente ia conosco pelo corredor. Eu ainda sentia o latejar gostoso entre as pernas e a marca dos dedos dele na minha cintura. Violeta estava corada, os lábios inchados, o olhar mole de satisfação. A vó Clara estava na cozinha quando chegamos. O cheiro de comida caseira já enchia a casa: arroz, feijão, alguma carne assada e o aroma doce de banana frita. Ela virou o rosto, olhou os três de cima a baixo e soltou uma risadinha curta. — Demoraram bastante no banho, hein? — comentou, sem nenhuma discrição. — O genro saiu daqui com cara de poucos amigos e voltou com cara de quem resolveu o problema. Pietro apenas limpou a garganta, mas o canto da boca dele se ergueu. Eu rolei os olhos, ainda se





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