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Capítulo 6 — A virgem que o deixou marcado

Eram 7h09 da manhã quando Ruan começou a despertar. O sol atravessava as cortinas pesadas das grandes janelas, iluminando o quarto com uma luz dourada. Ele deslizou a mão pelos cabelos claros, ainda sonolento, e depois buscou instintivamente o lado do colchão. Mas não encontrou Graziele.

Franziu o cenho, abriu os olhos de repente e suspendeu a cabeça. O espaço ao lado estava vazio. Apenas o lençol branco manchado de sangue denunciava o que havia acontecido. Um arrepio percorreu seu corpo: a prova de que ela era virgem.

— Onde está ela... Por que foi embora tão cedo? — murmurou para si mesmo. — Cadê ela?...

Sua voz estava carregada de frustração. Tentava buscar respostas no silêncio do quarto. Seus olhos se fixaram na mancha, e um sorriso breve, quase irônico, surgiu em seus lábios.

— Ah... Débora, você é tão pura e inocente.

Ele se virou para o lado e então viu algo na cabeceira da cama. Um pequeno brilho dourado chamou sua atenção. Era um colar com pingente. Ruan o pegou com cuidado, girando-o entre os dedos. O sorriso se manteve por um instante, até que seus olhos se fixaram no nome gravado.

Graziele.

O semblante dele mudou imediatamente. O sorriso desapareceu, substituído por uma expressão dura. Apertou o colar na mão com força, como se quisesse esmagar a revelação. Levantou-se da cama, passou a mão pela cabeça em irritação e murmurou:

— Esse colar... Esse colar com o nome Graziele... Não é da Débora. Aquela não era a Débora, a filha mais velha deles... Aquela então era a filha mais nova.

Com passos firmes, foi até o armário. Abriu uma pequena gaveta com a chave, colocou o colar dentro e trancou novamente. O som metálico da fechadura ecoou no quarto silencioso.

Ruan começou a andar de um lado para o outro, o corpo rígido, os olhos azuis faiscando de raiva e uma sensação de vazio por dentro após Graziele deixar o seu apartamento sem dar a mínima satisfação.

— Graziele... — resmungou baixinho, o nome saindo como um veneno derramado. — Então eles me trouxeram a virgem errada. Como ousaram me enganar dessa forma. Eles só devem estar ficando malucos! — Apertou um pouco o punho.

O quarto, antes iluminado pelo sol suave da manhã, agora parecia pesado, carregado pela fúria contida de Ruan Martel. O colar trancado no armário era mais que um objeto: era a prova da mentira que ele não estava disposto a perdoar.

— Eu vou atrás de você, Graziele... — afirmou Ruan, o olhar fixo na porta do quarto por onde ela provavelmente havia saído. — Agora eu quero você, não a Débora... Somente você. Quero ver se vou ser enganado dessa vez!

O tom da voz dele ecoava no silêncio do quarto, carregado não apenas de raiva, mas também de desejo, poder e domínio. Era a certeza de que queria Graziele e não aceitaria ser enganado outra vez.

Permaneceu alguns minutos em pé, imóvel, como se estivesse absorvendo cada detalhe da noite anterior. Depois, com passos firmes, entrou no banheiro. A água fria escorria sobre seu corpo, acalmando a fúria, mas não apagando a determinação. Vestiu-se com precisão: camisa impecável, paletó alinhado, óculos ajustados sobre o rosto.

Na cozinha, comeu algo rápido que já estava preparado pela empregada. O gesto foi automático, sem atenção ao sabor. O relógio em seu pulso marcava o tempo, lembrando-o da urgência.

Saiu do apartamento rapidamente. No corredor, algumas pessoas o cumprimentaram com respeito, inclinando a cabeça. Todos sabiam da sua influência: não apenas um dos maiores empresários, mas herdeiro de um nome que carregava peso por gerações. Ruan Martel. Don Ruan.

Ao chegar à garagem, seu motorista já o aguardava. O carro preto brilhava sob a luz da manhã. O relógio marcava exatamente 7h00.

— Bom dia, senhor Martel! — disse Isaque, abrindo a porta enquanto Ruan entrava sem pressa. — Parece que não teve uma ótima noite de sono, né?

Ruan colocou o cinto de segurança, ajeitando o paletó com calma.

— Apenas alguns problemas... — respondeu, a voz baixa e firme. — Vou precisar sair mais cedo hoje, tenho que resolver algo muito sério com alguém.

Isaque assentiu, ajustando-se no banco do motorista.

— Ok! Algo que a família Martel precisa saber, senhor?

Ruan desviou o olhar para a janela, observando a cidade despertar.

— Não! É algo pessoal. — disse, enquanto Isaque dava a ré no carro. — Quando eu sair, quero que me leve ao endereço daquela senhora que veio aqui ontem...

— A senhora Samara?

— Isso.

— Sim, senhor. — respondeu Isaque prontamente.

Ruan retirou um pequeno papel do bolso, onde estava anotado o endereço. Entregou ao motorista com um gesto firme.

— Vamos ver se ela vai ter a cara de pau de mentir... — resmungou baixinho, colocando um dos dedos no canto da boca, o olhar frio e calculista. — Em troca da sua mentira, eu não irei querer nenhum pagamento... Apenas ela.

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