Mundo de ficçãoIniciar sessãoLarissa Alexandra Botelho jamais imaginou que o amor pudesse ser uma armadilha tão perigosa quanto a pobreza. Criada em meio a dificuldades no interior de Minas Gerais, aprendeu cedo que sonhos românticos não enchem a mesa de jantar. Depois da morte da mãe e com o pai adoentado, ela se mudou para Atenas em busca de trabalho - determinada, discreta e com um coração que ainda acreditava, secretamente, na força do amor. Mas o destino a colocaria diante de um homem capaz de abalar todas as suas convicções. Nikolaus Andreadis - ou simplesmente Niko, como apenas os íntimos ousavam chamá-lo - era o CEO do império Andreadis Shipping, uma das maiores empresas marítimas da Grécia. Jovem, bilionário e frio, era conhecido tanto pela competência nos negócios quanto pela incapacidade de confiar em alguém. Para o mundo, ele era a definição de sucesso. Mas por trás da postura impenetrável e dos ternos perfeitamente alinhados, escondia-se um homem que carregava cicatrizes profundas - uma traição familiar e uma promessa feita ao avô no leito de morte: manter o controle da empresa a qualquer custo. Larissa trabalhava como tradutora em um evento corporativo da Andreadis Shipping quando o caminho dos dois se cruzou pela primeira vez. Um mal-entendido, um olhar demorado e uma proposta que ela jamais esperaria ouvir.
Ler maisEla só queria cumprir o contrato… ele queria muito mais.
Larissa Alexandra Botelho jamais imaginou que o amor pudesse ser uma armadilha tão perigosa quanto a pobreza. Criada em meio a dificuldades no interior de Minas Gerais, aprendeu cedo que sonhos românticos não enchem a mesa de jantar. Depois da morte da mãe e com o pai adoentado, ela se mudou para Atenas em busca de trabalho — determinada, discreta e com um coração que ainda acreditava, secretamente, na força do amor. Mas o destino a colocaria diante de um homem capaz de abalar todas as suas convicções. Nikolaus Andreadis — ou simplesmente Niko, como apenas os íntimos ousavam chamá-lo — era o CEO do império Andreadis Shipping, uma das maiores empresas marítimas da Grécia. Jovem, bilionário e frio, era conhecido tanto pela competência nos negócios quanto pela incapacidade de confiar em alguém. Para o mundo, ele era a definição de sucesso. Mas por trás da postura impenetrável e dos ternos perfeitamente alinhados, escondia-se um homem que carregava cicatrizes profundas — uma traição familiar e uma promessa feita ao avô no leito de morte: manter o controle da empresa a qualquer custo. Quando o conselho dos acionistas exige que Niko se case antes de assumir o controle total do conglomerado — conforme estipulado no testamento do avô — ele vê o casamento não como um ato de amor, mas como uma estratégia. E é nesse ponto que o destino une duas almas improváveis. Larissa trabalhava como tradutora em um evento corporativo da Andreadis Shipping quando o caminho dos dois se cruzou pela primeira vez. Um mal-entendido, um olhar demorado e uma proposta que ela jamais esperaria ouvir. Diante da necessidade urgente de dinheiro para pagar o tratamento médico do pai, Larissa aceita ouvir o plano de Niko — mesmo sem acreditar que aquilo pudesse ser real. > “Eu não quero amor, Srta. Botelho”, ele disse, com a voz grave e fria como o mar ao entardecer. “Quero um acordo. Um contrato. Um casamento que dure o tempo necessário para resolver o que preciso. Em troca, você terá segurança, dinheiro e… liberdade quando tudo terminar.” Larissa sabia que aquilo era loucura. Mas a alternativa — ver o pai morrer sem tratamento — era insuportável. Assim, com o coração dividido entre o medo e a necessidade, ela aceita o contrato. E o que começa como um acordo de conveniência logo se transforma em algo mais complexo. Vivendo sob o mesmo teto, Larissa descobre um Niko que o mundo não conhecia: o homem por trás do CEO. Entre jantares de fachada, viagens corporativas e a convivência silenciosa nas madrugadas de Atenas, os dois começam a se aproximar. Ele, intrigado pela coragem e pela simplicidade dela. Ela, fascinada pela humanidade que existia sob a armadura dele. Mas o contrato tinha cláusulas claras: nenhum envolvimento emocional. E ambos juraram respeitá-las. Enquanto Niko luta contra o sentimento crescente que o desafia a abandonar o controle, Larissa tenta esconder o coração que insiste em se apaixonar por alguém que, teoricamente, nunca seria seu. Só que a paixão não respeita cláusulas. E, com o tempo, o que era um acordo começa a se transformar em algo que nenhum dos dois consegue controlar. Larissa, com seu olhar marcante e alma gentil, começa a quebrar as defesas de Niko. Ele passa a vê-la não como uma funcionária temporária, mas como uma mulher que o faz lembrar do que é sentir — algo que ele jurou nunca mais permitir. E, quando ela sorri, ele sente que o mundo — antes regido por lucros e estratégias — ganha cor, som e calor. Porém, o passado de Niko retorna como uma tempestade. Helena Markatos, sua ex-noiva e herdeira de um grupo rival, ressurge disposta a destruir o casamento “de conveniência” que ameaça sua própria posição social. Ela sabe o ponto fraco de Niko — a honra — e usa isso para semear dúvidas, ameaçando revelar à mídia que o casamento dele é uma farsa legal. Ao mesmo tempo, Larissa descobre algo que Niko havia omitido: o contrato de casamento incluía uma cláusula que a impedia de se separar sem seu consentimento antes de um ano completo. Traída e magoada, ela decide se afastar, mas o destino a impede — o pai adoece novamente, e ela precisa da ajuda de Niko mais do que nunca. É então que Niko percebe a dimensão do erro que cometeu. Pela primeira vez em sua vida, ele não quer vencer uma negociação — quer se redimir. Ele rompe contratos, enfrenta acionistas e desafia a própria lógica que sempre o guiou, tudo para reconquistar Larissa. > “Eu pensei que pudesse controlar tudo… até você, Larissa. Mas você é o único acordo que o meu coração não sabe como encerrar.” A partir daí, o amor entre os dois deixa de ser um jogo de aparências e se torna uma luta real — contra as expectativas, contra o orgulho e contra os fantasmas do passado. No desfecho, Larissa precisa decidir se confia novamente no homem que a feriu, e Niko precisa provar que é capaz de amar sem contratos, cláusulas ou condições. Sob o pôr do sol dourado do Mediterrâneo, o CEO grego e a mulher brasileira que entrou em sua vida por acaso descobrem que o verdadeiro amor não se negocia — se conquista. > “Você me ensinou que contratos terminam… mas promessas verdadeiras duram para sempre.” E, quando o mar se acalma, o que resta entre eles é apenas o som do vento e o toque das mãos que finalmente se encontram — livres de qualquer assinatura, mas seladas por algo muito mais poderoso: o amor.O tempo passou como o vento sobre o mar — constante, invisível, e cheio de lembranças.Helena e Adrian viveram entre viagens, exposições e concertos.A música deles, que nasceu no farol de Akrotiri, cruzou fronteiras e corações.Mas nada os tocava tanto quanto voltar àquela casa branca na encosta, onde o mar batia e o passado sussurrava.Freya e Leo já haviam envelhecido, mas ainda caminhavam de mãos dadas pelas falésias.Zoe, a matriarca silenciosa, partira há alguns anos — deixando uma última carta para todos os Andreadis, onde dizia:> “O mar nunca se cansa de voltar, mesmo depois das tempestades.Que vocês também saibam voltar, uns aos outros.”Helena lia essa carta com frequência, como quem escuta uma canção antiga.E cada vez que lia, o coração dela batia no mesmo ritmo das ondas.Certa manhã, ela recebeu uma notícia que a fez parar por alguns minutos, o papel tremendo entre os dedos.O Museu da Luz queria celebrar os 50 anos da primeira exposição da família Andreadis — desde “O
O farol de Akrotiri se tornara o coração do novo projeto.Helena e Adrian passavam as manhãs entre gravações e ensaios, e as noites sob o mesmo céu que um dia iluminara os amores de Larissa, Niko, Zoe, e Freya.O vento carregava memórias, e ela jurava ouvir vozes antigas em cada sopro do mar.O sucesso de A Promessa das Marés se espalhou pela Grécia e pela Europa.Críticos chamavam de “a arte que escuta o planeta”.Mas para Helena, era mais íntimo do que isso.Cada nota representava uma conversa entre ela e Adrian — entre o que era dito e o que ficava no silêncio.O amor deles cresceu como a maré: lento, irresistível, cheio de profundezas.Mas, como toda maré, também trouxe suas correntes traiçoeiras.---Certa manhã, Adrian recebeu um convite para integrar a Filarmônica de Lisboa.Era o sonho que ele havia abandonado anos antes — e a oportunidade que sua família sempre esperara.Quando mostrou o e-mail para Helena, ela sorriu, mas o olhar vacilou por um instante.— Isso é incrível, A
O amanhecer em Santorini tinha um som diferente para Helena Karalis-Andreadis.Ela costumava dizer que o mar falava — não com palavras, mas com ritmos.Enquanto o mundo despertava, ela caminhava descalça pela areia fria, o vento trazendo o cheiro de sal e pedra vulcânica.Tinha vinte e três anos e o mesmo olhar azul-acinzentado que havia encantado o pai desde o dia em que nascera.Filha de uma fotógrafa e de um geólogo, crescera entre câmeras, fósseis e livros de poesia.Mas o que realmente a definia era a sua escuta.Helena ouvia o que os outros não percebiam — o som das marés, o pulsar das rochas, o silêncio entre as notas de uma canção.Desde pequena sofria de uma perda auditiva parcial no ouvido esquerdo, consequência de um parto difícil durante uma tempestade.Por isso, aprendeu a traduzir o mundo de outro modo: através das vibrações, da luz e das emoções.Quando todos viam ruído, ela via harmonia.---Depois de estudar arte sonora em Paris, Helena voltou à Grécia para montar um
A casa branca no alto das falésias de Santorini amanhecia envolta em luz dourada.As janelas abertas deixavam entrar o cheiro do mar e o som das ondas batendo nas rochas.No ateliê, pincéis, câmeras e pedras vulcânicas se misturavam sobre a mesa — um retrato perfeito da vida que Freya Jónsson-Andreadis e Leo Karalis haviam construído.O amor deles não era mais uma explosão.Era um fogo constante, firme, que aquecia sem destruir.E naquela manhã, esse fogo estava prestes a se transformar em algo maior.Freya segurava o pequeno exame nas mãos, o sorriso trêmulo, o coração acelerado.Leo, ao entrar no quarto, percebeu imediatamente.— Aconteceu alguma coisa?Ela levantou o olhar, as lágrimas brilhando.— Sim… estamos esperando um filho.O silêncio que se seguiu foi quase sagrado.Leo se aproximou devagar, como quem teme acordar de um sonho.Depois, sorriu — um sorriso cheio de surpresa, medo e ternura.— Um filho…— Ou uma filha, — ela completou. — De qualquer forma, será uma chama nossa
O vento soprava salgado e quente em Creta naquela manhã.Freya acordou com o som das ondas batendo nas rochas e o cheiro de café recém-feito.Leo estava na varanda, de costas, o sol dourando-lhe a pele bronzeada.Ela o observou em silêncio — o homem que tentara fugir do amor e acabara se rendendo a ele.Aquele que dizia ser feito de fogo, mas que agora aquecia em vez de queimar.— Está acordada, — ele disse sem virar o rosto.— Há muito tempo. Tentando acreditar que você é real.Ele riu baixinho.— A luz do mar faz isso. Faz a gente acreditar no impossível.— Não. Você faz isso.Ele se virou, e o sorriso dele era um nascer do sol.---Durante semanas, viveram entre o mar e o fogo.Ela fotografava crateras, ele estudava rochas.Mas, no fundo, estudavam um ao outro — suas falhas, seus medos, suas formas de amar.Freya descobriu que Leo tinha uma cicatriz no ombro, resultado de um acidente em uma expedição anterior.Ele quase perdera um colega, e desde então, carregava a culpa como se fo
O sol se punha atrás das colinas de Santorini, tingindo o céu de cobre e lilás. Na varanda da casa branca que abrigara três gerações dos Andreadis, Freya Jónsson-Andreadis observava o mar, com a velha câmera da mãe pendurada no pescoço. Aos 24 anos, era uma mistura curiosa: o olhar poético de Iris, o espírito prático de Erik, e a impaciência criativa que vinha de Larissa. Falava quatro idiomas, fotografava com a alma e via o amor como um fenômeno meteorológico — inevitável, belo e destrutivo. Freya havia herdado o estúdio da mãe e o transformado em uma galeria aberta para artistas jovens. Mas o sucesso repentino e a fama não lhe traziam paz. Sentia que algo lhe faltava — algo que nenhuma exposição, nenhum prêmio, nenhum aplauso poderia preencher. Talvez fosse o eco de uma história que ainda não havia começado. --- Naquela noite, a ilha recebia uma equipe internacional de filmagem para um documentário sobre o “Fogo e o Mar”, uma série sobre vulcões e mares do Mediterrâneo. Fr





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