O céu sobre Vouliagmeni estava tingido de dourado quando o carro preto estacionou diante da mansão principal dos Andreadis.
O vento trazia o perfume das magnólias, e o mar, logo abaixo dos penhascos, murmurava como se guardasse histórias que ninguém ousava contar.
Larissa observou a fachada imponente à sua frente — colunas de mármore, varandas abertas, o brasão da família gravado sobre a entrada.
Era o lar onde Niko havia crescido.
E, segundo Alexis, o lugar que ele mais evitava voltar.
— A senhora Elena o aguarda para o jantar — informou o motorista, abrindo a porta.
Ela respirou fundo e desceu.
Estava linda — mas simples — em um vestido de seda azul, sem excessos. O colar com a pedra azul pendia no pescoço como uma ironia: presente do homem que agora seria julgado pela própria mãe.
Elena Andreadis a esperava no topo das escadas, rígida e elegante.
Os cabelos grisalhos estavam presos num coque perfeito, e o olhar — o mesmo olhar cortante de Niko — atravessava a alma.
— Então você é L