O convite chegou no final da manhã, entregue em um envelope branco, com o brasão dourado dos Markatos.
Dentro, apenas uma frase escrita em letra elegante:
> "Larissa, precisamos conversar. - H.M."
Nada mais.
Mas o tom da mensagem era claro: não era um pedido. Era uma convocação.
Larissa sabia que Niko jamais aprovaria aquele encontro.
Ele a advertira, na noite anterior: "Fique longe de Helena."
Mas a fotografia marcada com o "X" ainda estava fresca na memória - e o nome de Helena era o único que fazia sentido.
Então, duas horas depois, ela estava diante dos portões da villa Markatos, no alto de uma colina com vista para o mar.
O lugar exalava poder e decadência - mármores polidos, colunas brancas, jardins meticulosamente desenhados.
Um mordomo a conduziu até o salão principal.
Helena a esperava ali, impecável em um vestido carmim, um sorriso frio pintado nos lábios.
Os olhos - cinza, cortantes - a estudaram da cabeça aos pés.
- Larissa Botelho-Andreadis. - O tom era doce, mas afiado.