đđ« CapĂtulo 12 - A Promessa das MarĂ©s (Parte III: As Vozes da Eternidade)
O tempo passou como o vento sobre o mar â constante, invisĂvel, e cheio de lembranças.
Helena e Adrian viveram entre viagens, exposiçÔes e concertos.
A mĂșsica deles, que nasceu no farol de Akrotiri, cruzou fronteiras e coraçÔes.
Mas nada os tocava tanto quanto voltar Ă quela casa branca na encosta, onde o mar batia e o passado sussurrava.
Freya e Leo jå haviam envelhecido, mas ainda caminhavam de mãos dadas pelas falésias.
Zoe, a matriarca silenciosa, partira hĂĄ alguns anos â deixando uma Ășltima carta para todos os Andreadis, onde dizia:
> âO mar nunca se cansa de voltar, mesmo depois das tempestades.
Que vocĂȘs tambĂ©m saibam voltar, uns aos outros.â
Helena lia essa carta com frequĂȘncia, como quem escuta uma canção antiga.
E cada vez que lia, o coração dela batia no mesmo ritmo das ondas.
Certa manhĂŁ, ela recebeu uma notĂcia que a fez parar por alguns minutos, o papel tremendo entre os dedos.
O Museu da Luz queria celebrar os 50 anos da primeira exposição da famĂlia Andreadis â desde âO