Os dias seguintes ao jantar com Elena Andreadis foram silenciosos na mansão.
Niko mergulhara no trabalho, e Larissa, entre os corredores de mármore e o som distante do mar, sentia o peso das perguntas que a assombravam.
A imagem da sogra, altiva e enigmática, ecoava em sua mente:
> “A mulher que ele amava morreu. E com ela, parte dele.”
Larissa não deveria se importar. O contrato não incluía curiosidade emocional.
Mas algo em sua natureza — e talvez algo em seu coração — se recusava a aceitar o silêncio como resposta.
Naquela manhã, a casa estava vazia.
Niko havia saído cedo para uma reunião no porto de Piraeus, e Alexis acompanhava-o como sempre.
Larissa aproveitou para explorar o escritório privado do marido — um cômodo que ele mantinha trancado, mas que, naquela manhã, estava curiosamente destrancado.
O ambiente era frio, minimalista, e ainda assim… vivo.
Livros de filosofia e economia, pastas organizadas por cor, fotos antigas em molduras de prata.
Ela se aproximou de uma delas —