Mundo de ficçãoIniciar sessãoMarina Vasques, que estava ocupada no trabalho, estava com dor de cabeça para explicar ao avô doente que seu noivo a havia traído. Enquanto olha Kostas Ioannidis, que veste como um mendigo, e consegue evitar a segurança até chegar na frente dela, de repente Alice pensou em uma boa ideia: Contrato de casamento. Kostas, que estava se esquivando, olhou para Marina que parecia ser rica, lambeu os dentes, assentiu e concordou com o pedido de Marina. Depois do casamento... Marina de repente descobriu que o marido que ela comprou parecia saber um monte de coisas, e quanto mais ele olhava para ele, mais desconfiado ele ficava. Kostas: Eu sou tão inocente, você duvida de mim?
Ler maisPOV de Marina Vasques
O meu nome é Marina Vasques, eu tenho vinte e dois anos. Aos olhos do meu avô eu sou a sucessora dele, a única herdeira legitima que ele reconhece. A minha vida toda girou em torno disso, a minha infância foi passada nos melhores colégios, com a melhor formação e toda ela para me preparar para ser a próxima CEO do grupo Vasques, fundado pelo meu avô.
Eu tive tudo para ter uma infância feliz, mas ao mesmo tempo não tive nada.
A minha mãe morreu quando eu era apenas uma bebé, uma paragem cardíaca segundo me disseram, eu não tenho recordações dela. E sei que o meu avô nunca se conformou com a morte da filha, da única filha, e depois disso eu era a única que lhe restava e ele é o único que me resta.
O meu pai refez a vida logo após a morte da minha mãe, ele casou com Lucia, e pouco tempo depois ela ficou grávida e nasceu a minha meia-irmã, Rebeca, a filha adorada deles, a única que merecia a atenção e o amor deles. E eu fui sempre vista como a intrusa, como alguém que não pertencesse ali, e muitas vezes ouvi da minha madrasta que eu nunca devia ter nascido, que fui um deslize, um acidente.
Mas, ninguém nasce por acidente.
Em casa do meu pai o ambiente nunca foi bom para mim, eu e Rebeca crescemos e começamos-mos a distanciar. As brigas eram constantes, assim como as disputas, e tudo servia de motivo para Rebeca me atacar, se vitimizar, me espezinhar. Ela não me via como uma irmã, mas sim como uma rival. E eu comecei a perceber que eramos rivais, tudo para ela era um motivo de disputa, de competição, e eu fui ficando como ela em alguns aspetos.
Ela fazia de tudo uma competição comigo, ela fazia de tudo para ser melhor que eu, para ser superior a mim. Mário, o nosso pai, ficava sempre do lado dela. Isso provocava um desconforto e desavenças no relacionamento com o meu pai e com a minha madrasta que ficavam sempre do lado dela e nunca do meu mesmo tendo eu a razão.
Com tudo o que se passou com a minha mãe eu vi no meu avô a única família, pois eu não me sentia família do meu pai e nem da nova família que ele tinha criado. O meu avô é tudo para mim, e tudo o que eu sou devo a ele.
Atualmente ele luta contra um problema cardíaco grave que tem vindo a agravar ao longos dos anos, e neste momento ele está internado e hoje eu iria surpreendê-lo com uma visita.
Eu estava a poucas dias de me casar, e eu sei que ele queria muito isso, e eu vou cumprir com esse desejo, eu vou casar com Diogo.
Eu andava pelos corredores do hospital, era um misto de emoções, feliz por ainda o ter, a dor de saber que o iria perder a qualquer momento, e ele é tudo o que eu tenho. O único que não me encara como um erro, como alguém não desejado.
Eu paro à porta do quarto do meu avô, respiro fundo, componho a minha roupa e empurro a porta suavemente para não o assustar.
Eu entro e noto que algo está errado, o quarto não estava no silêncio habitual. Não era apenas os sons constantes dos bips das máquinas que o mantinham vivo. Havia mais.
Eu ouvi sons. Baixos e abafados e não eram os bips das máquinas que mantinham o meu avô vivo. Eram gemidos. O meu coração acelera enquanto eu percorro o quarto como os meus olhos procurando a origem do barulho.
O som vinha da casa de banho. O som era-me familiar, feminino.
O meu corpo treme de forma involuntária.
Eu entro, de forma automática e vou de encontro ao barulho, com o coração a bater forte, descompensado, como que me a avisar que eu não devia abrir aquela porta, mas eu abri, com as mãos trémulas, eu empurro a porta lentamente.
Eu vi Rebeca, a minha meia-irmã, encostado lavatório, como os lábios colados aos de Diogo, o meu noivo, eles beijavam-se, tocavam-se, era palpável o desejo que eles sentiam um pelo outro.
As mãos de Diogo no corpo de Rebeca como se aquele fosse o lugar preferido dele. O meu chão fugiu debaixo dos meus pés.
- Como foram capazes? – digo num tom meio que tremido e eles olham para mim
- Oh – diz-me Rebeca com ironia – Não era suposto teres nos visto já – diz-me ela com o tom que ela sempre usa comigo, de superioridade
- Marina, isto não o que parece – diz Diogo, o que me deixa irritada
- Não? – pergunto-lhe – Explica-me – digo a Diogo
Rebeca ri, despreocupada, ela ri da minha cara.
- Ele nunca foi teu – diz-me ela com o ar de arrogante e puxa Diogo para junto dela – Ele tem uma opção muito melhor – diz-me ela referindo-se a ela própria
As palavras dela doíam. Feriam. Destruíam.
- Isso não é verdade – digo e olho para Diogo e para Rebeca e ambos me encaram e eu olho para Diogo esperando que ele negasse, que ele me desse um sinal, mas ele não fez nada, ele manteve-se ao lado de Rebeca que tinha um sorriso inabalável no rosto.
O silêncio dele confirma as palavras de Rebeca e isso dói, dói muito.
- Vou contar ao meu avô – digo-lhes e volto as costas – Ele precisa de saber disto – digo-lhes já de costas voltadas para eles
Rebeca aproxima-se de mim e eu faço sinal para ela não se chegar mais perto, sinto nojo dela. Pois, mesmo de costas voltadas eu ouvi os passos dela.
- Vais mesmo? – pergunta Rebeca num tom demasiado confiante – Hoje? Agora? – pergunta ela de forma irónica e num tom confiante que ela não o faria – Se queres ser responsável pela morte dele, força – diz-me Rebeca confinante nas suas palavras
Ninguém falou durante vários segundos, porque a possibilidade era monstruosa, mas que fazia todo o sentido, demasiado sentido.Pedro foi o primeiro a recuperar do choque.- Existe uma forma de saber se ele é ou não pai de Rebeca – diz Pedro e Marina levantou os olhos imediatamente e o encarou – ADN – diz ele e fica em silêncio- Precisamos de uma amostra da Rebeca – diz Marina e Kostas assentiu com a cabeça – E outra de Álvaro – diz ela e ali o problema tornou-se imediatamente óbvio.Álvaro era praticamente inacessível, ele era e estava sempre protegido, sempre controlado, sempre rodeado de segurança, mas então Marina lembrou-se de algo. Algo pequeno, algo que até poderia ser insignificante, mas durante uma das reuniões que ele tinha feito com ela, ele tinha bebido vinho, num copo, que ela acabou por guardar porque na altura ela desconfiava dele e porque ela tinha o medo real de ele colocar algo na bebida dela e ele bebeu do copo dela por perceber que ela estava com esse receio.Ela t
O regresso a casa tornou-se insuportável. Ninguém falava, pois, ninguém conseguia falar. Porque o nome continuava a ecoar dentro da cabeça de Marina. Lúcia.A mulher que conseguiu destruir a infância dela. A mulher que passou anos ao lado do seu pai. A mulher que alimentou a inveja de Rebeca sobre ela. A mulher que sempre aparecia. A mulher que sempre a humilhou, que sempre a maltratou. Sempre ela.Ela estava em todas as histórias, em todos os segredos, como se ela fosse uma sombra. E por mais aterrorizador que parecesse, agora fazia todo o sentido.Quando chegaram à propriedade antiga de Josué, Marina foi diretamente para o escritório. Ela não disse uma única palavra que fosse. Ela não esperar por ninguém. Ela espalhou novamente os documentos sobre a mesa, desde fotografias, datas, cartas, tudo.Ela precisava de perceber, ela precisava de encontrar a ligação, Pedro entrou poucos minutos depois.- Marina – diz Pedro e ela nem levantou os olhos- Há quanto tempo conheces a Lúcia? – per
Eles revistaram o apartamento durante horas. Eles abriram as gavetas, caixas, armários. E eles não encontraram nada. Até que Célia encontrou algo.- Aqui – diz Célia e todos se aproximaram dela imediatamente.Era uma tábua solta no chão, escondida debaixo de um armário antigo. E dentro, um envelope. Amarelado pelo tempo, ainda fechado, completamente selado, nunca enviado apesar de o selo indicar que aquilo deveria ter seguido pelo correio anos antes, muitos anos antes.Marina abriu-o com cuidado, muito cuidado.A mãos dela tremiam.A letra era elegante e claramente feminina.E o nome do destinatário fez o sangue dela gelar de imediato.Álvaro.O silencio foi absoluto e Marina respirou fundo antes de começar a ler a carta.“Álvaro, Se estás a ler esta carta, significa que eu finalmente desisti de esperar que mudesPassei anos a acreditar que ainda existia bondade em ti, Que existia algo humano em ti.Mas agora compreendo que amas o controlo mais do que amas as pessoas.Um dia vais de
Nessa noite, Marina não conseguiu dormir, mais uma vez.Mas desta vez não era por medo, era a estratégia que ela fazia mental que não a deixava dormir.Ela levantou-se a meio da noite, desceu e sentou-se no escritório escuro, ela observava a fotografia de Beatriz.A mulher que podia ser a chave para tudo.Porque se existia alguém que tinha conseguido abandonar Álvaro, então existia ali uma fraqueza que ela poderia usar para benefício dela, e dos que com ela lutavam.Álvaro tinha uma ferida aberta, algo que ele nunca superou e ela iria usar isso a seu favor.- Já estás acordada – diz Kostas ao entrar silenciosamente no escritório e Marina sorriu levemente.- Acho que já deixei de dormir há meses – diz ela e ele aproximou-se- Marina, o nosso bebé precisa que descanses – diz ele pousando a mão no ventre dela que já começava a ficar ligeiramente saliente e ela sorri e beija os lábios dele ao de leveKostas olhou para a fotografia.- Estas a pensar nela? – perguntou ele- Estou a pensar n





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